Célio René Secretário de Esportes do Distrito Federal

Publicado por Redação PRB
Acostumado com a luta, Célio René trocou os dojos pelos gabinetes, sem esquecer a disciplina e a força de vontade que o fizeram ser seis vezes campeão brasileiro e quatro pan-americano de caratê.  Graduado em Educação Física e Comunicação Social, o atual secretário de Esportes do Governo do Distrito Federal sabe o valor das práticas esportivas para a educação e inserção social dos jovens. Em sua gestão, além de preparar os atletas do futuro, cabe a ele a responsabilidade de preparar Brasília para ser sede de vários eventos esportivos com a participação da elite dos atletas mundiais. A palavra caratê significa “mãos vazias”, mas o carateca Célio está com a mente cheia de ideias e projetos.
1 – O que o levou a Política?
Célio René –Não houve um planejamento. Fomos convidados a participar de um projeto político que estava em sintonia com nossas metas para o esporte. Minha vida sempre foi ligada ao esporte. Sempre acreditei na prática esportiva como integrante da construção da cidadania, como fundamental para a educação e como vital para o futuro da juventude. Natural, então, que em determinado momento, surgissem opções políticas para colocar toda essa nossa dedicação e experiência em uma escala maior. Mas é fundamental entender que não se optou pelo esporte para construir uma carreira politica. E sim, optou-se pela política para colocar em pratica vários projetos ligados ao esporte.

2 – Por que o PRB?
Célio René –Já conhecíamos o partido, a integridade e a conduta ética de seus filiados, como do então ex-vice-presidente José Alencar. Foi quase natural a adesão a uma sigla que era nova, que representava uma expectativa de mudanças na política e que tinha, mesmo em sua curta história, um compromisso de respeito com a coisa pública.   

3 – Como secretário de Esportes do Governo do Distrito Federal, o senhor acredita que a população já dá a devida importância à pasta, ou ainda a considera menos importante que outras como Saúde, Educação, Segurança?

Célio René – Qualquer administrador público que se preze terá como prioridade em sua gestão as áreas de Saúde, Educação e Segurança. Acontece que gerenciar hoje significa pensar no todo. Integrar as ações de governo. Por exemplo, as práticas esportivas são importantes para se ter uma população saudável; o esporte tem que estar presente em qualquer proposta de educação; e os esportes afastam jovens das drogas que, além de serem um problema de saúde, são um dos principais problemas de Segurança em todo o País. Claro que, além disso, vivemos um momento marcante na história do Brasil, no qual o esporte, por conta da série de eventos que acontecerão em nossa cidade e no país, terá um importante papel ao alavancar negócios, gerando empregos e renda. Não tenho dúvidas que, em termos conjunturais, as secretarias de esporte de todo o Brasil são hoje pastas muito importantes. E esse papel tende a ser mantido no futuro.
4 – O senhor acredita que ter uma secretaria de Esportes forte é uma forma de atrair a juventude para a política?
Célio René – Para a vida social como um todo.  O esporte é uma das mais fortes ferramentas de inserção e coesão social. Ele promove uma atitude de união, em termos de valores culturais, de disciplina. Dele surgem ídolos, potencialmente líderes. Essas funções são fundamentais para a juventude. Ela precisa de exemplos e se puder buscá-los nas atividades esportivas, melhor para o País.

5 – Especificamente com relação ao combate às drogas, o Esporte já mostrou ser um aliado importantíssimo. Como estão indo os projetos nesse setor?
Célio René – Muito bem. Como disse antes, as práticas esportivas promovem uma inserção social que afasta os jovens da delinquência em geral, e mais especificamente das drogas. Não combina o sujeito ser um atleta e um usuário de crack. O jovem cedo percebe isso. Por parte da Secretaria temos oferecido às comunidades, principalmente as mais carentes, a oportunidade de praticarem esportes. Um exemplo são os Centros Olímpicos, dos quais já temos nove em funcionamento. Mais de 30 mil jovens são atendidos. São locais onde uma parcela da população, que não tinha praticamente nenhum equipamento público, dispõe hoje de instalações de alto nível. Então, além de promovermos atividades físicas e educacionais, com cursos voltados aos usuários dos centros, ainda resgatamos a cidadania, pois essas comunidades começam a se sentir prestigiadas e respeitadas pelo poder público. 

6 – E com relação ao esporte de alto rendimento?
Célio René – Estamos desenvolvendo um trabalho voltado para o futuro, mas esse futuro é imediato. Graças a colaboração da Câmara Legislativa, em especial do nosso deputado distrital Evandro Garla, temos obtido avanços na regulamentação, na elaboração e na aprovação de leis que vão possibilitar o desenvolvimento do setor. Como exemplo, cito o Bolsa Paraolímpica, a regulamentação dos Conselhos de Educação Física, etc. Ao mesmo tempo, estamos preparando a cidade para uma série de eventos que tomarão conta do calendário esportivo nacional e local. Temos a Copa das Confederações, já no ano que vem; as Olimpíadas Escolares Mundiais (Gymnasiade) que reunirá atletas de mais de 40 países, também em 2013. A Copa do Mundo de Futebol, a Copa América e as Olimpíadas, que terão como sede principal o Rio de Janeiro, mas nas quais Brasília será sede de algumas partidas de futebol. Claro que para atender essas competições com qualidade temos que investir nas instalações. Esses investimentos ficarão como legado para nossos atletas, o que nos permite confiar em um futuro cheio de medalhas para o DF.

7 – Um dos problemas do Distrito Federal é de que vários serviços públicos, como a área de saúde e educação, acabam sendo usados pelos municípios vizinhos, do Entorno, que não dispõem da mesma infraestrutura, acarretando a superlotação dos mesmos. Dá para fazer algo pelo esporte dessa região?
Célio René – Quem assume uma função de gestor público no DF tem que pensar no Entorno. Senão fizermos nada por essa região, os impactos sobre o DF continuarão crescendo em escalas assustadoras. Claro que, até por questões legais, não podemos atuar diretamente no Entorno, mas há toda uma possibilidade de gestões em cooperação que trazem impactos significativos e positivos para a região. Acredito que alguns projetos que já temos para a região devem sair do papel já no primeiro semestre de 2013. Sem contar que o impacto das competições esportivas aqui terá reflexos na melhoria das condições da população da região.  

8 – Como o senhor vê a integração com o partido em nível regional e nacional?
Célio René – Excelente! Acabamos de vir do 1°Fórum Nacional do PRB (realizado no dia 16 de junho, em SP), onde tivemos a oportunidade de trocar experiências e conhecer lideranças de todo o País. Isso é importante, pois, apesar de cada região ter sua especificidade, há muitos problemas em comum e soluções criativas sendo originadas em todos os lugares. Acredito que eventos como o fórum vão aprofundar os laços e aumentar a integração do partido, que já é muito boa, graças ao empenho de lideranças como o nosso presidente nacional Marcos Pereira.  

9 – Já que Brasília não tem eleições municipais, quais as perspectivas do PRB/DF com relação ao pleito de 2014?
Célio René – Eu diria que são as melhores possíveis. Até porque nomes do nosso partido estarão ainda mais consolidados como símbolos da integridade no trato da coisa pública, na condução ética da política e na responsabilidade administrativa. O nosso deputado distrital Evandro Garla, o nosso secretário do Idoso, Ricardo Quirino, são alguns nomes que dificilmente deixarão de ter o respaldo da população após a exibição dos resultados obtidos em suas gestões. A parceria e integração que temos, em nível local, como, por exemplo, com a Secretaria do Idoso, e com a coordenação politica na Câmara Legislativa, onde Garla é inclusive presidente da Frente Parlamentar do Esporte, permite vislumbrar um futuro cada vez melhor. Nacionalmente, nós já veremos o resultado nessas eleições municipais. E, com certeza, continuaremos aqui a trajetória rumo a uma nova forma de fazer política, tão bem desenhada desde a fundação do PRB. 

10 – Para o senhor ser 10 é…       
Célio René – Acreditar em um país mais justo. Crer que é possível fazer uma política com ética, com respeito ao cidadão e voltada para o bem público.

Por Paulo Gusmão
Foto: SEL

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