Cinegrafista é baleado enquanto esperava passagem de blocos no Maranhão

 

Cinegrafista é baleado enquanto esperava passagem de blocos no Maranhão Três tiros atingiram Hilton Costa Brito, 36 anos, nas pernas e no abdômen

Agência Brasil

Um cinegrafista que prestava serviços a uma emissora afiliada a TV Bandeirantes na cidade de Pedreiras (MA), a cerca de 250 quilômetros de São Luís (MA), foi baleado e permanece internado, em estado grave, em um hospital da cidade. Segundo a Secretaria de Segurança Pública maranhense, Hilton Costa Brito, 36 anos, esperava na tarde dessa terça-feira (4/3) a passagem dos blocos carnavalescos para registrar imagens quando um homem se aproximou e disparou contra ele. Três tiros atingiram o cinegrafista nas pernas e no abdômen. Ele foi levado ao Hospital Geral de Pedreiras, onde passou por uma cirurgia e permanece internado. O criminoso fugiu de carro.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil investiga o caso, registrado na Delegacia Regional de Pedreiras como tentativa de homicídio. Policiais militares também foram notificados do caso e tentam localizar o veículo usado no crime e identificar os criminosos. A Superintendência de Polícia Civil do Interior garantiu que enviaria uma equipe para reforçar as investigações.

Colegas de trabalho e parentes de Brito serão ouvidos nesta quarta-feira (5/3). Segundo a secretaria estadual, o cinegrafista atualmente morava em Chapadinha, a cerca de 230 quilômetros de Pedreiras, onde estava cobrindo o carnaval como cinegrafista contratado temporariamente pela TV Atenas, afiliada da TV Bandeirantes.

Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) repudiou o atentado, cobrando das autoridades maranhenses o esclarecimento do crime e punição aos envolvidos. “É extremamente preocupante a escalada de violência contra jornalistas e esse crime não pode ficar impune”, afirma a entidade.Um relatório entregue por representantes das três principais entidades dos meios de comunicação ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no dia 11 de fevereiro, citava seis casos de jornalistas mortos durante o ano passado. O documento também elencava nove atentados e 15 agressões contra profissionais e veículos de comunicação registrados em 2013.

Em resposta, o ministro da Justiça assegurou que o governo federal enviará ao Congresso Nacional, em regime de urgência, um projeto de lei regulamentando pontos polêmicos do direito constitucional à reunião pacífica, mediante aviso prévio, e de associação. Também está em análise a criação de um observatório nacional de acompanhamento dos casos de violência contra profissionais de comunicação que, quando necessário, teria a prerrogativa de propor medidas corretivas e punitivas.

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