Comandante-geral da PM é exonerado após suspensão do plano de saúde de policiais militares

Governador do DF disse que vai anunciar nome do novo comandante até o fim do dia

Gustavo Frasão, do R7

Exoneração do comandante-geral da PMDF, Jooziel de Melo Freire, será publicada no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (5)Divulgação / PMDF

O comandante-geral da PMDF (Polícia Militar do DF), Jooziel de Melo Freire, foi exonerado pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, na manhã desta quarta-feira (4). A decisão foi tomada porque ele foi acusado de negligência no caso que resultou na suspensão do plano de saúde que atendia a corporação.

Agnelo explicou que a determinação será publicada no DODF (Diário Oficial do DF) desta quinta-feira (5), mas garantiu que até o fim do dia informará o nome do novo comandante.

Ele também disse que vai exonerar todos os envolvidos no problema.

— Ainda está acontecendo uma investigação, mas o coronel que assinou o ato já está fora porque foi uma atitude irresponsável. Estou trocando também o comandante da PMDF.

Na última quinta-feira (28), o coronel Sergio Luiz de Souza Cordeiro, chefe do Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal do Subcomando Geral da Polícia Militar do DF,
Para se defender, Cordeiro teria dito que tomou a decisão com conhecimento do corpo técnico porque não queria ser responsabilizado por promover despesar públicas sem ter crédito orçamentário.

Em seguida, denunciou o caso dizendo que o Comando da PM sabia do problema, mas não tomava providências para resolvê-lo. Para o governador, este foi um caso isolado.

— Ele suspendeu a assistência médica de policiais e bombeiros militares de forma unilateral e sem nenhuma necessidade. Então esse é um ato gravíssimo e pôs em risco a vida de policiais e suas famílias. Um gesta de alta irresponsabilidade.

Na própria quinta-feira, após a exoneração do coronel, o Comando Geral da PM disse que o atendimento estava normalizado, mas policiais denunciaram que o cancelamento não havia sido revogado. Ao todo, 70 clínicas médicas e odontológicas e quatro hospitais particulares que atendiam os policiais militares e seus dependentes deixaram de aceitar o plano médico da corporação.

A PMDF (Polícia Militar do DF) disse que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão. Em nota, o governador disse que “a suspensão dos planos de saúde dos policiais militares e seus familiares foi um ato de irresponsabilidade, que colocou em risco a vida das pessoas que trabalham pela segurança do DF”.

Para resolver o problema, Agnelo também enviou um projeto de lei à CLDF (Câmara Legislativa do DF) destinando uma verba de mais R$ 35 milhões somente para a saúde da Polícia Militar.


R7 Brasília 

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