Bem-vindos à capital

Kiara Mila Oliveira

Os 30 atletas das delegações da Bélgica e Bulgária desembarcaram em Brasília com um olhar assustado e sorriso estampado no rosto tão logo perceberam a quantidade de jornalistas que os esperavam, ontem, no Aeroporto. Eles “estrearam” a chegada dos outros 33 países que participarão da Gymnasíade – entre quinta e terça-feira da semana que vem –, a maior competição escolar do mundo.

Uma comissão foi preparada para atender de forma melhor os estrangeiros. Entre os 20 organizadores e voluntários que aguardavam as delegações, um em especial chamou a atenção: o Gymi, um enorme quati eleito o mascote do evento


.Foto: Pessoal, eu e o mascote Gymi estivemos hoje à tarde no aeroporto para recepcionar cerca de 30 pessoas, entre atletas e técnicos das delegações da Bulgária e Bélgica, que já desembarcam em Brasília. Eles são os primeiros dos 1,7mil participantes da Gymnasiade 2013 que vão agitar a capital de 28/11 a 03/12.


Assim que os atletas desembarcaram, Gymi foi bastante assediado. Gilles Timmernans, de 16 anos, era um dos encantados com o mascote. Entusiasmado, ele não escondeu a expectativa de conhecer o Brasil. “As pessoas no Brasil são muito receptivas e eu estou ansioso para conhecê-las”, disse o atleta. Quando questionado sobre a curiosidade de conhecer as garotas daqui, ele, com muita timidez, soltou um: “Também quero, mas vou deixar isso para depois dos jogos”, prometeu o belga.

As delegações têm o prazo de chegada até amanhã, pois, na quinta, devem estar prontos para a apresentação do evento, às 16h, no Ginásio Nilson Nelson. O desembarque da Turquia estava previsto para as 23h de ontem. Rússia e Inglaterra chegam às 9h e 11h de hoje.

A ESCOLHA

Com idades que variam de 14 a 17 anos, Brasília pode receber de 1.500 a 1.700 participantes – o Brasil será representado por 200 – distribuídos em sete modalidades: ginástica rítmica, artística e aeróbica, judô, atletismo, natação e xadrez.

Além dos esportes obrigatórios, a cidade-sede pode escolher um para compor a lista de competições. A comissão organizadora elegeu o karatê, julgando ser o mais acessível e procurado pelos jovens do DF. “O karatê é mais conhecido e praticado do que o jiu-jitsu, por isso decidimos por ele ”, justifica o secretário de esportes, Júlio César Ribeiro.

Conhecer a cidade está no Plano

A jovem de 17 anos Linde Ceyssens, do salto em distância e salto com barreiras, se destacou dos demais por saber falar inglês. Assim que solicitada, ela não perdeu a chance de dizer o quão ansiosa estava por visitar outro país.

“Eu pesquisei na internet. Quero aprender o samba e o futebol, nem preciso dizer. Meu irmão é jogador e conhece muitos jogadores daqui”, destaca Linde. “No tempo em que estiver aqui, quero conhecer o máximo de lugares possíveis”, planeja a atleta búlgara.

No terceiro ano do Ensino Médio, Linde disputa a última competição escolar, pois já atingiu a idade máxima permitida para competir. Otimista, ela planeja participar de uma Universíade. Admirada por saber que Brasília sediará a edição de 2019, ela deixou claro: “Vou fazer de tudo para voltar aqui no futuro, mas enquanto planejo isso, quero fazer a minha faculdade de fisioterapia”, complementa.

Com o sonho se representar o seu país de origem em uma Olimpíada, ela diz que é um desejo grande, mas não impossível. “Quem não gostaria? Sei que é muito difícil chegar lá, mas vou tentar. É um sonho.”

Em busca do ouro
O técnico da delegação da Bélgica, Fernando Oliva, destaca o forte trabalho de sua equipe para disputar a Gymnasíade e garante medalhas. “Trabalhei a ansiedade deles, mas é óbvio o deslumbramento. Eles são esforçados e sei que darão o melhor de si”, espera. (K.M.O.)

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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