Doria endossa candidatura de Alckmin à Presidência em 2018

ssss

Tucano chega a comitê com o tema da vitória de Senna; triunfo já no primeiro turno, inédito na cidade, foi antecipado em projeção do instituto Datafolha

  • Doria agradece Mário Covas e endossa possível candidatura de Alckmin à Presidência

    Em discurso, João Doria (PSDB) agradece a Franco Montoro (1916-1999), fundador do partido, que ele diz ser o responsável por levar o seu pai à política, e ao ex-governador de São Paulo Mário Covas, também já morto.

    “Essa é uma noite de agradecimentos”, disse Doria, pedindo ajuda para não esquecer de citar alguém.

    “Não posso deixar de agradecer a Mário Covas, que acreditou na juventude, como eu também vou acreditar nos jovens. Lá de cima ele está com aquela ternura que sempre teve, feliz com a eleição de seu neto [o deputado federal] Bruno [Covas] como vice-prefeito de São Paulo”, disse.

    O tucano também agradeceu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ministro José Serra, ao senador Aloysio Nunes e ao tucano José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela.

    No momento em que falou de Serra, alguns militantes o vaiaram. Doria também citou o ex-governador Alberto Goldman. Os cumprimentos são um aceno a tucanos que não apoiaram sua candidatura.

    Quando Doria cumprimenta o governador Geraldo Alckmin, os militantes começam a gritar “Brasil, pra frente, Geraldo presidente!”

    “Se [Alckmin] for candidato à Presidência da República, terá o apoio da população brasileira”, disse Doria.

    “Portanto, vamos às prévias sim”, concluiu, referindo-se à eventuais prévias tucanas para a eleição presidencial de 2018.

    TELEFONEMAS

    Doria disse ter recebido telefonemas da senadora Marta Suplicy (PMDB), do deputado Celso Russomanno (PRB) e do prefeito Fernando Haddad (PT).

    O prefeito eleito também cumprimentou outros dois oponentes, a deputada Luiza Erundina (PSOL) e o Major Olímpio (SD) e disse que não foi fácil derrotar esses candidatos.

  • ‘Será um governo de desgaste para o Doria’, diz vice de Erundina

    Abatido, o deputado federal Ivan Valente (PSOL) chega à fundação Lauro Campos, onde se reúnem seus correligionários. “Um desastre”, avaliou ele ao cumprimentar as pessoas.

    “O voto útil acabou não se mostrando viável”, afirma Ivan Valente. Segundo ele, o governo de João Doria será de “desgaste”. “Não quero fazer uma analogia imediata com Celso Pitta, mas dado o momento do país, a crise econômica, acho que será um governo de desgaste para o Doria”, diz.

    O deputado avaliou positivamente os resultados do partido no legislativo. Em São Paulo, o PSOL elegeu dois vereadores —em 2012, emplacaram apenas um candidato. “Havia a possibilidade de elegermos três ou até quatro, mas a campanha foi muito curta, com nomes que ainda precisavam ser trabalhados.”

    A candidata Luiza Erundina, que fez cerca de 3% dos votos, assistiu à apuração em sua casa e não falou à imprensa.

  • Desejo de Russomanno de concorrer ao governo estadual vai contra acordo feito com PRB

    ANÁLISE – RENATA AGOSTINI

    A derrota de Celso Russomanno não foi exatamente uma surpresa para seu partido. A sinalização de que deseja se candidatar a governador em 2018, sim.

    Integrantes do PRB há tempos confidenciavam que viam mais chances de sucesso da sigla no Rio, com Marcelo Crivella, do que em São Paulo. E não vinham problema nisso: o acerto era que, se não levasse a Prefeitura, seria mais uma vez o puxador de votos do partido na Câmara dos Deputados.

  • Candidato mais votado a vereador em São Paulo, Suplicy admite impacto da Lava Jato na campanha

    “Certamente houve um efeito sobre o PT que já havia acontecido em 2014, quando a Dilma no Nordeste obteve 70% dos votos, mas aqui ela teve pouco mais de 30%”, disse Eduardo Suplicy (PT), admitindo impacto da Operação Lava Jato desde então.

    “Naquele ano, eu tive uma votação expressiva, mas não fui reeleito”, disse o petista eleito para a Câmara dos Vereadores. Ele afirma que, não fosse a operação, Fernando Haddad teria chances de chegar ao segundo turno para uma possível reeleição.

    O ex-senador é o candidato mais votado para vereador em São Paulo. Com 99,99% das urnas apuradas, o petista registrava 301,4 mil votos, ou 5,62% do total.

    Em segundo lugar, vem Milton Leite (DEM), com 107.957 votos, que segue para seu sexto mandato na Câmara. Em terceiro, vem Reginaldo Tripoli (PV), com 88.843 votos.

    REGIÃO NORDESTE

    Prefeito por oito anos não se elege vereador em Salvador

    JOÃO PEDRO PITOMBO
    DE SALVADOR

    Prefeito de Salvador entre 2005 e 2012, João Henrique Carneiro (PR) não conseguiu eleger-se vereador na capital baiana neste domingo (2).

    O ex-prefeito teve 5.291 votos. Foi o mais votado da sua coligação, que não conseguiu eleger nenhum nome para a Câmara Municipal.

    Filho do ex-governador João Durval, João Henrique fez uma gestão mal avaliada na capital e teve quatro contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios.

    Em 2004, foi eleito no segundo turno com mais de 75% dos votos contra o ex-governador César Borges, na primeira grande derrota do grupo do senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) desde 1992. Na época, teve o apoio do PT.

    Quatro anos depois, foi reeleito vitaminado pelo apoio de Geddel Vieira Lima (PMDB), que na época ocupava o cargo de ministro da Integração Nacional do governo Lula.

    Na época, bateu o petista Walter Pinheiro no segundo turno com o apoio do hoje prefeito ACM Neto.

    Enquanto esteve na prefeitura, elegeu a então mulher deputada estadual, um cunhado como deputado federal e ajudou o pai a eleger-se para o Senado em 2006.

  • São José dos Campos elege Felício Ramuth, do PSDB, como prefeito

    O empresário Felício Ramuth (PSDB) foi eleito, neste domingo (1º), o novo prefeito de São José dos Campos, com 62% dos votos válidos.

    Ele derrotou o petista Carlinhos Almeida, que tentava a reeleição e teve 22% dos votos válidos.

    O terceiro lugar foi Shakespeare (PRB), com 12%, seguido por Claude Moura (PV), com 2%; Toninho Ferreira (PSTU), com 1,2%; e Luiz Carlos (PEN), com 0,3%.

    Em um pleito disputado, a última pesquisa do Ibope, divulgada 25/9, ainda deixava em aberto a possibilidade de um segundo turno.

    De acordo com a previsão, Ramuth teria 45% dos votos totais, contra 26% do petista. Em terceiro lugar, vinha Shakespeare (PRB), com 14%.

     Doria teve mais de 3 mi de votos; confira os números da eleição em SP

    Com 100% das urnas de São Paulo apuradas, Doria chega a mais de 3 milhões de votos. O tucano foi eleito prefeito de São Paulo no primeiro turno. O atual prefeito, Fernando Haddad (PT), que ficou em segundo lugar, teve menos de 1 milhão de votos.

    Confira os números da eleição na capital paulista:

    João Doria (PSDB) – 3.085.187 votos (53,29% dos votos válidos)

    Fernando Haddad (PT) – 789.986 votos (16,70% dos votos válidos)

    Celso Russomanno (PRB) – 587.220 votos (13,64% dos votos válidos)

    Marta Suplicy (PMDB) – 587.220 votos (10,14% dos votos válidos)

    Luiza Erundina (PSOL) – 184.000 votos (3,18% dos votos válidos)

    Major Olimpio (SD) – 116.870 votos (2,02% dos votos válidos)

    Ricardo Young (Rede) – 25.993 votos (0,45% dos votos válidos)

    Levy Fidelix (PRTB) – 21.705 votos (0,37% dos votos válidos)

    João Bico (PSDC) – 6.006 votos (0,10% dos votos válidos)

    Altino (PSTU) – 4.715 votos (0,08% dos votos válidos)

    Henrique Áreas (PCO) – 1.019 votos (0,02% dos votos válidos)

    Os votos válidos excluem votos brancos e nulos.

    Ao todo, houve 367.489 votos brancos e 788.378 nulos. As abstenções somaram 1.940.745. Não é possível saber se todas as abstenções são de eleitores que optaram por não votar. Como a capital não tem recadastramento biométrico obrigatório, o número pode contemplar eleitores que não moram mais na cidade ou que já morreram.

    http://aovivo.folha.uol.com.br/2016/09/30/5065-21-aovivo.shtml?tags=#post349083

About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: