Defesa de Bispo Rodrigues diz que réu não “exerce mais atividade religiosa”



O advogado Bruno Alves Pereira de Mascarenhas Braga, o primeiro defensor a falar no julgamento da ação penal 470 nesta segunda-feira (13/8), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), falou aos ministros da Corte que seu cliente “não exerce mais nenhuma atividade religiosa”.

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Braga disse que Carlos Alberto Rodrigues Pinto, conhecido como Bispo Rodrigues, não é mais bispo. Durante sua defesa, ainda, o advogado de Bispo Rodrigues admitiu que o réu recebeu R$ 150 mil, mas afirmou que a quantia recebida em 2003 foi usada para pagar dívidas da campanha de 2002. 

A terceira semana de julgamento do mensalão no STF começa nesta segunda com a defesa de mais cinco réus, entre eles quatro ex-deputados. É a última etapa da fase de defesa. Além da defesa de Bispo Rodrigues, também serão apresentadas as defesas dos ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o esquema e mais três ex-parlamentares. Todos respondem pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 


A expectativa é de que a fase das defesas acabe no próximo dia 15. Em seguida, começa a etapa dos votos dos ministros da Suprema Corte, começando pelo relator Joaquim Barbosa. Ele disse que seu voto tem cerca de mil páginas, mas que pretende apresentar um resumo. 


Porém, o advogado Márcio Thomaz Bastos pediu que os 11 ministros apresentem seus votos por inteiro, sem sínteses. Defendido pelo advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, Jefferson responde sobre os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-deputado Bispo Rodrigues responde sobre os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e será defendido pelo advogado Marcelo Ávila de Bessa.

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