Derrubada poupa templos religiosos irregulares no Setor de Embaixadas

Derrubada poupa templos religiosos irregulares no Setor de Embaixadas A remoção dessas construções, erguidas onde deveria haver somente representações diplomáticas, ainda depende de novas discussões. Nesta segunda, casas vieram abaixo

Mara Puljiz

Tratores removem construções recentes: área não será regularizada, segundo secretaria

Cinco dias após o Correio denunciar o crescimento de uma invasão na 813 Sul, a Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) realizou a primeira operação de retirada – mas poupou os templos religiosos irregularmente erguidos, alguns há mais de 40 anos, no Setor de Embaixadas. Cinco muros, e duas bases de casas de 80 metros quadrados cada, além de uma calçada foram derrubados durante a manhã de hoje. Outra operação para a retirada de quatro casas recém construídas deve ocorrer nos próximos dias. A Seops aguarda apenas um relatório socioeconômico das famílias para então retirar os invasores.

Construções mais antigas como templos religiosos e pessoas que moram no local há mais de 15 anos devem permanecer até que o governo estude para quais áreas elas poderão ser transferidas. Conforme mostrou a reportagem na última quarta-feira, mais de 50 casas de alvenaria %u2014 entre elas muitos templos religiosos %u2014 ocupam área onde deveria haver somente representações diplomáticas, o que configura um desvirtuamento do projeto original traçado pelo urbanista Lucio Costa.

Na área, inclusive, os lotes estariam sendo vendidos de R$ 12 mil a R$ 50 mil. Segundo o secretário da Seops, José Grijalma Farias, 38 pessoas foram presas suspeitas de grilagem de terra em 2013. Este ano, já são cinco detidos. Grijalma explicou que alguns moradores estão na região há mais de 40 anos, incluindo grupos religiosos e, portanto, a retirada destes depende de uma discussão aprofundada e integração entre a fiscalização, polícia e setores ligados à moradia e assistência social. “Para este grupo, vamos conversar com outros órgãos do governo para incluí-las em um programa habitacional ou levá-las para uma área de transição. Mas nenhuma família poderá ficar ali. Aquela área não será regularizada”, explicou.

A assessoria da Sedhab informou que “esse problema da 813 Sul definitivamente diz respeito à Seops, Agefis e Sedest”. A pasta informou ainda que “o GDF criou o programa Morar Bem, gerenciado pela Sedhab e pela Codhab, para resolver o problema habitacional do DF como um todo” e se “na 813 houver gente inscrita no Morar bem com os requisitos necessários ao programa, em algum momento essas pessoas serão contempladas”.


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