Cofre das teles

Paulo Bernardo sabe que irá deixar o ministério das Comunicações para ser um dos coordenadores chefes da campanha à reeleição da presidente Dilma. Só que não gostaria de perder a influência que mantém sobre as empresas de telefonia.

Trava internamente dentro do Planalto um embate para nomear como seu sucessor, o seu secretário executivo Genildo Lins, com o compromisso de reassumir o cargo após as eleições. Esse modelo seria único para Paulo Bernardo e facilitaria sua vida na busca para alavancar a candidatura de sua mulher, a ministra Gleise Hoffmann na corrida ao Governo do Paraná. Porém, a presidente Dilma não gosta dessa fórmula.

Plano B de Bernardo

Para convencer a presidente Dilma a não manter sob seu domínio o controle do ministério das Comunicações, Paulo Bernardo chegou a sugerir a indicação do presidente da Anatel, João Resende, para seu lugar antes de sua recondução. Dilma não aceitou. Quer um nome de peso para as Comunicações, área que ela considera estratégia durante sua campanha à reeleição. Por isso, insistiu junto ao presidente nacional do PT, Rui Falcão, por uma escolha de qualidade. Foi daí que surgiu a alternativa dos petistas paulistas: deputado Ricardo Berzoini. O problema foi o veto dos mensaleiros a sua nomeação, após Berzoini ter ficado contra eles no congresso nacional do partido.



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