Base governista terá duas chapas para deputado federal

Jornalista Eduardo Brito

Base governista terá duas chapas para deputado federal
Depois de muita discussão, em reunião que começou na tarde de segunda-feira e foi retomada na manhã de ontem, terminando só após as 13h, decidiu-se que os partidos da base do governador Agnelo Queiroz (foto) formarão duas chapas diferentes para a Câmara dos Deputados. O próprio Agnelo participou de todo o debate, frequentemente apelando aos partidos por fórmulas conciliadoras. Uma das chapas, a do PT, reunirá seis partidos. A outra, do PMDB, ficou com 10.

Evangélicos ficam com petistas

Chegou-se a pensar em uma terceira chapa, que atrairia dois partidos não comprometidos com Agnelo, o PSD e o SDD. Como os dois acabaram integrados à candidatura de Rodrigo Rollemberg, inclusive nas proporcionais, essa terceira opção evaporou-se. Ficaram na companhia dos petistas os três partidos que contam com candidatos evangélicos mais fortes, o Pros, o PRB e o PSC, além de PP e PCdoB.

Quem faz dois, quem faz três

Estará ao lado do PMDB uma sequência de partidos, todos de menor porte: PEN, PPL, PTN. PHS, PTdoB, PSL, PV, PRP e PTC. Presidente regional do PHS e político experiente, Lucas Kontoyanis fez suas contas. Acredita que a coligação encabeçada pelo PMDB tende a fazer dois deputados federais, podendo chegar a três, enquanto a chapa do PT tem condições de eleger três, mas pode perfeitamente ficar em dois.

Meio milhão a menos

Na eleição passada, vale lembrar, o PT elegeu três federais. Foi puxado, entretanto, pelas votações de José Antônio Reguffe, pois a coligação incluía o PDT, e dos petistas Paulo Tadeu e Geraldo Magela. Só os três somaram 550 mil votos. Desta vez, nenhum deles está na chapa.

Nanico resistente…
O Buriti fez de tudo para preservar, na eleição, o apoio dos 17 partidos que estão na sua base e que tem seus presidentes no Conselho Político. Chegou aos 14 com relativa facilidade. Perdeu então o PTB, que foi com Gim Argello para a chapa de José Roberto Arruda. A duras penas conseguiu um acordo de última hora com o PP. Quem faltou na lista foi só o nanico PRP, que tem apenas dois deputados federais, um de Roraima e outro da Bahia. Por ironia, é presidido por Adalberto Monteiro, que vem a ser tio do secretário Cláudio Monteiro, ligadíssimo ao governador Agnelo Queiroz.

…nanico reincorporado

Para reincorporar o PRP à base, já depois de tudo acertado com os demais partidos, foi preciso fazer uma nova reunião, ontem. É que, apesar de tudo, o PRP estava sem coligação para a Câmara Legislativa, o que poderia condená-lo de vez à irrelevância. Assim a conta fecha e a campanha de reeleição fica mesmo com 16 partidos.

É ela

Para a campanha do ex-governador José Roberto Arruda, a candidata a vice será mesmo a deputada Eliana Pedrosa. Pode até haver confronto na Justiça Eleitoral. Mas que tem a ata da convenção regional, indispensável para o registro da candidatura, é exatamente Eliana. Para o registro, é o que basta.

Reajuste de funcionários O deputado federal Roberto Policarpo levou a diretoria do Sindjus, que já presidiu, para uma audiência com o ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, hoje presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para tratar do reajuste dos cerca de 120 mil servidores do Poder Judiciário em todo o País. A proposta de recomposição salarial da categoria consta de projeto de lei encaminhado pelo STF à Câmara dos Deputados no início deste mês.

Vagas para pessoas com deficiência

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deve votar hoje projeto do senador brasiliense Gim Argello que propõe reserva de 20% das vagas em concursos públicos para pessoas com deficiência. No entanto, o relator do projeto, Eduardo Suplicy, apresentou proposta para fixar cota mínima de 5%, sem limite de teto, entre outras mudanças. O texto determina ainda que o candidato com deficiência participará do concurso público em condições iguais aos demais candidatos quanto ao conteúdo das provas, aos critérios de aprovação, a exigência de nota mínima, e ao horário e local de aplicação das provas.


Condições especiais

Porém, assegura ao candidato com deficiência acesso ao local do exame e a provas adaptadas, como as elaboradas em Braile ou impressas com fonte de tamanho maior. Prevê ainda a possibilidade de a pessoa com deficiência requerer tempo adicional para realização das provas, conforme justificativa acompanhada de parecer médico. Para Gim, trata-se da defesa do direito ao trabalho de uma população de mais de vinte milhões de brasileiros, tradicionalmente excluída do setor produtivo e assim impedida de garantir o próprio sustento”, defende o senador Gim.

Nada de intervenção no PDT

Sem citar o Buriti, o senador Cristovam Buarque mostra que errou quem apostava em uma intervenção do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, para impedir a coligação brasiliense entre o partido e o PSB de Rodrigo Rollemberg. O próprio Cristovam participou das negociações entre a direção nacional e a local de seu partido. A coligação, originariamente entre PSB e PDT, ainda foi estendida para incluir SDD e PSD. A propósito, Cristovam acha que, mesmo pouco conhecido dos eleitores do Distrito Federal, o indicado pelo PSD a vice, Renato Santana, poderá ajudar a chapa.

táfalado

Vice serve para não tirar voto. Não é para dar voto. Acho que o Renato Santana pode ajudar, ao contrário de outros, que atrapalhariam. Afinal, é jovem, vem de Ceilândia, é negro e funcionário concursado do Governo do Distrito Federal.

Cristovam Buarque, senador pelo PDT do Distrito Federal


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