ATERRO COMO VIZINHO

Foto: Jacqueline Saraiva/CB/D.A Press
Ononima Ferreira da Silva e Sebastião Correa, vizinhos ao futuro aterro de Samamabaia

O sub-secretário de Políticas de Resíduos Sólidos do DF, Paulo Celso dos Reis Gomes, responsável pelo planejamento e concretização do projeto, compreende o receio da população em ter como vizinho um local destinado ao lixo, mas ressalta que qualquer lugar escolhido haveria rejeição. “Ninguém quer um aterro perto de casa, assim como não quer um cemitério, por exemplo. As pessoas sabem que é preciso ter, que é urgente ter, mas não querem por perto. É a política do ‘not in my backyard’ (termo inglês que diz ‘não no meu quintal’). Então, em qualquer lugar escolhido para ser um aterro as pessoas iriam reclamar. O fato é que o lixão tem que acabar e o aterro é uma realidade muito melhor”, diz.

Paulo Celso também explicou que há um planejamento feito pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), que prevê, no total, quatro aterros no Distrito Federal e Entorno. Além do de Samambaia, deve ser construído um ao Norte, entre Planaltina, Formosa e Planaltina de Goiás; ao Sul, entre a Cidade Ocidental, Valparaíso, Luziânia e Novo Gama; e ao Leste, entre Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto. “Serão, no mínimo, dois aterros fora do DF. É um esforço entre os governos do DF e de Goiás, que firmaram um consórcio sobre resíduos sólidos”. Com isso, seria possível o tratamento . Segundo o Governo de Goiás, os 20 municípios goianos recolhem, diariamente, 5 toneladas de lixo e 236 localidades administram de forma errada o lixo, o que representa 96% do estado.

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IPTU: contas a pagar e poucas explicações

Paulo Celso também explicou que há um planejamento feito pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), que prevê, no total, quatro aterros no Distrito Federal e Entorno. Além do de Samambaia, deve ser construído um ao Norte, entre Planaltina, Formosa e Planaltina de Goiás; ao Sul, entre a Cidade Ocidental, Valparaíso, Luziânia e Novo Gama; e ao Leste, entre Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto. “Serão, no mínimo, dois aterros fora do DF. É um esforço entre os governos do DF e de Goiás, que firmaram um consórcio sobre resíduos sólidos”. Com isso, seria possível o tratamento . Segundo o Governo de Goiás, os 20 municípios goianos recolhem, diariamente, 5 toneladas de lixo e 236 localidades administram de forma errada o lixo, o que representa 96% do estado.


O fim do lixão da Estrutural e o futuro do Aterro de Samambaia são de responsabilidade do governo, mas a mudança de atitude também deve partir da população, que é um dos principais agentes fiscalizadores, lembra o professor Pedro Murrieta, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília (UnB). “Atitudes individuais sempre contribuem para melhorar, mas é importante lembrar que a solução para o problema não é apenas isso. É bom que isso ocorra, mas a solução está na mão do Estado e com restrições, punições severas para quem não acatar as disposições legais”.


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Ononima Ferreira da Silva e Sebastião Correa, vizinhos ao futuro aterro de Samamabaia

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