Cristovam Buarque é o nome cada vez mais dito no PDT

Integrantes do partido de Lupi apostam e querem Cristovam como candidato à Presidência
Suzano Almeida

Os problemas do PT com o PDT parecem não estar apenas no diretório do Distrito Federal. Descontentes por estar na base da presidente Dilma Rousseff, outros estados, como o Mato Grosso e o Rio Grande do Sul, também romperam com os governos locais, chefiados pela base, e sugerem a candidatura própria do partido à Presidência da República.

O nome mais cotado para o desafio é o do senador brasiliense Cristovam Buarque, que disputou o cargo em 2006, sendo vencido pelo ex-presidente Lula.

Diante da indicação feita pelo presidente do PDT do Rio Grande do Sul, Romildo Bolzan Júnior, Cristovam nega o desejo de entrar novamente na disputa e acredita que existam outros bons nomes do partido. “Eu também insisto que tenhamos candidato à Presidência, mas acredito que pode ser outro nome, que não o meu. Minha vez já passou. Eu queria em 2010, pois tinha pouco tempo que tinha disputado contra o Lula, mas não foi possível”, alega o senador, apontando como possíveis candidatos o senador Pedro Taques, do Mato Grosso, e o deputado federal pelo Rio Grande do Sul Vieira da Cunha.

Segundo Bolzan, o partido precisa se firmar nacionalmente, especialmente depois das manifestações que ocorreram entre maio e junho do ano passado por todo o País. A declaração dada ao Jornal de Brasília, na semana passada, repercute dentro do PDT.

“Essas conversas já chegaram ao presidente Carlos Lupi há muito tempo. A militância, em todo os lugares que eu vou, pede abertamente que nós tenhamos candidato a presidente”, afirma Cristovam.

Troca malfeita

O senador critica o partido e afirma que o maior problema para sair do governo são os cargos. “O governo Dilma é o que mais deu cargos para o PDT. Nós trocamos o projeto de nação do presidente Brizola por um ministério”, lamenta Cristovam.

Saiba Mais


O senador Cristovam Buarque acredita que Pedro Taques e Vieira da Cunha seriam viáveis à disputa por serem mais novos.
A reunião da Executiva do PDT será no dia 4 de fevereiro, mas decisão final deverá ocorrer apenas entre maio e junho.
Rui Falcão e Dilma devem se reunir na próxima segunda para tratar do tema.

Uma relação que traz muita preocupação
O presidente do PDT gaúcho, Bolzan Júnior, acredita, que no caso de uma negativa definitiva de Cristovam Buarque outra alternativa para as pretensões do partido seria o senador mato-grossesse Pedro Taques. O nome também é apoiado por Cristovam. “Eu acredito que poderia sim ser o senador Pedro Taques, o nome do PDT para disputar a Presidência”, declara Cristovam, que completa: “Sou a favor principalmente porque o País vai mal em várias áreas, como a segurança, a saúde, a educação e a ciência e tecnologia, em qual atualmente estamos mais atrasados, em relação ao resto do mundo do que há dez anos atrás”, analisa.
Chama a atenção
Os rebeldes pedetistas tem chamado a atenção da presidente Dilma Rousseff, que se reunirá até o final do mês com o presidente do PDT, Carlos Lupi, para definir qual o caminho que será tomado pelas duas parte.
A assessoria de Lupi informou que a Executiva está discutindo sua permanência na base do governo federal e que ela deverá se reunir no início do mês que vem para definir qual será o destino a ser tomado.
No Partido dos Trabalhadores, o assunto está sendo tratado pessoalmente pelo presidente nacional, Rui Falcão. A assessoria do Diretório Nacional afirma que, quanto ao caso do PDT, ainda não há novidade sobre o que possa acontecer, mas que até o momento a relação com o aliado ainda está normal. A assessoria petista diz ainda que em cada estado a história de alianças se porta de forma diferente. Ela diz ainda que a Direção Nacional trabalha para manter as alianças nacionais também nos estados.
A assessoria do senador Pedro Taques não foi encontrada.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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