Cinturão do peso pena vem para o DF de qualquer maneira


Cinturão do peso pena vem para o DF de qualquer maneira

Brasilienses sobem no octógono no próximo sábado para decidir quem fica com o título dos penas

Lucas Magalhães


O brasiliense Renato “Moicano” Carneiro já estava escalado para tentar conquistar o cinturão dos pesos pena do Jungle Fight 71, que será realizado no sábado, no Ginásio do Canindé, em São Paulo. A princípio, o lutador candango enfrentaria o manauara Alexandre “Capitão”, então campeão da categoria. No entanto, os planos mudaram depois do amazonense sofrer uma luxação no braço esquerdo.

O jovem Ismael “Marreta” Bonfim, de apenas 18 anos, é quem vai disputar o cinturão contra Moicano, na nona luta que fará na carreira.

Em termos de luta, o duelo Moicano x Marreta será entre os principais estilos de atuação no MMA: enquanto Moicano, atleta da Constrictor Team, é conhecido por suas temidas finalizações, Marreta, que divide os treinamentos entre a Popó Fight Club e a academia do irmão, Aldair “Samurai”, tem em pé a chave para a maioria de suas vitórias.

Além disso, fora do octógono a vida de ambos também difere. Moicano, por exemplo, teve a oportunidade de cursar faculdade, mas não terminou a graduação. Marreta, até pela idade, terminou apenas o ensino médio.

Nascido e criado em São Sebastião, Marreta explica que não teve facilidades na vida. “As coisas sempre foram difíceis para mim. Sempre trabalhei na academia do meu irmão em troca de treinamentos. Mas me orgulho disso.”

Idade não é documento

A diferença de idade para os adversários já preocupou Marreta. No entanto, a experiência chegou cedo para ele, que afirma não estar preocupado para o combate de sábado.

“No começo da minha carreira, eu ficava muito mais preocupado. Para essa luta, estou mais tranquilo e focado”, afirma.

Eles, porém, concordam que isso pouco importa quando a porta do octógono se fecha.

“Acho que não afeta em nada. Quando se fecha a porta do octógono, pouco importam fatores como idade ou condição”, opina Moicano. “Acho que essas coisas não têm nada a ver quando a luta começa”, concorda Marreta.

Expectativas em alta

Um duelo em que o cinturão será o prêmio para o vencedor sempre atrai expectativa. Para a luta entre brasilienses, não será diferente.

O discurso de ambos os lutadores é de respeito e eles sabem que o combate não será fácil.

“Vai ser uma luta movimentada. Quem vai ganhar é o público. Espero que possamos proporcionar um bom espetáculo”, frisa Moicano.

Faixa preta de kickboxing, Marreta explica que teve de mudar todo o planejamento com a mudança de adversário, já que agora enfrentará um lutador com finalizações perigosas. “Vai ser uma luta muito boa. Treinei muita defesa de queda”, aponta.

Card do UFC Brasília toma forma

Não é só no Jungle Fight que o público brasiliense está ansioso. A pouco menos de um mês para a ação, o fã de MMA da capital tem uma noção do que esperar do primeiro card que o UFC realizará na cidade, em 13 de setembro.

Isso porque, quase diariamente, novas lutas da noitada vão sendo divulgadas. Encabeçada pelo duelo entre os pesos-pesados Antônio “Pezão” Silva e o bielorrusso Andrei Arlovski, o evento na capital federal será recheado de embates envolvendo lutadores da cidade.

Entre os lutadores confirmados estão o peso meio-médio Paulo Thiago, o Caveira. Apesar de não atravessar bom momento na organização, com duas derrotas nas últimas duas lutas, o brasiliense leva a plateia à loucura, principamente quando adentra o octógono ao som da música Tropa de Elite, trilha do filme homônimo.

Caveira

Lutando em casa, o Caveira enfrenta o norte-americano Mike Rhodes, que também vem de duas derrotas consecutivas nas duas vezes em que lutou pelo UFC.

Além dele, o peso leve Francisco “Massaranduba” Trinaldo também foi confirmado no evento. Massaranduba ficou conhecido após a participação do da primeira edição do reality show The Ultimate Fighter. O lutador piauiense, que fez parte da Constrictor Team, de Brasília, fez sete lutas pelo UFC, tendo vencido quatro delas.

Combate feminino

As mulheres também terão vez no UFC Brasília. Vindo de duas vitórias consecutivas, a paranaense Jéssica “Bate-Estaca” Andrade enfrentará a canadense Valerie Letourneau, que teve o braço levantado na única luta que fez no UFC. (L.M.)

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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