Como se alimentar bem, economizar e contribuir com a sustentabilidade do planeta: Mulheres Mil


As estudantes do Programa Mulheres Mil do Campus Taguatinga Centro tiveram, na quinta-feira, 26 de setembro, uma conversa sobre hábitos alimentares. Quem organizou a sessão de informações sobre saúde e alimentação foi a professora Tânia Lima Rodrigues.

O tema central dessa palestra de quinta-feira, que ocorreu no Campus Taguatinga Centro pela primeira vez, foi o desperdício de alimentos. A palestrante, professora Christina Pedra, que atua na Associação Comunidade Sustentável, disse que essa atividade de conscientização sobre reciclagem, aproveitamento e reeducação alimentar já vem sendo desenvolvida na Cidade Estrutural há cerca de dois anos.

Professora Christina Pedra, já vestida para a prática de atividade física dá palestra no Mulheres Mil

Christina Pedra explicou que seu trabalho é falar sobre o aproveitamento de comida. Ela ressalta, no entanto, que isso não é feito apenas pelo viés econômico, mas essencialmente pela questão da saúde.

“Quase 100% do nosso público é formado por mulheres e nós temos feito pesquisas e observado que a maior incidência de obesidade, de ataques cardíacos, pressão alta e diabetes, é sobre o público feminino. Então, quando a gente traz um curso desses ou faz uma conscientização, nós estamos atingindo a área de saúde; é como se falássemos ‘preste atenção na tua saúde, vamos comer melhor’”, enfatiza Cristina.


Uma das dicas dadas pela palestrante envolve ao menos quatro vantagens. Ela explica que, dentre as formas de se incluirem legumes na alimentação, uma possível é colocá-los para cozer junto com o arroz ou com o feijão. “Eles vão derreter e serão absorvidos sem nem mesmo serem percebidos”, afirma ela.
Christina cita os quatro pontos ganhos com esse pequeno “truque” culinário: primeiro, as crianças que resistem a consumir legumes vão fazer isso sem perceber, comendo junto com o arroz ou feijão; segundo, alguns adultos que também torcem o nariz para a beterraba, a cenoura ou a abóbora melhoram sua alimentação sem notar o gosto diferente; essa forma de cozinhar os legumes, além da contribuição para a saúde, contempla também o meio ambiente, consome menos água, eis aqui o terceiro ponto, e menos gás, a quarta vantagem no processo, pois em uma única panela, que vai ao fogo uma vez só, se preparam dois, três ou mais tipos de produtos que serão consumidos pela família.

Da sala de aula para a cozinha

A estudante Cláudia Souza da Silva, aluna do Programa Mulheres Mil, é artesã e costureira. Ela mora com o esposo e seis filhas na Cidade Estrutural e diz que achou a atividade sobre reaproveitamento de alimentos “bem criativa, bem proveitosa”. “Falou a respeito da nossa alimentação, isso é uma coisa que nós devemos vigiar no dia a dia e vai dar pra tirar um bom proveito dessa palestra, porque muitas vezes a gente acha que está fazendo o certo e não está e quando se depara com uma aula dessas passa a ter uma concepção maior”, afirma Cláudia.

Todas as estudantes, a palestrante e a professora Tânia Lima Rodrigues

Ela diz que já praticava algumas das dicas citadas pela professora Christina, mas muitas questões foram acrescentadas. “Eu já faço isso na minha casa, havia feito outros cursos que também falaram dos legumes, de como utilizar até mesmo o talinho da couve, a folha da cenoura. Tendo o conhecimento a gente faz o aproveitamento dos alimentos; você descasca uma cenoura, uma batatinha e joga fora boa parte das vitaminas, que muitas vezes está concentrada nas cascas, além do desperdício”, destacou a aluna.

Cláudia concorda com a professora Christina sobre a questão da sustentabilidade. Ela diz que aproveitar alimentos é para qualquer grupo social, “tanto o rico como o pobre pode estar usando essa mesma tática para evitar o desperdício”, finaliza a estudante.

Para mais informações sobre o tema acesse o blog da Comunidade Sustentável.

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