Bandidos sedutores da História que viram heróis em vez de criminosos


Bandidos sedutores da História que viram heróis em vez de criminosos

A sedução dos bandidos, de Lampião a Leonardo Pareja, o que nos atrai nesses fora da lei?

O culto ao ‘bom bandido’ vem desde os primórdios da humanidade quando o homem começou a lutar e cometer determinados delitos, ou melhor, atritos que confrontavam com a possibilidade de tomada de propriedade privada. Muitos por serem psicopatas, tendo facilidades de se destacar entre a sedução e persuasão da sociedade de sua vitimas que as vezes os louvam, marcaram e entraram para a Historia. 

Veja que a própria ‘Teologia Católica’ e outros ramos das evangélicas, que usam a narrativa da Bíblia e tratam os ladrões que foram crucificados ao Jesus como, em que todos zombavam dele, um reconhece que estava errado, elogiou o Cristo e até hoje visto como o ‘bom ladrão’ e o que permaneceu na zoeira, é visto pela igreja como o famoso ‘mau ladrão’, como se roubar fosse uma atitude de bondade e maldade, e além disse, defendem que um foi salvo sendo um ‘bom ladrão’ e o outro foi condenado por toda a eternidade sendo um ‘mau ladrão’.

Outra narrativa da Bíblia mostra o povo louvando o bandido, isso mesmo, a Bíblia inativa o louvor ao bandido, isso quando Jesus foi levado para ser julgado pelo governador romano, Pôncio perante Pilatos, por que Israel era colonia do Império Romano, e as decisões jurídica e politicas passava pelo aval de Roma. Pilatos para não se confortar com a cultura e leis judaica/romanas, lança um sorteio de escolha, para o povão escolher entre o bom e o mau homem, Jesus e Barrabás, então os lideres dos judeus incitaram o povão a escolher a liberdade do bandido Barrabás e condenação a Pena de Morte de um justo, um bom homem, revelando assim, que a cultura do louvo ao bandido já vem de muito tempo e faz parte da natureza alienante do ser humano, que louvam quem não presta.

Os tempos passaram e a Sociedade evoluiu, mas sempre teremos o bom e mau ladrão, ou melhor, o bom e mau bandido. O portal, ‘O Globo’, hoje destacou um bandido que ficou famoso por causa da sua aparecia, em que as mulheres têm inundado o site de um departamento de polícia dos Estados Unidos para elogiar a aparência de um suspeito detido. Jeremy Meeks, de 30 anos, foi um dos quatro homens presos após uma série de tiroteios e roubos em Stockton, na Califórnia. Depois que sua imagem foi postada na internet pela polícia, rapidamente atraiu 30 mil “likes” no Facebook e quase 10 mil comentários, a maioria de mulheres elogiando sua aparecia.


Bandido ficou famoso após se divulgada
sua foto no Facebook da Policia
Sempre acontecem casos na sociedade em que pessoas louvam o bandido, tem casos em que mulheres são estupradas e se apaixonam pala potencia sexual e elevação peniana, estrutura física e aparecia do estuprador. Outas são roubadas, tem morte entre parentes e ficam apaixonadas pelos criminosos. Sem falar que tem bandido que são ‘canonizados’ por fiéis da igreja católica e honrados por membros de outras religiões.

Diante desses fatos que sempre ocorrem no cotidiano da Humanidade, em pequenas vilas, povoados, bairros e grandes e pequenas cidades, a edição de maio da Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) trouce um especial sobre o poder sedutor do banditismo. O texto, assinado pelo jornalista Lorenzo Aldé, discutiu e analisou como figuras como Lampião, Escadinha e Leonardo Pareja passaram de criminosos temidos a mitos admirados. O dossiê inclui ainda retrato de Gino Meneghetti, de autoria do jornalista Mouzar Benedito, que já publicou livro sobre o tema, e artigo assinado pela antropóloga Alba Zaluar. Para ilustrar, a capa estampa o galã Errol Flynn, famoso por sua interpretação de Robin Hood.

Um homem armado invade uma casa em busca de comida. A dona, humilde viúva da zona rural, não tem o que oferecer. Tomado por um ataque de fúria, o invasor dá uma surra na mulher e depois se volta para o jovem filho da viúva, que presencia tudo. Põe então em prática seu gosto por rituais de sadismo gratuito: enfia o órgão genital do menino numa gaveta e a tranca com chave. Depois, ateia fogo à casa. Desesperado, o rapaz é obrigado a cortar o próprio pênis para salvar a vida.

O facínora responsável por esse crime hediondo é hoje um mito nacional: Virgulino Ferreira, vulgo Lampião. Sua ficha criminal não caberia em todas as páginas desta edição. Durante 22 anos, liderou um bando de cangaceiros em ataques sangrentos num vasto perímetro de sete estados do Nordeste. Arrasavam vilas e propriedades rurais. Estupravam mulheres. Castravam rapazes. Enterravam gente viva. Cortavam cabeças. Sangravam inocentes como animais em praça pública. Marcavam com ferro em brasa o rosto de moças que se vestiam de forma “inadequada”.

Os poderosos da época anunciavam publicamente sua indignação com os atentados em série e suplicavam verbas do governo federal para caçar os cangaceiros. Nos bastidores, porém, faziam acordos com o chefe da gangue, vendiam-lhe armas e contratavam seus valiosos serviços de jagunço para se livrarem de desafetos e se apossarem de terras abandonadas. O terror promovido pelo cangaço contribuiu para a migração em massa do Nordeste para o Sudeste nas primeiras décadas do século XX.

Cultuando bandidos pela aparecia e eloquência:

Tenho um poema que em uma estrofes diz:”Brasil de Tira Dentes, de lindo canaviais, onde os ladrões são honrados, tornando-se especiais”. Isso mesmo, caso de bandidos ficarem famosos perante a sociedade pela sua aparecia ou má caráter em enganar o povo, não é coisa de país desenvolvido, no Brasil um bandido também se destacou por sua boa aparecia, era o famoso ‘bandido gato” do Brasil, Leonardo Pareja.

Para quem não se lembra muito bem dele, Leonardo Pareja era um jovem de classe média, que se dizia criminoso por vocação e não por necessidade. Realmente ele tinha vocação para isso, era inteligente e de boa fala. Sua imposição nata através de sua competência e dom para o crime atraiam as atenções das patricinhas de Goiânia, sua terra natal. Sobre o sucesso que fazia com as mulheres, uma vez Pareja disse: “Você já viu mulher gostar de alguma coisa que presta?”. Tudo começou em sua trajetória de fama em setembro de 1995, após assaltar um hotel na cidade de Feira de Santana, Bahia, ao sequestrar e manteve como refém por três dias uma garota de 16 anos, Fernanda Viana, que para seu azar (segundo ele, para sua sorte) era sobrinha do velho, o então senador Antônio Carlos Magalhães (ACM), o considerado dono daquele estado.

Depois de horas de confrontos, troca de tiros e muita negociação, Pareja conseguiu fugir e iniciou uma caçada que se desenrolou através de 3 estados. Uma perseguição cinematográfica onde houveram furos por barreiras policiais e fugas espetaculares. Leonardo Pareja se tornou notório por não se intimidar com policiais e sempre criticar a Policia Civil e sua (segundo ele) organização corrupta, ou seja, o guri era bom de Marketing. Guri literalmente, tinha apenas 21 anos, mas falava com propriedade de uma voz experiente dentro do mundo do crime. Leonardo passou mais de um mês fugindo da polícia e enquanto isto dava entrevistas às rádios e televisões, sempre debochando e desafiando a polícia. Às vezes chegava a anunciar a ida em determinado município, mas sempre conseguia escapar. Sem falar que foi “capa’ de varias revistas nacional e matéria em debate em programas de rádios de TV’s. Aliás este é outro dado importante na vida de Leonardo Pareja, ele em suas fugas, sempre parava para anunciar seus planos através das rádios, na maior cara de pau. Numa dessas vezes ele até anunciou ao chefe da Policia Civil do estado de Goias que estaria voltando para Goiânia para “aloprar” por aqueles lados.

Em determinado momento em sua vida, ele trocou tiros com a policia, entrou dentro de uma igreja evangélica e foi preso. Em abril de 1996, comandou uma rebelião de seis dias no Centro Penitenciário de Goiás (CEPAIGO), na cidade de Aparecida de Goiânia, onde ele e mais 43 detentos fugiram, após fazer várias autoridades como refém, inclusive o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Desembargador Homero Sabino. Na cadeia, liderou o maior motim da história do sistema carcerário brasileiro. Não por acaso. Pareja tinha o trato para lidar e negociar. Ele fez do motim o seu espetáculo. Convocou imprensa, falou em Rede Nacional, deu entrevista exclusiva. A imprensa só falava nele, muitas jovens ficaram torcendo pelo bandido, teve delas que foram para a frente do presidio para ver a cara do rapaz. Neste episódio começou a ganhar mais fama de audaz ao negociar com a polícia coberto por lençóis de maneira a impossibilitar a atuação de atiradores de elite.



Preso ele não conseguiu manter sua fama fora da cadeira, e como na carreira do crime também existe traição como na politica e em toda áreas dos relacionamentos humano, então ele foi traído e morto na prisão em dezembro de 1996, aos 22 anos, mas a questão principal que motivou sua morte ainda não foi solucionada, muitos ainda perguntam: quem planejou sua morte? Ao ponto em que, muitos acreditam que a morte dele teve uma conotação simbólica tão importante que até uma dessas líder de organizações a favor dos direitos humanos, colocou uma bandeira do Brasil sobre seu caixão. Essas suspeitas de que gente grande mandou matar-lo se dá, por que houve especulação de que ele seria contratado para ser ator de novelas na Rede Globo ou para fazer um programa destinados as jovens e via nacional. Outra especulação se dava que o mesmo poderia ser candidato a Senador ou presidente do Brasil diante de tanta fama como o bandido gato, amado por muitas mulheres e louvado pela mídia nacional que o tratava como um herói.

Mas tudo leva a crer que Pareja foi morto por rivais na cadeia, mas muitos afirmam que foi a mando de deputados e chefes da policia civil de Goias. Enfim, Pareja abriu os olhos da sociedade para o falido sistema penitenciário brasileiro. Há lendas que correram no interior do Tribunal de Justiça de Goiás sobre reuniões extra-oficiais que teriam ocorrido lá e que poderiam jogar luz no episódio.

A repercussão do bandido gato do Brasil foi tão imensa que no mesmo ano, foi tema de um documentário realizado por Régis Faria. Inspirou o autor curitibano Leandro França no livro Ensaio de uma vida bandida, lançado em 2008.

Mesmo tendo sido abatido dentro do presidio Leonardo foi um dos maiores bandidos da história recente do Brasil. Com certeza um dos mais fanfarrão deles. Que apesar de ser um criminoso cruel, deixou uma mensagem encravada no bojo da sociedade brasileira, alertando para um sistema parcialmente corrupto e vendido. Não quero fazer dele um herói como parte de imprensa o fez, pelo contrário, Pareja foi um doido, doido do mal equilibrado que poderia usar sua inteligencia para entrar no mundo da Politica como faz muitos e se destacam, mas vejo que ele era daqueles inteligentes insanos que mostrava traços de psicopatia como a maioria dos lideres políticos e religiosos mostram. Mas sua vocação para o crime ele conseguiu provar em apenas 1 ano e meio de notoriedade, se estivesse vivo e solto, estaria em destaque em via internacional, e se fosse um politico seria um forte líder por que ainda hoje ha quem digar que ele era um gênio. Simplesmente ele queria fazer justiça com a própria inteligência, não aguentava viver com tantas corrupções nacional, más infelizmente é somente um ‘deus’ para conseguir mudar as ambições destes políticos e agente da autoridade.

O bandido e a Politica:

Na historia da humanidade muitos se destacaram por praticar crime e maldades, mesmo assim são desprezados por uns e louvados por outros. Ditadores e déspotas são amados e odiados por muitos diante das suas historias de sangue, até por que é a fundamental doutrina de Maquiavel em ‘O Príncipe’, é que um líder deve ser amado e temido. Muitos se faz ou são feito lideres do mal e do bem, a exemplo de lideres políticos como: Hitler,Hugo Chávez, Osama bin Laden, Lenin, Stalin, Fidel Castro e outros que fazem o bem e o mal ao povo, recebendo aplausos de uns e ódio de outros, mas mesmo assim são louvados. Esses e outros não sitados foram pessoas que era sedutores na historia, sem falar em papas e fundadores de religiões que derramaram sangue em nome dos seus deuses e em defesa da imposição da sua fé perante o povão.

No nosso país, Lampião, Escadinha, Pareja e outros se foram, mas ainda hoje nas favelas do Rio, São Paulo como em quase todo o Brasil, vemos chefes do tráficos serem louvados pela comunidade por que tratam o povo melhor que os políticos que detêm cargos publico. Muitos bandidos são louvados pelas suas aparências e eloquência em sedução, outros por serem lideres políticos, a exemplo de José Dirceu e Genoíno que são tratados como heróis pelos asseclas do PT e devotos da esquerdas no Brasil.

Você acha que no Brasil tem muitos bandidos famosos que não são presos por que são honrados pelos três Poderes, defendidos por policiais e parte da imprensa nacional e por parte da sociedade?

Blog do Gari Martins da Cachoeira
Com: Bagarai

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