De 24 distritais da primeira legislatura, só quatro ainda vão às urnas


De 24 distritais da primeira legislatura, só quatro ainda vão às urnas

Os petistas Agnelo Queiroz, Wasny de Roure e Geraldo Magela disputam a próxima eleição. Maria de Lourdes Abadia, do PSDB, também tenta se reeleger

Millena Lopes

Dos 24 deputados distritais da primeira legislatura no DF (1991-1994), apenas quatro insistem em ocupar cargos eletivos. Agnelo Queiroz, que esteve na Câmara Legislativa do DF pelo PCdoB, é o atual governador e tenta reeleição pelo PT. Wasny de Roure (PT) não mudou de partido e quer, pela quinta vez, um mandato na Casa. O deputado federal Geraldo Magela, também petista desde então, quer mudar de casa no Congresso e concorre à vaga de senador. Maria de Lourdes Abadia (PSDB), que já foi governadora do DF, tenta se eleger deputada federal novamente.

“O compromisso com Brasília” é o que impulsiona a oitava campanha política de Abadia. Às vésperas de completar 70 anos, ela se orgulha de ter participado da elaboração da Lei Orgânica do DF. Deputada federal nas primeiras eleições realizadas no DF, em 1986, ela também ajudou a escrever a Constituição de 1988. A partir daí, milita na política do DF. “A gente vai se envolvendo e, de repente, acaba fazendo parte da vida da gente”.

Atual presidente da Casa, Wasny diz defender a renovação, mas, para dar continuidade à sua contribuição com o DF, é que tenta retornar à Casa nestas eleições. “Meu trabalho impõe responsabilidade”, resume.

Três dos primeiros legisladores já morreram – Fernando Naves, Jorge Cauhy e Padre Jonas.

Sem cargo eletivo, mas no cenário político, Cláudio Monteiro é o atual secretário da Copa. Arquiteto, Salviano Guimarães tem circulado no meio. Ele tenta emplacar um projeto de mobilidade urbana e intervenção urbanística para a W3.

Fora da política

Licenciado do Decanato de Planejamento e Orçamento da Universidade de Brasília (UnB) por problemas de saúde, Carlos Alberto não está filiado a nenhum partido político no momento. “Estou afastado desde 2002”, conta.

Quem também está “totalmente fora” da política é Rose Mary Miranda. O único interesse dela na vida pública era participar da elaboração da Lei Orgânica do DF. “E consegui. Fui relatora de 45% da lei”.

Manoel de Andrade assumiu dois mandatos, foi secretário de Administração e encerrou a vida política quando foi indicado para o Tribunal de Contas do DF (TCDF), em 2000. Maurílio Silva esteve na Casa por apenas um mandato. Foi secretário de Governo e é conselheiro aposentado do TCDF.

Homenagem na Casa

Em 5 de fevereiro de 2013, os deputados distritais da primeira legislatura foram homenageados no plenário da Câmara Legislativa do DF, na sessão que marcou o início das atividades no plenário no ano passado. Os parlamentares homenageados foram lembrados, em plenário, por serem os responsáveis pela elaboração da Lei Orgânica do Distrito Federal e do 1° Regimento Interno da Casa, bem como pela estruturação administrativa e de pessoal da Câmara. Criada após intensa luta pela autonomia política do DF, a Câmara Legislativa está em sua sexta legislatura (2011-2014).

Agora, nos bastidores da política

Após três legislaturas, Edimar Pireneus passou um tempo no ostracismo, mas sempre andou por suas bases, em Brazlândia. Sindicalista, Pedro Celso foi o distrital mais bem votado em 1990 – mais de 19 mil votos. Ele foi distrital uma segunda vez, mas está fora da política desde que perdeu as eleições em 2006.

Distrital somente na primeira legislatura, José Ornellas foi governador nomeado do DF, entre 2 de julho de 1982 a 3 de abril de 1985. Eurípedes Camargo foi distrital e suplente de Cristovam Buarque no Senado. Exerceu o mandato em 2003.

Tadeu Roriz apoiou a campanha de Agnelo na eleição passada. Hoje, tem cargo no governo petista. Assim como Aroldo Satake, afastado da política, mas apoiador do amigo governador.

Depois de perder por poucos votos uma vaga na Casa, na eleição passada, Peniel Pacheco tem se dedicado à política, mas não é candidato neste pleito.

Gilson Araújo não tem mandato desde 1994, mas diz que nunca esteve fora da política nestes 24 anos. “A política me descapitalizou. Gastei muito para me eleger”, explica.

Escândalos em série

Distrital por três mandatos, Lúcia Carvalho ocupou outros cargos públicos e foi exonerada em 2013 da Superintendência de Patrimônio da União, após ser indiciada pela Polícia Federal por formação de quadrilha. Ela, que nega todas as acusações, teria referendado demarcações fraudulentas de terrenos na região de Vicente Pires, com o objetivo de favorecer uma grande construtora.

José Edmar foi distrital por quatro mandatos, tendo sido preso em 2003, acusado de envolvimento com grilagem de terras públicas.

Benício Tavares, que foi distrital por cinco mandatos e terminou filiado ao PMDB, foi cassado em 2011 dois meses antes de iniciar a sexta legislatura. Condenado por coação de eleitores e abuso de poder econômico, ele está impedido de disputar cargos públicos até 2019.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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