Disputa ao GDF pode ser uma das mais acirrada da História, dizem especialistas

Cenário político local conta com a presença de nomes fortes para a sociedade.

Os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz podem se candidatar ou forma aliança. Agnelo Queiroz é candidato à reeleição e Reguffe também entrou na disputa para o cargo de governador. Segundo especialistas, estes são os 4 principais nomes Montagem / R7

A disputa pelo Palácio do Buriti nas eleições de 2014 pode ser uma das mais acirradas da história do Distrito Federal e, talvez, do País. Na visão de especialistas, nomes fortes que têm destaque no cenário político local e nacional podem colocar os eleitores em dúvida na hora da votação deixando o pleito pulverizado. Velhos conhecidos da política em Brasília devem disputar o cargo com o governador Agnelo Queiroz (PT), que tentará a reeleição.

A reportagem do R7 entrevistou cinco cientistas políticos e todos eles acreditam que a disputa para o cargo de chefe do executivo local será dura, podendo chegar ao segundo turno com pouca diferença de votos entre os candidatos.

Até o momento, há 7 potenciais candidatos ao GDF (Governo do Distrito Federal). Entre eles estão os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, que podem, inclusive, esquecer das desavenças passadas para formar uma aliança.

Para o professor de Ciências Políticas da UCB (Universidade Católica de Brasília), Emerson Masullo, as manifestações ocorridas no mês de junho podem mudar o perfil dos eleitores, mas talvez grandes mudanças não sejam sentidas a curto ou médio prazo. Ele explicou que as manifestações foram manchadas pelos atos de vandalismo e que é provável que “caras novas, mas com espíritos velhos” apareçam e surpreendam a população.

— Talvez gente nova apareça, mas apoiando ideais e lideranças antigas. Acredito que, com o andar da carruagem, o cenário político local vai ser o mais acirrado da história, tanto no DF quanto no Brasil. Ao meu ver, tudo leva a crer que nenhum outro estado será tão disputado quanto o DF nas próximas eleições.

Na visão do cientista político da UnB (Universidade de Brasília) Fernando Carlos de Moraes, a falta de consciência por parte de povo na hora de escolher seus representantes contribui para uma alternância das mesmas “caras no poder”. Nas eleições ao GDF, dois dos possíveis candidatos já foram governadores (Roriz, por quatro vezes e Arruda, por uma).— As pessoas gostam de eleger ou reeleger gente que já esteve na política antes, mesmo que tenham feito coisas erradas ou simplesmente não tenham feito nada. Geralmente a ilusão de que a experiência é o que conta é um tiro no pé. Nós precisamos de reforma política total e isso só é possível elegendo gente com novos ideais, sem vícios e que ainda não tiveram oportunidade de mostrar a que vieram. Tem muita gente com potencial e que pode, de fato, trazer grandes mudanças, mas que não recebe o devido crédito do povo.

A opinião do especialista Paulo César Nascimento, também do departamento de Ciências Políticas da UnB, não é diferente. Ele entende que as alianças que estão sendo formadas para concorrer aos cargos políticos nas esferas executiva e legislativa podem tornar a competição entre os protagonistas à corrida eleitoral em uma disputa sem precedentes.

No entanto, não acredita que isso trará grandes benefícios para a sociedade e que ainda está muito cedo para dizer se a cabeça dos eleitores amadureceu ou não para escolha de seus representantes.

Propagandas eleitorais

Apesar de o povo brasileiro alegar que está descrente com a política, a motivação deve aumentar com a chegada do período de propagandas eleitorais. O cientista político Fernando Faccioni, que também compõe o quadro de mestres da UnB, relatou que as promessas feitas pelos candidatos envolvem os eleitores, que querem e acreditam e um futuro melhor.

Para ele, o marketing político e o alto investimento em publicidade serão intensos em 2014, o que poderá beneficiar os candidatos que, de alguma maneira, se saíram bem em escândalos passados.

— O Arruda, por exemplo. O povo diz que ele roubou, mas fez [O ex-governador foi flagrado em vídeo recebendo dinheiro. Os vídeos fazem parte do inquérito da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal]. Roriz foi governador quatro vezes e transformou Brasília em um eterno canteiro de obras, mas tem carisma. Reguffe aproveitou o escândalo da Caixa de Pandora e mostrou moralismo, apesar de não ter feito nada além disso em benefício da sociedade. É preciso cautela e cuidado, porque do mesmo jeito que os políticos não estão aptos a atender as novas demandas da sociedade, a sociedade, talvez, não esteja apta a escolher seus políticos.

Além do atual governador Agnelo Queiroz (PT), Arruda, Roriz e Reguffe, também devem concorrer ao cargo do GDF o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), Toninho do PSOL (PSOL) e Alberto Fraga (DEM).

Fonte: http://noticias.r7.com/distrito-federal/disputa-ao-gdf-pode-ser-uma-das-mais-acirradas-da-historia-dizem-especialistas-17112013

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