Diante de desmanche, técnico Tite avisa: “futebol precisa de tempo, não há magia”

Apesar da primeira vitória do Corinthians na temporada, ao derrotar o Shaktar Donetsk por 3 a 2, quarta-feira, na despedida do Torneio da Flórida, Tite adverte.

“Milagre ninguém faz (risos). Vou pegar uma manifestação de vocês (imprensa) em que foram felizes. O time que bateu o campeão foi o que perdeu para o Guarani (do Paraguai, na Libertadores), porque amadureceu, perdeu, rodou. Não necessariamente tem de perder, mas é inevitável acontecer em uma reestruturação. O grande Milan de Carlo Ancelotti passou dois anos sem ganhar nada para remontar a equipe. Futebol precisa de tempo, não há magia. É reestruturar, ganhar e perder para aprender”, disse em entrevista coletiva.
Tite comandou Corinthians na primeira vitória da temporada

O técnico até comparou o time com o da derrota para o Atlético-MG, domingo.

“O nível dos jogos foi parecido, com dificuldades parecidas. De novo tivemos um bom desempenho. Mas por sermos competitivos, tínhamos de ter um bom resultado. Foram 75 minutos muito bons. Nos últimos 20, caiu. Desempenho e resultado são bons em qualquer circunstância. Dão confiança para a sequência do trabalho. Agora é reestruturar, é difícil para a equipe, mas passo a passo vamos fazer a recondução”, ressaltou.

Tite elogiou Romero pelos dois gols de ontem e pelo futebol apresentado. “É um atacante de movimentação que começou a desenvolver melhor a capacidade de jogar em uma faixa lateral, dando profundidade à jogada. Jogamos com quatro de meio, Danilo não é nove, temos dois agressivos de velocidade. Romero tem se adaptado, crescido. É jovem e mentalmente forte, trabalha muito, é persistente, tem a grande marca de quem chega e cresce”, destacou.

O comandante alvinegro evitou comparar Gil, que deixou o clube e foi para o futebol chinês, com Yago, que foi titular.

“Jogador precisa de tempo e rodagem. Yago é um jogador muito regular, não ruim de notas cinco e seis, mas sim de quem mantém padrão de atuação, nota sete, daqui a pouco é oito, e quando baixa é pouco. Ele dá segurança, atingiu maturidade, tem nível de concentração alto. O quanto vai progredir, o campo vai dar. Alguns demoram mais. Malcom tem crescido, voltou das férias em alto nível. Felipe demorou um pouquinho, mas hoje é inconteste. O clube tem zagueiro para oito anos, se não vender. Mas é necessário trazer. Independentemente, precisamos fortalecer”.

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