Comando concentra 2.800 militares para a operação Copa em Brasília.


FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

As Forças Armadas iniciaram neste domingo (8) os últimos preparativos para a segurança da Copa do Mundo em Brasília, com a concentração de 2.800 homens no setor militar da capital.

A ideia é reunir as tropas para fazer os últimos ajustes antes do início do Mundial. Até quinta-feira (12), quando o Brasil enfrenta a Croácia na abertura do torneio, militares em Brasília farão mais uma rodada de treinamento. Um dos focos será o terrorismo.

“A finalidade deste apronto operacional é verificar nossos meios, verificar a prontidão e dirigir uma mensagem. Não é todo dia que conseguimos reunir uma quantidade tão grande de meios e pessoal. Nós já consideramos, com esse apronto operacional de hoje, para usar um jargão futebolístico, que damos o pontapé inicial”, disse o general Racine Bezerra Lima Filho, chefe do Comando Militar do Planalto.

Além dos militares concentrados, a operação conta com 400 veículos e cerca de 200 cavalos.

Na prática, a segurança militar da Copa em Brasília deverá começar para valer na sexta-feira, 48 horas antes do primeiro jogo da capital, Suíça e Equador, no domingo. Nesse período, todo o efetivo de militares está de prontidão, concentrado para fazer a segurança durante o torneio.

Até a final da Copa, o esquema deve manter 100% do efetivo por um período de 48 horas antes das partidas e 24 horas depois.

Os 2.800 militares reunidos em Brasília neste domingo são apenas uma parte das tropas destacadas para a Copa na capital. No total, serão quase 4 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica apenas em Brasília. Cerca de metade será da tropa de contingência, que ficará em esquema de prontidão para ser acionada em emergência.

No total, a segurança da Copa terá 57 mil militares espalhados pelo país. A princípio, militares não atuarão como força de segurança pública, tampouco em manifestação. A principal tarefa será realizar atividades de Defesa, como contraterrorismo, defesa cibernética e controle das fronteiras.


Em Brasília, serão 15 locais estratégicos que serão protegidos, como áreas de infraestrutura de energia. Um dos focos da Marinha será proteger o lago Paranoá e, ao mesmo tempo, não impedir o uso da área por moradores da cidade. O lago é um dos pontos de acesso dos dois hotéis que abrigarão as seleções.

Militares também deverão auxiliar nos deslocamentos das delegações e autoridades. Cerca de 200 homens, entre civis e militares, devem atuar nessas situações.

A única diferença será na coordenação dessas operações. Deslocamentos de chefes de Estado serão coordenados por militares. Autoridades da Fifa e seleções, pela Polícia Federal e segurança pública local. Em todos os casos, é a PF que fará a segurança aproximada.

Folha de São Paulo

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