Candidato a patrão de Zé Dirceu é um homem daquilo que o PT chama “mídia”…

Paulo Masci de Abreu, que se oferece para ser o patrão de Dirceu, é o senhor à esquerda

Os petistas são fascinados por aquilo que chamam “controle da mídia” — menos daquela parte que, bem…, já está controlada, não é? O presidiário José Dirceu pediu autorização para trabalhar no hotel St. Peter, aquele que mantém em branco na página da Internet o espaço reservado às “crenças e valores”. Por R$ 20 mil mensais, o Zé já entraria como “gerente administrativo”. Como lembrei ontem aqui, a sua experiência anterior com hotéis se limitava à atividade de lobista.

Muito bem! Os repórteres Diógenes Campanha, Marina Dias, Julia Borba e Matheus Leitão, da Folha, decidiram saber quem é o homem generoso que decidiu ser patrão de Dirceu. E descobriram coisas realmente interessantes. Segue trecho da reportagem.
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Filiado ao nanico PTN (Partido Trabalhista Nacional), o empresário Paulo Masci de Abreu, dono do hotel que contratou o ex-ministro José Dirceu como gerente, também é proprietário de uma empresa de comunicação que possui ao menos oito rádios no Estado de São Paulo. São dele, por exemplo, a Tupi FM, uma das emissoras de maior audiência na capital paulista, de música sertaneja, e a Kiss FM, que toca rock clássico. A rede CBS (Comunicações Brasil Sat), de sua propriedade, possui ainda as rádios Mundial, Terra FM, Melodia e Scalla FM. O empresário é irmão de José Masci de Abreu, ex-deputado e presidente nacional do PTN, que integrou a coligação da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2010. O futuro patrão de Dirceu filiou-se à legenda em 2011. A Folha procurou Paulo Abreu na sede da CBS, localizada na avenida Paulista, e em sua casa, no Morumbi (zona oeste). Ele não foi encontrado em nenhum dos locais.

Na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), ele e seus irmãos são conhecidos pelos seguidos casos em que conseguiram outorgas para concessão de TV e rádio após determinação da Justiça, e não por meio de autorização da agência. Duas das principais emissoras que Abreu mantém na capital paulista –Rádio Sociedade Marconi e Radiodifusora Atual Limitada– são outorgas que eram de terceiros e foram cassadas durante o regime militar (1964-85), mas que ele conseguiu recuperar após processo judicial. Outra prática de Abreu conhecida pela agência reguladora é conseguir autorização para operar uma rádio em uma cidade pequena, mas vizinha a uma capital. Sem permissão, ele leva antenas e transmissor para a cidade maior e começa a transmitir, até que seja descoberto pela fiscalização.
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Voltei
É… Já dá para ter uma ideia razoável sobre o candidato a patrão de Zé Dirceu. Parece que não há mesmo risco de ele ser um elemento de degeneração da ordem vigente.Por Reinaldo Azevedo


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