Diretor da reTelexfree é cebido com festa no Acre


‘É uma vitória’, diz Carlos Costa sobre chegada ao estado.
Diretor da empresa participa de audiência de conciliação nesta quinta (14).

Rayssa Natani e Yuri MarcelDo G1 AC

Divulgadores receberam Carlos Costa no aeroporto de Rio Branco (Foto: Odair Leal/Folhapress)

Centenas de investidores da Telexfree foram ao Aeroporto Internacional Plácido de Castro, em Rio Branco, para receber o diretor da empresa Carlos Costa, nesta quarta-feira (13). Costa, que é um dos principais acionistas da Telexfree, vem ao estado para acompanhar uma audiência de conciliação no Fórum Barão do Rio Branco, nesta quinta-feira (14).

Ao sair da sala de desembarque, o diretor foi ovacionado pelos divulgadores, como são chamados os investidores da empresa. Costa considerou sua vinda ao Acre como um bom sinal para a empresa, impedida pela Justiça de operar desde o último dia 18 de junho. “É uma vitória”, comentou.

De acordo com uma das principais lideranças da Telexfree no Acre, Shawke Lira, o diretor veio acompanhado de advogados e líderes da empresa de diversos estados. A comitiva que deve ficar no estado até sexta-feira (15), participará de diversas agendas.

Ainda nesta quarta, ele deve se reunir com autoridades. Na quinta, ele irá participar de uma sessão às 10h, na Assembleia Legislativa. Às 15h, ele irá para a audiência no Fórum e à noite deve participar de um evento na Concha Acústica. “Independente do resultado já estamos com tudo programado para agradecer a Deus por tudo o que aconteceu até aqui”, explica Lira.

Shawke Lira acredita em resultado positivo após

                                 audiência no Fórum de Rio Branco
                                  (Foto: Rayssa Natani/G1)

Assim como Carlos Costa, Shawke Lira crê que a audiência no Fórum acreano deva ter resultado positivo. “A gente hoje pode acreditar que a Telexfree vai ser desbloqueada e nós vamos retornar ao nosso trabalho normalmente e comemorar uma vitória de tanto tempo e angústia, sofrimento, decepção pela Justiça e tudo mais. Agora não é a hora de pensar em tudo o que aconteceu, mas de pensar que algo positivo está muito perto de acontecer e é nisso que a gente tem que focar para poder comemorar junto”, disse.

A empresa é acusada pelo MP-AC de realizar um esquema de pirâmide financeira sob o disfarce de empresa de marketing multinível.
 No Acre, eles chegaram a fechar as pontes que ligam o primeiro ao segundo distrito da capital, Rio Branco.
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Nos meses seguintes ao bloqueio, os advogados da Telexfree entraram com uma série de recursos na Justiça acreana pedindo a liberação das atividades. Todos, no entanto, foram negados.

No final de setembro, a desembargadora do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) Cezarinete Angelim, deferiu o pedido para que o caso fosse analisado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o intuito de dar preferência à Ação Civil Pública que está sendo movida pelo Ministério Público do Acre, a juíza Thaís Borges, tem indeferido os pedidos individuais de ressarcimento que estão sendo movidos por diversos divulgadores.

A juíza ainda indeferiu o pedido de inversão do ônus da prova, que havia sido feito pelo Ministério Público. Dessa forma, o MP-AC é que terá que apresentar provas de que a Telexfree funcionaria como esquema de pirâmide.

A última decisão da magistrada tomada na última sexta-feira (18) foi de liberar parte do dinheiro da empresa Telexfree, para que sejam pagas parcelas da construção de um hotel no Rio de Janeiro de posse da empresa. A quantia liberada não foi revelada.


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