BANCADA APOIA CUNHA: ATACAR LÍDER É ATACAR PMDB


Deputados do PMDB aprovam moção em solidariedade ao líder, Eduardo Cunha (RJ); segundo os peemedebistas, críticas ao parlamentar “extrapolam o patamar da civilidade, sobretudo nas relações políticas”; nota em solidariedade afirma ainda: “os ataques ao nosso líder são ataques ao PMDB. A bancada manifesta sua solidariedade ao deputado Eduardo Cunha e reafirma confiança nele”; assinada por todos, moção afirma que “harmonia e coesão” da bancada “incomoda forças políticas” com projeto “hegemônico” de poder

11 DE MARÇO DE 2014 ÀS 17:28

247, com Agência Câmara – Os deputados do PMDB aprovaram há pouco, em reunião da bancada do partido na Câmara, uma moção de solidariedade ao líder, Eduardo Cunha (RJ). Na moção, os parlamentares afirmam que as agressões sofridas por Cunha “extrapolam o patamar da civilidade, sobretudo nas relações políticas”. “Os ataques ao nosso líder são ataques ao PMDB”, ressalta o texto. Todos os deputados do partido assinaram a moção.

“Os ataques ao nosso líder são ataques ao PMDB. A bancada manifesta sua solidariedade ao deputado Eduardo Cunha e reafirma confiança nele depositada no dia 2 de fevereiro de 2013 (quando foi eleito líder do partido), e por nós reconduzido em 2014, por unanimidade neste Parlamento”, diz trecho da moção.

“A harmonia e coesão da nossa bancada, ao tempo que incomodam outras forças políticas que flertam com um projeto hegemônico, tem tributado ao nosso líder Eduardo Cunha ataques e agressões que extrapolam o patamar da civilidade em qualquer das relações e, particularmente, nas relações políticas onde o respeito e a cordialidade são fundamentais e imprescindíveis à democracia”, diz ainda o texto.

Cunha defendeu, na semana passada, a realização de uma convenção nacional do partido para decidir um possível rompimento com o governo. Ele disse ter sido agredido verbalmente pelo presidente do PT, Rui Falcão, que teria declarado que a insatisfação do PMDB na Câmara ocorre porque a legenda não recebeu mais cargos na reforma ministerial.

O líder do PMDB também diverge do governo por ser favorável a uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Petrobras e contra o projeto do marco civil da internet (PL 2126/11). Ele também participou da articulação de um bloco informal de partidos na Câmara, apelidado de “blocão”, para propor a votação de projetos independentemente da vontade do governo. O “blocão” é formado por seis legendas da base aliada – PMDB, PP, Pros, PR, PTB, PSC – e por uma da oposição, Solidariedade (SDD).

Isolamento

Devido ao descontentamento da bancada do PMDB na Câmara, a presidente Dilma Rousseff realizou uma reunião na segunda-feira (10) com diversos representantes do partido, como o vice-presidente da República, Michel Temer; os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros; o presidente da legenda, senador Valdir Raupp; e os líderes do partido no Senado, senador Eunício Oliveira, e do governo no Senado, senador Eduardo Braga. A reunião foi vista como uma tentativa de isolar Cunha, que não foi chamado.


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