Cidade mais populosa do Distrito Federal completa 43 anos

Cidade mais populosa do Distrito Federal completa 43 anos

Além de comemorar, moradores querem que data seja motivo para debater os problemas da região

Carla Rodrigues

Ceilândia está de aniversário. A cidade mais populosa do Distrito Federal chega aos 43 anos esbanjando diversidade cultural. E não é para menos. A Região Administrativa IX possui aproximadamente 600 mil habitantes e mais de 12 mil estabelecimentos comerciais, entre lojas, feiras, restaurantes e bares. Motivo de orgulho para quem cresceu por lá. 

A Cei, como é chamada, comemora a data com várias atividades durante o dia. A principal delas, o tradicional corte do bolo quilométrico, acontece no centro da cidade, em meio a uma grande festa com muita música.

Entretanto, a data não serve apenas para cantar parabéns. Moradores da cidade acreditam que é importante debater e planejar o futuro da cidade. Hoje, a região é considerada uma das mais violentas do DF, liderando o índice de homicídios deste ano. Desde janeiro, 30 pessoas foram assassinadas em Ceilândia. Além disso, os constantes assaltos assustam a população.

“A sensação de insegurança aqui é grande. Eu mesma já fui sequestrada e me deixaram lá perto do Setor de Chácaras. A segurança, infelizmente, não evoluiu em Ceilândia. É uma cidade boa? É. Mas pecam nisso”, desabafa a vendedora de roupas Arlinda Santana, moradora da cidade há 30 anos.

Medo

Assim como ela, o antigo pasteleiro da Feira Central de Ceilândia, seu Florentino dos Santos, também reclama da violência na cidade que viu crescer. “Vim para cá quando ainda não tinha nada, há 40 anos. De lá para cá, claro, muita coisa melhorou, a infraestrutura, o comércio, mas a insegurança dos moradores é proporcional ao avanço da cidade. Hoje, você não caminha mais tranquilamente pelas ruas daqui. O povo está sempre com medo”, diz.
Transporte ruim, mas comércio bom
O transporte público, afirma a população, ainda é outro problema na região. “A gente ainda demora horas para chegar ao Plano Piloto. Quer dizer, isso já devia ter passado, né? A frota é nova, tudo é novo, só que ainda falta ônibus aqui. Quando chegam, estão lotados. Aquela velha história: Ceilândia precisa de um olhar mais atento dos governantes”, analisa a comerciante Vanessa Lopes, 27 anos, moradora do P Norte.
Para o administrador da região, Ari de Almeida, como em todos os grandes centros, e com o dobro da população planejada durante sua implementação, “Ceilândia hoje tem sim grandes problemas, frutos do acelerado crescimento, que atualmente são tratados com total prioridade”.
Variedade
Basta uma rápida visita à cidade mais nordestina do DF para ver que o comércio é diversificado e com preços bem acessíveis.
A famosa Feira Central da Ceilândia dispõe de mais de 400 bancas que oferecem produtos gastronômicos, roupas, sapatos e até cosméticos. Tudo isso em frente ao marco da região: a caixa d’água, reconhecida como patrimônio histórico pela Secretaria de Cultura do DF.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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