Do Alto da Torre: Climão entre Liliane Roriz e Agaciel Maia


Do Alto da Torre: Climão entre Liliane Roriz e Agaciel Maia

A deputada foi à tribuna para um desabafo sobre os seguidos ataques que tem sofrido de adversários políticos

Processo abre climão

Pintou um climão entre os distritais Liliane Roriz e Agaciel Maia. A deputada foi à tribuna para um desabafo sobre os seguidos ataques que tem sofrido de adversários políticos. Citou a representação, de autoria do PT, sobre o que seria propaganda eleitoral antecipada e, mais recente, uma acusação de suposta compra de votos, partida de ilustre desconhecido. Liliane afirmou que o autor da denúncia ocupava cargo no GDF e registrou que a indicação partiu, imagina só, de um outro distrital, companheiro da Câmara Legislativa. Endureceu o jogo: “é lamentável que colegas desta Casa percam o tempo que deveriam utilizar para o bem da população promovendo estratégias pequenas e meticulosas com o único objetivo de tentar me prejudicar”, afirmou.

Não é direito de resposta

Liliane não disse quem seria o colega, mas o distrital Agaciel Maia pediu a palavra. Queria direito de resposta, mas não cabia, pois não sofrera qualquer acusação por parte da deputada. Liliane recusou o aparte. Agaciel insistiu. Nada. O jeito foi Agaciel, vice-presidente, insistir com o presidente Wasny de Roure, que lhe deu a palavra. Agaciel evitou assumir a nomeação do autor do processo contra a colega. “O seu pai me conhece e sabe que eu jamais usaria esse artifício para prejudicar algum adversário, ainda mais uma parlamentar exemplar como a senhora é”, defendeu-se.

Onde se acendeu a fogueirinha

Se é verdade que onde há fumaça, há fogo, a fogueirinha parece estar em São Sebastião, onde reside o ex-funcionário que fez a denúncia contra Liliane. Ele disse que montou uma espécie de comitê para a então candidata, quatro anos atrás, sem ser ressarcido como esperava. Viria daí a suposta compra de votos. Só que o aspirante a cabo eleitoral foi nomeado para a Secretaria de Condomínios, reduto justamente de Agaciel Maia. E o distrital, hoje, cultiva os votos de um arco que começa no Jardim Botânico, passa por São Sebastião e se estende ao Paranoá e a Itapoã. Também há coincidências curiosas. O rapaz fez a denúncia no dia 17 de abril, quase quatro anos após a eleição. E exatos três dias após deixar o cargo comissionado que exercia na secretaria.

Confusão nas pontes

Aliás, ontem Liliane estava mesmo brava. Criticou também falta de planejamento de órgãos do GDF no preparativo para a Copa do Mundo. Para ela, a “desorganização se reflete até mesmo em episódios como a limpeza da Ponte JK”, nos últimos fins de semana. A distrital deu como exemplo o incidente do domingo passado, quando provas de atletismo interditaram parcialmente a Ponte Costa e Silva bem na hora em que se fechou a Ponte JK. “Os moradores do Lago Sul, São Sebastião, condomínios e Paranoá ficaram completamente sem opção de caminho e tiveram que enfrentar em engarrafamentos quilométricos em pleno domingo. Ou aguardar o fim das provas esportivas. “Se isso não é falta de planejamento, não imagino o que seja”, acusou Liliane.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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