Com maior participação no mercado de trabalho, mulheres do DF preferem ter menos filhos


Com maior participação no mercado de trabalho, mulheres do DF preferem ter menos filhos

Atualmente, a mão-de-obra feminina corresponde a 43,2% na capital do País


Do R7
A professora aposentada Rose Erthal, de 53 anos, tem 18 irmãos e quis ter apenas duas filhasReprodução / TV Record Brasília

Brasília é a capital do Brasil e também das mulheres. No Distrito Federal, elas são 139,3 mil a mais que os homens e estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Atualmente, a atuação profissional delas em empregos que até pouco tempo eram “exclusivos” dos homens, como delegadas e engenheiras, corresponde a 43,2% e isso pode estar influenciando diretamente na vontade das mulheres em ter filhos.

É o que mostra um estudo realizado pela Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal) em 2013 com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nesses dados são apresentados números atuais com perspectivas para 2030. A pesquisa mostrou que até lá a diferença vai crescer significativamente. Hoje, na capital federal, as mulheres são 1.464.544, ou seja, 52,50% da população. Os homens são 47,50%, ou1.325.217. Em duas décadas, essa diferença tende a aumentar e o porcentual de mulheres na capital deve chegar a 53,2% da população.

De acordo com o levantamento, a média de filho das mulheres do DF é uma das menores do País e, em 2030, pode chegar a 1,45, ou seja, apenas uma gestação. A professora aposentada Rose Erthal, de 53 anos, é um exemplo das mulheres que optam por ter menos filhos em função das novas responsabilidades.

— Minha mãe optou por ter muitos filhos. Era a realidade dela, naquela geração as mulheres eram criadas para ser mãe, servir aos maridos e filhos. Para mim foi um processo natural. Casei e também planejei ter quatro filhos, mas quando chegou na segunda eu e meu marido decidimos que já estava bom.
Rose veio de uma família de 19 irmãos. Uma casa cheia, situação que já foi muito comum no País. Filha de pai nordestino e mãe carioca, ela e a família vieram para Brasília há 36 anos. Quando Rose casou, a mãe tinha 42 anos e estava grávida da última filha. A professora contou ainda que teve que ajudar a cuidar de quase todos os irmãos.

— Isso também fez com que eu imaginasse uma vida diferente, com mais tempo para mim, meus filhos, casamento e vida profissional.

Uma das filhas dela é a arquiteta Fernanda Erthal Jaques, de 28 anos, que casou em setembro do ano passado. Ela também pensa em qualidade de vida quando o assunto é ter filhos e pretende seguir os caminhos da mãe.

— Com a realidade que a gente tem hoje de trabalhar fora, passar muito tempo fora de casa, se especializar e estudar, o tempo fica escasso. Se você tiver muitos filhos, fica ainda mais complicado.

Os dados mostram ainda que são as mulheres, hoje, que mais procuram se mudar para o DF. O estudo apontou ainda que as mulheres vivem mais. Enquanto a expectativa de vida delas é de quase 81 anos de idade, a média deles não chega aos 68.

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