ATERRO SANITÁRIO DE SAMAMBAIA, ESPERANÇA PARA ACABAR COM O LIXÃO


  Ao mesmo tempo em que o fim do Lixão da Estrutural é uma realidade cada vez mais próxima da população em 2014, o Aterro Sanitário Oeste, em Samambaia, aparece como a solução definitiva para a política de tratamento de resíduos sólidos no Distrito Federal. Previsto para iniciar a operação em maio, o primeiro aterro da capital federal, no entanto, ainda é cercado por dúvidas e incertezas, principalmente em relação à população vizinha ao local. O receio de ver um novo lixão se formar às margens da DF-180 tira o sossego de quem vive nas quadras 800 e 1.000, região conhecida como Expansão de Samambaia, onde moram mais de 30 mil pessoas. A primeira das três etapas do aterro terá capacidade para receber, em média, 68 mil toneladas de resíduos por mês. O custo aos cofres públicos por ano, inicialmente, será de cerca de R$ 17 milhões.

A área onde agora máquinas pesadas erguem a estrutura do complexo de tratamento do lixo é vista com preocupação principalmente pelo mau cheiro — que já é frequente por conta da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Melchior, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e da fábrica da Só Frango (antiga Sadia). Para os moradores do local, além de ferir o meio ambiente, o aterro ameaça a saúde da população, que já sofre com esgoto a céu aberto e falta de infraestrutura. “Os insetos, principalmente as moscas, incomodam demais. Acho que o aterro vai agravar ainda mais a situação. Onde você perguntar aqui, a reclamação vai ser a mesma. Eles falam que é um lixo tratado, mas eu creio que vai ter um impacto sim”, diz a dona de casa Maria de Jesus, 40 anos.

Ao caminhar pelas ruas da Expansão de Samambaia, vários moradores aproveitam para desabafar sobre a difícil situação em que vivem e sobre a preocupação com o futuro da cidade após a chegada do aterro. Aposentado, o morador Sebastião Correa, 66 anos, diz que gostaria apenas de sossego e qualidade de vida. “Mas a gente só tem encontrado o contrário aqui. Tem uma estação de esgoto do lado, mas a cidade não tem esgoto, tem fossa. Só não penso em sair daqui, vender a casa, porque se a gente não aguentar morar aqui, quem é que vai querer alugar imóvel da gente nesse lugar?”, indaga.


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