Construtora da Arena Corinthians cobra empresa alemã por mortes em acidente com guindaste


Odebrcht soltou comunicado oficial exigindo esclarecimentos sobre tragédia

Do R7

Caixa-preta do guindaste alemão apresentou problemasFERNANDO DANTAS / Gazeta Press

O acidente na Arena Corinthians que matou dois operários em 27 de novembro do ano passado ainda não foi solucionado. Nesta terça-feira (28), a Odebrecht, construtora responsável pela obra, soltou um comunicado oficial exigindo que a empresa alemã Liebherr, fabricante do guindaste da tragédia, preste esclarecimentos sobre o ocorrido.

De acordo com a Odebrecht, a caixa-preta do guindaste não teria armazenado nenhum registro, impossibilitando uma solução do caso.

— Causa-nos profunda estranheza e perplexidade essa alegação, uma vez que tais registros poderiam esclarecer se houve eventual erro humano, e/ou eventual falha do equipamento e/ou eventual anomalia no comportamento do solo naquela operação de içamento da última peça da cobertura do estádio.

O acidente danificou parte da fachada leste do estádio e vitimou o motorista Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e o montador Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44 anos. O estádio, localizado em Itaquera, zona leste de São Paulo (SP) tem inauguração prevista para abril e irá receber o jogo de abertura da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia.

Leia, na íntegra, o comunicado da Arena Corinthians:
Por intermédio de comunicado recebido do Ministério do Trabalho e Emprego, a Odebrecht Infraestrutura tomou conhecimento ontem, dia 27 de janeiro, que a empresa Liebherr, fabricante do guindaste envolvido no acidente que culminou na morte de dois trabalhadores e danificou parte da fachada leste da Arena Corinthians, no último dia 27 de novembro de 2013, informou àquele órgão que a caixa preta do referido equipamento não teria armazenado quaisquer registros do dia do acidente.

Ressalte-se que o dispositivo deveria registrar todas as etapas da operação, tendo sido retirado por técnicos do próprio fabricante e levado à Alemanha no início de dezembro passado, justamente para se fazer a leitura dos dados de operação e funcionamento do guindaste. Causa-nos profunda estranheza e perplexidade essa alegação, uma vez que tais registros poderiam esclarecer se houve eventual erro humano, e/ou eventual falha do equipamento e/ou eventual anomalia no comportamento do solo naquela operação de içamento da última peça da cobertura do estádio.

A Odebrecht espera, assim, que o fabricante venha a público prestar esclarecimentos técnicos a respeito do ocorrido, bem como dar a devida satisfação às famílias das vítimas, à sociedade brasileira e às autoridades que investigam o acidente.

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