DF: PSB lança chapa de Rollemberg e Reguffe

A convenção do partido oficializou o senador como candidato ao governo e o deputado federal do PDT como concorrente ao Senado. Não faltaram críticas ao GDF. …

Reguffe, Marina, Rollemberg e Campos: formação de aliança para cargos majoritários e proporcionais.

Por aclamação, o senador Rodrigo Rollemberg foi lançado ontem pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), na primeira convenção partidária realizada na capital para as eleições de outubro. O ato teve a participação do presidenciável da legenda, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, e da vice na chapa nacional, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Com críticas ao GDF e ao governo federal, os três também oficializaram a aliança com o Partido Democrático Trabalhista (PDT) no DF. O deputado federal pedetista José Antônio Reguffe concorrerá ao Senado. Falta agora escolher o nome do candidato a vice, além de tentar atrair outros partidos para a aliança.

Marina, Eduardo, Rollemberg e Reguffe chegaram juntos ao Salão de Múltiplas Funções do Cave, no Guará, às 10h. Os quatro foram ovacionados pela multidão e enfrentaram grande assédio até a chegada ao palco montado para os discursos. O senador Cristovam Buarque (PDT), que era aguardado para a reunião, não foi, mas enviou mensagem de apoio à coligação, lida pelo presidente do PSB-DF, Marcos Dantas. “Estamos juntos com Reguffe e vamos oferecer a alternativa que o DF espera na política. A partir da semana que vem, nosso número será 40”, dizia trecho da nota assinada por Cristovam e pelo presidente do PDT-DF, Georges Michel. A convenção também aprovou a indicação de 36 candidatos à Câmara Legislativa e 17 à Câmara dos Deputados. O restante das vagas na disputa proporcional será preenchido pelo PDT. Juntos, eles terão 72 candidatos a distrital e 24 a federal.

Emocionado, Reguffe reafirmou seu apoio a Marina e a Rollemberg. “A contragosto de alguns, tenho a honra de ter votado em Marina Silva para presidente em 2010. Até hoje, muitos me dizem que eu deveria ir para uma chapa com maior tempo de televisão, pois seria mais fácil. Mas foi para lutar contra esse pensamento que entrei para a política. Se acontecer de perdermos a eleição, vou perder do lado certo, onde a minha consciência me manda estar”, disse.

Ele também criticou o custo da máquina pública. “Hoje há 18.368 cargos comissionados no DF. Temos que tirar o governo desse cativeiro, fazer a máquina funcionar para quem precisa”, afirmou. Ele também rebateu os adversários que concorrem ao Senado. “Muitos questionam o que eu vou fazer se for eleito. Como legislador, não poderei construir hospital, mas vou alocar os recursos necessários para esse fim”, criticou.

Rollemberg foi ainda mais enfático nas críticas ao Executivo. “Como um governador que é médico e prometeu resolver os problemas da saúde pública permite uma fila de meses para marcação de consultas na rede ou aceita que 120 mil crianças de zero até cinco anos estejam fora da creche”, questionou. Ele também criticou a burocracia, a falta de investimentos empresariais na capital e a “escalada da violência”. “Hoje, temos um governo que não manda nem sequer na Polícia Militar. Temos um DF com mais de 21 mil empresas funcionando sem alvará. A burocracia é irmã da corrupção, e empresários da construção civil aguardam até três anos para poderem construir. As administrações regionais, por exemplo, são cabides de emprego que servem à repartição do Estado em troca de apoio político, especialmente de indicados pelos nossos deputados distritais”, opinou.

Calendário

De acordo com o cronograma fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos políticos têm até 30 de junho para realizar suas convenções regionais e nacionais. Nesses encontros, as legendas determinam quem serão os candidatos nas disputas majoritárias e também nas proporcionais. A campanha eleitoral começa em 5 de julho.

Fonte: ARTHUR PAGANINI – Correio Braziliense

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