“As Forças Armadas tornaram-se auxiliares dos órgãos de Segurança Pública”, avalia Vitor Paulo.


Em discurso proferido nesta sexta (11), o deputado republicano Vitor Paulo criticou, mais uma vez, os baixos salários dos integrantes das Forças Armadas. De acordo com o parlamentar, a evasão de vários militares das Forças Armadas é uma das consequências da baixa remuneração à categoria.

“Desde os mais remotos tempos, em todos os lugares do mundo, os militares, em regra, formam uma categoria de cidadãos que, pela própria rigidez da vida espartana a que são submetidos, não ganha muito. Em contrapartida, também não devem ganhar tão pouco a ponto de passar necessidade, de perder a motivação pela vida castrense, de chegar a sublevações, como registrado em alguns episódios ao longo da história”, disse.

Vitor Paulo criticou a omissão do Governo Federal, que sempre alega a insuficiência de caixa para remunerar condignamente os seus soldados, marinheiros e aviadores, enquanto esbanja cerca de 33 bilhões de reais com a realização da Copa do Mundo. “Não há juramento de dar a própria vida pela Pátria que resista às necessidades dos filhos. Não há vocação para a carreira das armas que resista à falta de dinheiro no bolso”, desabafou.

O deputado destacou ainda que nos últimos anos, pelas ameaças de greves, paralisações, “operações tartarugas” e por outros meios vedados aos militares, a remuneração de muitas carreiras de Estado alcançaram valores consideráveis, enquanto a dos militares das Forças Armadas ficou praticamente estagnada. Segundo ele, o problema não é apenas salarial. “Equipamentos ultrapassados e desgastados pelo uso e pelo tempo martirizam aqueles que desejam bem cumprir suas missões. A falta de munição para treinar faz com que recrutas, em um batalhão de infantaria, ironicamente, a ele se refiram como “batalhão de infantaria de faxina”, esclareceu.

O republicano lembrou que na ausência da Polícia Federal, são os militares que patrulham e vigiam as fronteiras; constroem rodovias, pontes, pistas de aeroportos e trechos de transposição do São Francisco com melhor qualidade e a um custo infinitamente menor do que as empreiteiras; conduzem as Operações Pipa pelo solo esturricado do sertão nordestino, no lugar de prefeituras corrompidas e que fazem da água instrumento de barganha política; assumem a segurança pública, quando a polícia não dá conta ou faz greve ilegal; viram mata-mosquitos quando a epidemia da dengue assola o País.

Por Mônica Donato
Foto: Douglas Gomes


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