É ficha suja, diz Agnelo Queiroz sobre Arruda


Informações Suzano Almeida, Jornal de Brasília

Em encontro com ruralistas do DF, o candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT) comentou, ontem, a condenação de José Roberto Arruda, na última quarta-feira, pelo colegiado da Segunda Turma Cível do Tribunal de Justiça (TJDF), que inclui o ex-governador na Lei da Ficha Limpa. Agnelo aproveitou para rebater as acusações de que a decisão tenha relação com manobras do Partido dos Trabalhadores para tirar Arruda da disputa.

“O que a condenação formal mostra é o que todos sabemos: ele é um ficha suja que não tem condição nenhuma de ser candidato por todos os crimes que cometeu em Brasília. A Justiça só o condenou em um processo entre as dezenas de processos que esse cidadão tem e que envergonham a nossa cidade. Ele envergonhou, humilhou e continua colocando nossa cidade nas páginas policiais”, atacou Agnelo.

Aposta no W.O.
Em algumas oportunidades, José Roberto Arruda e políticos próximos a ele chegaram a afirmar que as decisões do Judiciário tinha influências do PT, a quem acusaram de querer ganhar por W.O. (sem adversário).

Agnelo chamou as declarações de mentiras. “Ele é um mentiroso. Esse cidadão passou três anos e meio formulando essa mentira. Já tinha feito declarações acusando outro político de Brasília como responsável pela sua tragédia e agora quer dizer que é o PT. Ele é um mentiroso que não tem a menor credibilidade”, afirmou Agnelo.

O presidente regional do PT, Roberto Policarpo, disse que o partido vai aguardar a decisão da Justiça para saber se impugnará o registro de candidatura de Arruda.

Já o advogado de Agnelo Queiroz, Luiz Carlos Alcoforado, afirma que o partido não deve entrar com nenhuma representação, deixando a decisão para as urnas. “A coligação vai esperar a decisão da Justiça. Queremos enfrentá-lo nas urnas. Acreditamos que o Arruda é quem tem que se defender e vamos respeitar o desejo popular”, afirmou Alcoforado.
Sob exame, propostas sobre área rural

O governador Agnelo aproveitou o dia de campanha para se reunir, na manhã de ontem, com ativistas da área rural do Distrito Federal na sede da Confederação Nacional do Trabalhadores da Agricultura (Contag). O encontro à portas fechadas foi para debater novas propostas para o setor.

“Esse grupo teve um grande poder de mobilização no crescimento do setor no Distrito Federal. Agora estamos voltando para conversar com eles, para que nos deem um apoio importante e para tratar da pauta de futuros compromissos de campanha para o fortalecimento do setor agrário”, disse o governador sobre tema da reunião.

Agnelo destacou alguns pontos que foram alcançados durante a gestão na área rural durante o governo. “Eu destacaria a nossa política da agricultura familiar e de pequenos produtores, que envolve desde a reforma agrária no Distrito Federal, em que as primeiras terras concedidas foram a partir do meu governo, até a assistência técnica da Emater e da aquisição de produtos diretamente da agricultura familiar, com investimento direto de R$ 20 milhões no ano passado e os estudos com fóruns sobre o desenvolvimento de estudos, em conjunto com os agricultores”, lembrou Agnelo.

PSOL tenta impugnar

Antes mesmo da publicação do edital com o nome dos candidatos, o PSOL entrou com pedido de impugnação da candidatura de José Roberto Arruda e da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN). O partido do candidato Antônio Carlos de Andrade, o Toninho, ingressou com a ação junto ao Tribunal Regional Eleitoral na manhã de ontem.

Os planos do TRE incluíam a publicação da primeira lista de candidatos ontem. Entretanto, devido à grande quantidade de inscritos, a divulgação ficou para hoje. O prazo de registro acabou no dia 5 de julho e, na fase atual a documentação é analisada pelo tribunal, que pode recusar candidaturas. Os pedidos de impugnação podem ser feitos em cinco dias após a publicação

De acordo com Toninho do PSOL, Arruda não está apto para disputar as eleições e por isso formalizou o pedido de impugnação. O candidato classificou como “erros gravíssimos” as ações dos dois adversários. “Estamos cumprindo um papel importante e até achamos estranho outras coligações não terem feito isso antes. O ex-governador e a deputada se enquadram na Lei da Ficha Limpa e esperamos que o TRE decida a favor do nosso pedido”, disse.
O pedido de impugnação não teria validade, segundo a defesa de José Roberto Arruda, por ter sido feito fora de hora. “A ação é, no nosso ponto de vista, extemporânea, uma vez que não há sequer publicação de edital de registros”. disse o advogado Francisco Emerenciano.


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