DF receberá a Força Naciona

Serão 133 agentes na capital para fiscalizar as fronteiras do Distrito Federal
PEDRO VENTURA

Avelar disse que um a cada três roubos de veículos é cometido por pessoas do Entorno

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, vai formalizar o pedido para que 133 homens da Força Nacional de Segurança (FNS) atuem nas divisas do DF a partir da primeira quinzena de setembro. Eles serão destacados para monitorar as principais rodovias federais que passam pelo DF e são usadas por criminosos para o tráfico de drogas e como rota de saída de veículos roubados.

O apoio foi oferecido em 2 de agosto, pelo próprio governo federal, durante reunião de trabalho com integrantes dos governos do DF, de Goiás e de Minas Gerais para discutir as ações a serem desenvolvidas pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do Entorno. Foram debatidas iniciativas em diversas áreas e a Secretaria de Segurança Pública do DF apresentou os objetivos e resultados alcançados pelo Programa Ação pela Vida, que integra todas as forças de segurança locais. A FNS para reforçar o trabalho em andamento no Distrito Federal e que tem reduzido, desde maio, os índices de criminalidade.

“Desde então, temos discutido como seria essa participação e agora recebemos a sinalização de que a Força Nacional pode atuar no DF a partir de setembro”, explica o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar. “Um em cada três roubos de veículos aqui são cometidos por pessoas de fora do DF. Os criminosos levam e abandonam as vítimas em uma cidade do Entorno. Para coibir esse crime teremos barreiras flutuantes e a Força Nacional de Segurança fazendo um trabalho bastante específico, restrito às estradas que ligam o Distrito Federal a outras cidades”, detalha.
foto: Elza Fiúza/ABr
Limitações, mas sentimento de segurança
Lucas Dutra

Especialistas em Segurança Pública afirmam que, apesar de válida, a ação reúne contingente insuficiente de policiais em um tempo muito curto –  operação ocorrerá por apenas três meses. Segundo o especialista da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Testa, o raio de ação da Força Nacional será muito limitado, pelo contingente reduzido. “Serão cerca de 100 homens para cobrir um território imenso, uma área com muitos municípios. E as escalas de trabalho interferem em 30 ou 40 policiais trabalhando, enquanto os outros descansam. Tudo isso é mais simbólico do que efetivo”, argumentou. De acordo com o levantamento Mapa da Violência 2012, elaborado com auxílio do Ministério da Justiça, o Entorno do DF está entre as regiões mais violentas do Brasil, com Águas Lindas de Goiás (GO) em destaque: 61,7 mil homicídios a cada 100 mil habitantes, em 2010.


O especialista em Segurança Pública também informou que, inicialmente, as blitz devem apreender criminosos e a população se sentirá mais segura. Porém, devido a curta duração, o efeito será apenas provisório. “Deveria durar mais tempo e ter mais policiais. Se houvesse uma ação integrada entre as policias e se fosse estendido, poderia ser mais satisfatório a longo prazo”, afirmou.
Entenda a ação
A iniciativa da SSP/DF pretende reduzir o número de crimes relacionados a tráfico de drogas e roubo com restrição de liberdade, conhecido popularmente como sequestro relâmpago. Os policiais da Força Nacional deverão montar barreiras de controle de tráfego, em 39 pontos estratégicos, mapeados pela própria secretaria, localizados na região do Entorno do DF. A intenção é bloquear a entrada de drogas no DF e enfraquecer traficantes que atuam em Samambaia e Ceilândia. Outro objetivo é combater criminosos que furtam veículos em Brasília e o levam para pontos de desmanches, localizados nos municípios Águas Lindas e Luziânia.
De acordo com levantamento da SSP/DF, rodovias federais como a BR-040 (Brasília-Valparaíso) e a BR-020 (Brasília-Formosa) são as rotas mais usadas por autores de roubos de veículos e sequestro relâmpago.
Da Redação do Alô

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