Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos? Até que não parece tão ruim…


Fonte: Exame

O deputado Jair Bolsonaro já virou quase uma caricatura de si mesmo. Há muita coisa dele que não dá para aplaudir, pelo viés autoritário e nacionalista (privatizar a Vale foi um “crime”).

Mas uma coisa é inegável: trata-se de um exército de um homem só contra muita podridão esquerdista, especialmente da turma do relativismo moral que possui uma agenda de total deturpação do que entendemos por direitos das minorias.

Sei que o inimigo de nosso inimigo não necessariamente é nosso amigo. Tal pragmatismo pode ser perigoso. Dito isso, não resta dúvida de que é muito melhor ter um Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos barrando projetos toscos, do que ter alguém como o deputado Jean Wyllys, justamente avançando com a pauta abjeta dos relativistas que confundem licenciosidade e libertinagem com liberdade.

Bolsonaro é acusado de homofóbico por muitos que flexibilizaram tanto o conceito a ponto de ele perder completamente seu sentido. Outro dia mesmo um colunista de um blog me acusou da mesma coisa. Só não o processei porque não acho que vale a pena perder meu tempo ou agir como a própria canalha.

Homofobia, para esse pessoal, é simplesmente não achar lindo homem com homem. Se alguém externar que prefere ter um filho heterossexual, isso já basta para ser visto como homofóbico hoje em dia, o que é absurdo. O mesmo vale para a tal islamofobia: basta preferir o cristianismo como religião para ser visto como islamofóbico.

Ora, fobia é medo! Quem é que pode ter medo de gays (de islâmicos, vá lá)? O sujeito pode não gostar da ideia, ter até certa aversão espontânea à imagem de dois homens barbados se beijando. Não acho que isso seja suficiente para acusá-lo de homofobia. Então o sujeito que não curte quiabo sofre de “quiabofobia”?

Mas o fato é que, da mesma forma que o pessoal dos “direitos humanos” acabou virando defensor dos “direitos dos manos” na questão da criminalidade, a turma dos “direitos das minorias” (que podem chegar a uma ampla maioria efetiva, como reconhece Francisco Bosco) virou defensora de uma agenda coletivista e intolerante, que rejeita a menor minoria de todas: o indivíduo.

A revista Exame fez uma entrevista com Bolsonaro onde ele, em meio a algumas tiradas caricatas de seu “personagem”, diz duras verdades que ninguém quer mais escutar. Seguem alguns trechos:

Nesta comissão, mais importante do que ter propostas boas é não deixar que as propostas ruins prosperem. Este local já foi palco do primeiro seminário LGBT infantil, já foi palco do tal lançamento do “Kit gay”, ponto de encontro de ativismo homossexual e de livros didáticos que propõem a desconstrução da “heteronormatividade”. Você vai vendo uma porção de absurdos ali.

Essa comissão ajuda a plantar uma ideia nova na sociedade. Por exemplo, eu sou um ferrenho defensor da redução da maioridade penal. Isso vai atrair a atenção de gente que já foi vítima desses facínoras menores, que partidos como o PSOL e PCdoB defendem.

Se depender de mim, só vão ser defendidas ali pessoas que são realmente seres humanos, e não vagabundos. Eu prefiro um presídio cheio de vagabundos a um cemitério cheio de inocentes.

Eu sou contra dar um tapa na bunda do próprio filho. Mas de vez em quando pode ser que seja necessário, né?

A verdade é as pessoas não aguentam essa violência que está aí. A culpa é da sociedade? Porra nenhuma. É o que eu falei para Benedita: “adota e leva para casa esse vagabundo aí”.

Eu defendo uma política séria de planejamento familiar. Ao contrário do governo PT, que incentiva a paternidade irresponsável, com a criação de todas essas bolsas. Essa política estimula a mulher sem cultura a ter mais filhos. Uma mulher com cultura tem dois (filhos) e acabou. Já a sem cultura é estimulada a ter muitos, afinal serão os eleitores do futuro.

Tem gente que fala: “ah, você é homofóbico”. Mas minha briga é contra o material escolar que estimula o homossexualismo. Que pai que tem orgulho de ter um filho gay? Nenhum tem. Duvido que tenha.

Eu também sou perguntado o tempo todo sobre racismo. Como é que eu vou tratar essas questões de raça na comissão? Eu sou daltônico, pra mim todos têm a mesma cor. Por isso sou contra qualquer tipo de cota.

É ou não é muito melhor do que Jean Wyllys e companhia?

Rodrigo Constantino


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