Cadela perde filhotes após ser agredida com água fervendo em Caeté

Cadela perde filhotes após ser agredida com água fervendo em Caeté

Delegado da cidade acredita que o crime tenha sido cometido por alguém que more próximo ao local onde o animal foi encontrado ferido; os três filhotes nasceram mortos

Cadela estava prestes a dar cria quando foi agredida.

Uma cadela vira-lata preta prenha foi socorrida por voluntários da Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza (SGPAN) depois que foi agredida, no bairro Chapada, em Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, no último domingo (12). Os três filhotes nasceram mortos.

A SGPAN acredita que alguém tenha jogado água fervendo no animal, mas não sabem indicar quem poderia ter cometido o crime e nem a motivação. De acordo com testemunhas, a cadela apareceu na região há um mês e teria cavado um buraco para dar a cria. Ela morava na casa de um catador de recicláveis. Poucos dias antes de procriar, ela apareceu com a grande queimadura.

“Eu estava dentro de casa e de repente ela chegou gritando, chorando e rolando para a casa afora e depois eu vi o machucado e acho que é água fervendo que jogaram nela”, conta o catador Alexandre Soares Martins, 36.

Martins tentou tratar a ferida, mas como não estava conseguindo, entrou em contato com a SGPAN e pediu ajuda. Voluntários recolheram a cadela, que ainda cuidava de seu último filhote morto. Ela foi internada em uma clínica da cidade e deve permanecer por lá por pelo menos 60 dias.

“Negona”, como a cadela é chamada por Martins, é muito amada por ele, pela mulher e pelos quatro filhos. “Assim que ela estiver boa, vou trazer ela de volta. Amanhã vou visitá-la”. A família tem uma outra cadela que acabou de dar à luz a quatro filhotinhos.

A SGPAN registrou boletim de ocorrência e a delegacia local já está a par do caso. O titular da Delegacia de Polícia Civil de Caeté, Bruno Affonso, afirmou que as investigações ainda não começaram, mas que acredita que o agressor seja alguém da região. “Volta e meia a gente recebe denúncias de maus-tratos contra animais e a gente tem uma postura firme de coibir essas ações”, garantiu. A pena para este tipo de crime é de 3 meses a 1 ano de detenção e multa.

Outra agressão

A SGPAN aguarda ainda a apuração da denúncia feita em dezembro do ano passado de um adolescente que teria matado um filhote de cachorro ao atirá-lo de um barranco, no bairro Santa Frutuosa, também em Caeté.

“Socorremos os animais de rua doentes e não toleraremos situações de maus-tratos. Estamos denunciando todos os casos que ficamos sabendo e agimos para que um dia as pessoas se conscientizem que os animais precisam ser protegidos e respeitados”, salientou Jussara Carvalho, presidente da SGPAN, Organização Não Governamental de proteção animal de Caeté que acumula dívida de R$ 17 mil decorrentes do socorro a animais abandonados e doentes.

Atualizada às 16h03.


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