Barcelona e Atlético não saem do zero em ‘final’ e seguem iguais na ponta


Havia todos os ingredientes de uma decisão. Duas equipes com campanhas espetaculares, estádio lotado, uma torcida insaciável. Tensão, suspense. Dúvidas…

Andrés Sanchez prevê 24 times na Série A


Neymar entra no segundo tempo e aparece pouco no empate do Barcelona com o Atlético de Madri

Havia todos os ingredientes de uma decisão. Duas equipes com campanhas espetaculares, estádio lotado, uma torcida insaciável. Tensão, suspense. Dúvidas.

Mas, em campo, a ‘final’ do primeiro turno do Campeonato Espanhol não decidiu muita coisa: Atlético de Madri e Barcelona empataram por 0 a 0, foram a 50 pontos e continuam com campanhas idênticas, no topo da classificação da Liga.

Para a posteridade, ficará que o Barcelona foi o campeão de inverno, pois terminou o primeiro turno com saldo de gols superior ao adversário: 41 a 36.

O título de campeão de inverno, embora simbólico, é historicamente importante. Nos últimos dez anos, apenas uma vez o vencedor do primeiro turno não terminou a Liga como campeão. O resultado também ajuda o Real Madrid, que pode chegar a 47 pontos caso vença o Espanyol, no domingo, em Barcelona.

Mas o duelo deste sábado, no Vicente Calderón, será lembrado, também, como o dia em que Tata Martino deixou Neymar e Messi no banco.

GALERIA Marcação prevalece em Atlético de Madri x Barcelona; veja o duelo em FOTOS

O treinador argentino optou por escalar o ataque com Pedro, Alexis e Fábregas. Do meio para trás, pôde contar com a força máxima – Valdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Busquets, Xavi e Iniesta.

No Atlético de Madri, Diego Simone também não tinha desfalques. Era a força máxima da sensação da temporada, com Courtois; Juanfran, Miranda, Godín e Filipe Luis; Tiago, Gabi, Arda Turan e Koke; Diego Costa e David Villa.

Diante de um estádio lotado e com uma torcida que não parava de cantar, o Atlético começou a partida sufocando o Barcelona. A marcação, ainda no campo de ataque, fazia o time catalão errar passes e ficar vulnerável na defesa.

Foram 15 minutos de blitz, em um ritmo alucinante, mas a equipe madrilenha não conseguiu abrir o placar. A melhor chance aconteceu aos 4, Arda Turan fez grande jogada pela direita e cruzou para o meio da área; Jordi Alba afastou.

O Barcelona tentava reagir com suas tradicionais trocas de passes no meio, tinha dificuldades. A primeira finalização só aconteceu aos 17 minutos quando Pedro, o melhor da equipe até então, chutou fraco, para defesa de Courtois.

A partir de então, o jogo ficou equilibrado. E com menos chances de gol. O Atlético levou perigo com Diego Costa, aos 28 minutos, mas o atacante desequilibrou-se e não concluiu bem. Aos 34, um chute de Piqué, da intermediária, deu trabalho a Courtois; Miranda afastou após rebote do goleiro.

A primeira etapa terminou em ritmo lento, muito diferente do início. O Atlético parecia cansado após a blitz dos primeiros minutos; o Barcelona, sem reação de um rival que soube neutralizá-lo.

O Barcelona precisava reagir, tornar-se mais efetivo no ataque. Era a hora de Lionel Messi.

Na volta do intervalo, Tata Martino colocou o camisa 10 em campo. Andrés Iniesta saiu, e Cesc Fábregas passou a jogar mais recuado.

Logo aos 4 minutos, Messi conseguiu algo que o time não havia feito durante toda a primeira etapa: entrar na área com a bola dominada, em condições de marcar. Sem ângulo, ele chutou forte, mas Courtois defendeu.

Passada a boa chance com o argentino, o Barcelona voltou a ter dificuldades para criar chances. O Atlético teve boa oportunidade com Diego Costa, aos 13 minutos – o chute do brasileiro foi para fora.

Para Tata Martino, era hora de mudar de novo. Era hora de Neymar. Aos 20 minutos, o brasileiro substituiu Alexis Sánchez.

Depois de mais de dois meses, a parceria entre Neymar e Messi estava de volta.

Com o Barcelona menos previsível e o Atlético taticamente bem armado, com a torcida apaixonada por trás, o duelo ganhou em emoção.

Era, finalmente, uma final.

O Atlético quase marcou com Arda Turan, aos 34; Valdés defendeu o belo voleio do turco. Depois, o Barcelona quase foi às redes com Messi – o chute do argentino parou nas mãos de Courtois.

Foi a última grande chance da partida. No dia em que o Campeonato Espanhol poderia conhecer um líder isolado, Atlético de Madri e Barcelona mostraram que ainda não se pode dizer quem é o melhor time da Liga.

FICHA TÉCNICA

Atlético de Madri 0 x 0 Barcelona

11 de janeiro de 2014

Estádio Vicente Calderón, em Madri, Espanha

19a rodada do Campeonato Espanhol

17 horas (horário brasileiro de verão)

Árbitro: Antonio Matheu Lahoz

Assistentes: Pau Cébrian e Jon Núnez

Cartões amarelos: Godín, Gabi, Daniel Alves, Mascherano

ATLÉTICO DE MADRI

Courtois; Juanfran, Godín, Miranda e Filipe Luís; Gabi, Tiago (Christian Rodríguez), Arda Turan e Koke; Diego Costa e Villa (Raúl García).

Técnico: Diego Pablo Simeone

BARCELONA

Valdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Busquets, Xavi e Iniesta (Messi); Pedro (Sergi Roberto), Alexis (Neymar) e Fábregas.

Técnico: Gerardo Tata Martino

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