Base governista hipoteca total apoio à reeleição de Marconi Perillo


Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Marconi Perillo (PSDB), José Eliton (PP) e Vilmar Rocha (PSD): esta deve ser a chapa majoritária do governismo para a disputa de 2014

Petistas e peemedebistas costumam dizer, com ar de mistério: “O governador Marconi Perillo [PSDB] não deve disputar a reeleição”. Quando perguntados sobre o motivo de tanta certeza, eles dizem, no mesmo estilo de Chicó, a personagem do “Auto da Compadecida”, de Ariano Suas­suna: “Não sabemos. Só sabemos que ele não deve ser candidato”. Há uma aposta de que o vice-governador, José Eliton, irá para o “sacrifício” e, por isso, foi “retirado” do DEM e “colocado” no comando do PP. En­tretanto, convém lembrar que, em 2010, o discurso era praticamente o mesmo — e Marconi candidatou-se e acabou sendo eleito. A vitória foi suada, mas política é como no futebol: uma vitória magra de 1 a 0 vale o mesmo que uma goleada por 5 a 0, ou seja, rende os mesmos três pontos. Mais tarde, os eleitores lembrarão-se da vitória, e não mais do “placar”.

O fato é que, apesar das suspeitas de petistas e peemedebistas de que o tucano não vai disputar o governo em 2014, daqui a nove meses e 21 dias (o tempo voa, como diz a música), tudo indica que é candidatíssimo. Primeiro, lidera todas as pesquisas de intenção de voto. Segundo, sua popularidade voltou a crescer. Terceiro, pesquisas qualitativas começam a registrar outro fenômeno: além da popularidade, Marconi volta a recuperar prestígio, respeitabilidade. Quarto, sua rejeição começa a cair.

Quinto, em Goiânia, se seus números não são muito positivos — dada a força de Iris Rezende na principal cidade do Estado —, eles melhoraram muito. Sexto, sua família, que antes não o queria na disputa, agora já defende sua candidatura, admitindo que o tucano tem de fazer o que mais gosta: política e governar. Nou­tras palavras, os dados são positivos para o tucano-chefe. Por isso, talvez seja possível concluir que ele só não disputa se não quiser. Há a possibilidade de algum terremoto — como um processo judicial? Ninguém acredita, apesar dos “mistérios” da aliança PT-PMDB.

De qualquer modo, se alguém tinha alguma dúvida sobre a candidatura de Marconi à reeleição, ela deve ser remetida para a lata de lixo da história. Na semana passada, a base marconista reuniu-se e pediu em peso que o tucano-chefe seja candidato a governador pela quarta vez. A base governista sugere que não há um candidato alternativo e que não há mais tempo para prepará-lo. Por isso, avalia que o líder do PSDB deve ser o candidato da base aliada. Veja-se a diferença. No PT, Paulo Garcia contesta Antônio Gomide e vice-versa. No PMDB, Júnior Friboi contesta Iris Rezende e vice-versa. Não há um, ao menos um, integrante da base governista que defenda outro candidato que não Mar­coni. O tucano é unanimidade. “A unanimidade inteligente”, brinca, a sério, o presidente do PSDB regional, Paulo de Jesus.
A chapa majoritária está praticamente definida: Marconi para o governo, José Eliton para vice (só é contestado pelo PTB de Jovair Arantes) e Vilmar Rocha para senador (o PTB também questiona sua candidatura, porém ninguém mais o faz).


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