Defesa Civil interdita Avenida Elmo Serejo, sentido Taguatinga

A Avenida Elmo Serejo, mais conhecida como via estádio, foi interditada no sentido Taguatinga, na noite desta quinta-feira (28), devido aos riscos provocados por um buraco de quatro metros abaixo de uma das faixas da via. O buraco foi provocado pelo rompimento de uma adutora da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e comprometeu dois tubos de vazão ao córrego do Cortado, que passa debaixo da avenida, na última segunda-feira. 

Segundo o coronel Sérgio Bezerra da Defesa Civil, há riscos de desmoronamento no local. “Ele perdeu a sustentação, está completamente oco. Com o fluxo intenso de veículos no local, há risco de desabamento”, explicou. “Enquanto a via não for recuperada, não vai poder voltar a ser transitada”, completou. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) já deu início às obras de recuperação da via e informou que deve ser montada uma força-tarefa para concluir os serviços de reparo em, no máximo, 20 dias, caso as condições climáticas não sejam muito severas.

A Caesb informou, por meio de nota, que o incidente aconteceu “devido a um processo erosivo ocasionado pela chuva”, que atingiu a “rede de esgoto da companhia, além de parte da pista”.

Trânsito

A Novacap vai abrir um desvio na via, no sentido Taguatinga-Ceilândia, para que os motoristas não fiquem tão prejudicados. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) vai monitorar durante todo o período de obras o local.

Em agosto do passado, o Governo do Distrito Federal investiu R$ 10 milhões em melhorias na avenida, em um trabalho que durou cerca de três meses. Porém, o buraco que se abriu no local na última segunda-feira mostra que, aparentemente, o investimento não foi bem aplicado.

Memória

– Em novembro do ano passado aconteceu a mesma coisa. Uma erosão foi identifica pela Defesa Civil exatamente no mesmo lugar: a 4,70 metros das margens da avenida Elmo Serejo e a 2,35 metros de um poste da rede elétrica e das estruturas de concreto que sustentam os pilares por onde passa o metrô. Algumas faixas também chegaram a ser interditadas para fazer aterramento no local.

– Na época, a erosão iniciou de um lado da pista e evoluiu por debaixo da terra.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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