Cristovam reage a cobranças e descarta coligação com PT no 1º turno

Em setembro de 2011, ele deixou a base do governo do DF após decisão da maioria da executiva regional

Camila Costa

Cristovam defende a candidatura do deputado Reguffe ao governo

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) rebateu ontem as cobranças do presidente regional do PT, Roberto Policarpo, sobre uma possível retribuição do apoio que petistas deram ao pedetista no passado. Cristovam disse que descarta uma coligação com o PT no primeiro turno das eleições, mas ressaltou que, a depender do adversário em outubro, poderá se unir aos petistas numa eventual segunda rodada da campanha.

Em entrevista ao Correio, publicada ontem, o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, afirmou que tem esperanças de ver o retorno da sigla à coligação e disse acreditar na “generosidade” de Cristovam Buarque, para aceitar esta recomposição da aliança com o Executivo local. “A melhor alternativa não é Agnelo e eu não estaria sendo generoso com Brasília se o apoiasse no primeiro turno”, rebateu o senador.

O senador defende o lançamento da candidatura do deputado José Antônio Reguffe (PDT) ao Executivo.

Em setembro de 2011, Cristovam deixou a base do governo do DF após decisão da maioria da executiva regional. Na época, em nota, a legenda elencou a ausência de diálogo entre o GDF e a discordância com o modelo de administração adotado por Agnelo como justificativas para o afastamento. No entanto, a gota d’água para a saída foi a mudança da gestão na Secretaria de Educação, feita sem consulta a Cristovam. “Não foi eu que rompi com o Agnelo. Ele que rompeu comigo desde o primeiro momento. Decidiu mudar tudo com que nos comprometemos”, sustentou Cristovam.

O deputado Roberto Policarpo cobrou uma contrapartida de Cristovam ao apoio petista no passado. Ressaltou que o PT fez de Cristovam governador quando ele ainda era reitor da Universidade de Brasília (UnB) e lembrou que os petistas sofreram quando ele perdeu as eleições em 1998. Quatro anos depois, Cristovam se elegeu senador ainda pelo PT. Policarpo disse ainda que, quando Cristovam foi demitido em 2004 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Ministério da Educação, a militância do PT esteve ao seu lado.

A expectativa de Policarpo é de que Cristovam reconheça essa “dedicação” e retribua os gestos unindo-se ao PT nas próximas eleições. O senador não admite, no entanto, a possibilidade. “No primeiro turno, o apoio vai para quem representa o que desejamos e, no segundo, dependendo das opções, terá de ser alguém menos distante”, disse o senador, que espera ter Reguffe como opção no segundo turno das eleições.


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