As Bruxas estão de Volta



   Sob a capa da inocência, meninas têm se envolvido com rituais de bruxaria, acreditando que são guardiãs dos segredos wiccanosQuem nunca procurou em horóscopos, saber seu suposto futuro? Quem nunca fez uma simpatia, por mais simples que seja, para alcançar alguma coisa? Quem não tomou uma mistura de ervas, supostamente “milagrosa”? iniciativas aparentemente inofensivas, mas que introduzem a pessoa no mundo místico, no mundo da magia.

O misticismo acompanha a humanidade desde os seus primórdios, e o desejo de ter poderes “sobrenaturais”, de ser especial, possuir dons que as tornem famosas, sempre atrairam pessoas. Procurando explicações para o que o mundo ignora e achando que podem diminuir a incerteza quanto ao futuro, elas apelam para o esoterismo, a magia.

Personagens não faltam: duendes, salamandras (não é aquecedor), fadas, elfos, hidras, gnomos e finalmente bruxas – os “elementares da terra” – povoam as obras de ficção na mídia impressa e eletrónica, procurando convencer o público jovem de sua suposta existência e possibilidade de atuação no mundo real.

Obras como “A Bruxa de Blair”, “As Jovens Bruxas”, “Aprendiz de Feiticeiro”, “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”, “Piratas do Caribe”, a série “Harry Potter”, a banda desenhada “Wiccas”, entre outros trazem um renascimento dos antigos ideais pagãos Wiccanos. Elfos, Duentes, Gnomos, Fadas, Salamandras, Gaia (Terra), energias, feitiços e coisas semelhantes que aguçam o imaginário das pessoas. A mente das pessoas tem sido atacadas com essa filosofia pagã, que agora recheia os roteiros dos filmes, seriados e até desenhos infantis. Estabelecimentos de ensino de nível primário, médio e superior não escapam dessa “invasão”.

Grupos, na sua maioria de moças, estudam e praticam a bruxaria, em busca de um namorado, de mostrarem o que acham que seria superioridade, de alcançarem um suposto estágio evolutivo ou apenas para se sentirem especiais. Qualquer um pode adquirir um livro ou mesmo um pequeno manual de bruxaria. Em bancas de jornais encontram-se revistas comoWicca e Witch, com textos fáceis, coloridas e bem chamativas. Rituais, poções para vida sentimental e pequenos feitiços para amarrar quem você ama são itens do cardápio para atrair, principalmente, os adolescentes.

O que é Wicca

Wicca é uma prática religiosa que afirma celebrar a natureza e manipular positivamente “certas energias” supostamente naturais, com base também no que chamam de “equilíbrio e polaridade das energias”, sem livros “sagrados”, hierarquia sacerdotal ou dogmas. Embora recentemente estejam a buscar uma organização de sua base e firmar uma hierarquia sacerdotal, visando seu desenvolvimento futuro.De natureza xamanística, tem duas deidades maiores, que são reverenciadas e adoradas nos rituais: a “deusa”, que seria o aspecto feminino – em três aspectos: Virgem, Mãe e Anciã – e o seu consorte, o “deus” Cornífero, que seria o aspecto masculino. A Wicca é, essencialmente, uma religião imanente, e para grande parte dos wiccanos esta idéia também envolve elementos do animismo. Esta crença diz que a deusa e o deus (ou os deuses e as deusas) são capazes de se manifestarem fisicamente, na forma de uma pessoa, ao vivo, sobretudo nos corpos do Sacerdote e da Sacerdotiza, para fornecerem uma mensagem espiritual direta aos integrantes do ritual. Mas as Escrituras Sagradas afirmam: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2:5).

Algumas das práticas wiccanas se iniciam no solstício de inverno, quando o Sol está o mais afastado possível da Linha do Equador, mas o dia 31 de outubro, conhecido como Halloween ou Dia das Bruxas, em algumas culturas dos Estados Unidos e da Europa, para a maioria dos adeptos é considerado o início do ano. Seu nome tradicional é Samhain.
A bruxaria é considerada uma religião pagã antiga. Existe desde os primórdios da humanidade. Ela não foi trazida pelos africanos para a Europa, mas sempre existiu em cada aldeia e cidade europeia, onde alguém curava ou tivesse comportamento fora dos padrões pré-estabelecidos pela sociedade vigente. Essas pessoas conseguiam manipular energias, adivinhar ou ler o futuro de alguém, enfeitiçar pessoas com suas porções, conversar com animais e|ou Elementares da Terra; além de abrir portais para outras dimensões.

No caso da Wicca – bruxaria moderna – dizem conhecer e guardar os segredos da Natureza e de práticas de curandeirismo através das ervas. Consideram isso a ‘Arte da Sabedoria’. Acreditam que tudo o que se faz se voltará 3 vezes para o praticante. Acreditam também na existência dos Poderes Psíquicos, e cada bruxa possui seus próprios dons. Elas se habilitam fazer coisas além dos limites dos cinco sentidos.

A Wicca prega que a natureza segue certos padrões matemáticos. As folhas e galhos das árvores, por exemplo, segue a geometria sagrada com que tudo se relaciona na Razão Áurea (os pensadores gregos, principalmente, fizeram grande uso dessa geometria e da harmonia com a natureza). Agora existem outros padrões na natureza e nos planos espirituais indecifráveis pelos meios científicos e é justamente isso que os wiccanos procuram perceber e atuar.

A habilidade psíquica é mal interpretada pelo senso comum, pois é uma sensibilidade e percepção aos padrões da “Mãe Natureza”. Tais habilidades ajudam os wiccanos em muitas coisas: aumentar sua intuição, clarividência (lendo mapas astrais ou cartas de Tarô, por exemplo) e sentindo coisas inexplicáveis à Ciência, como o espírito dos mortos e a presença dos deuses. Essas habilidades podem ser treinadas. A Wicca ensina que tais habilidades são reais. Afinal, não é fácil usar algo que você não acredita que existe.

Adivinhação, rituais, tudo que obriga a exercitarem seus “músculos psíquicos”, além da meditação traça o perfil de um bruxo verdadeiramente forte. Tal qual a Maçonaria e a Rasacruz (AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz), a Wicca orienta seus iniciantes a fazer laboratório a noite para desenvolver suas habilidades. Só depois disso poderão agir no seu dia-a-dia.

O ritual da magia, em grande parte é influenciada pela magia cerimonial do passado, muitas vezes em conjunto com um código de moralidade liberal conhecida como a Wiccan Rede, embora não seja uma regra. Embora algumas tradições adorem o celta Cernunnos, símbolo da virilidade, e por vezes seja confundida com satanismo, os wiccanos não crêem em Lúcifer ou em satã.

Seu culto valoriza os órgãos genitais, tal qual o paganismo do Oriente Médio, onde se levantavam postes – ídolos (representações do órgão sexual masculino talhado na madeira, mais especificamente num tronco) para serem adorados, venerados, inclusive com oferendas. O sexo é considerado um ato mágico e libera muita energia. Para isso, alguns rituais requerem a prática na hora.
“E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Romanos 1: 23 a 25).

Assim, fazem pactos, misturam porções ditas “mágicas”, praticam rituais com cristais, pirâmides e outros objetos, e algumas jovens chegam a cortar os pulsos. Tendo a vassoura como seu maior símbolo, as bruxas wiccas, procuram cada vez mais formar discípulas para a perpetuação das suas práticas. “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” (2João 1:7).

As Tradições
Existem diversas tradições dentro da Wicca. Algumas, como a Wicca Gardneriana e a Alexandrina, seguem a linhagem iniciática de Gardner; ambas são frequentemente denominadas de wicca tradicional britânica, e muitos dos seus praticantes consideram que o termo “Wicca” possa ser aplicado unicamente a elas. Outras, como o Cochranianismo, Feri e a Tradição Diânica, tomam como principal influência outras figuras e não insistem em qualquer tipo de linhagem iniciática. Alguns destes não usam o termo “Wicca”, preferindo “Bruxaria”, enquanto outros crêem que todas estas tradições podem ser consideradas wiccanas.

Seus rituais contêm elementos das lendas de Ishtar (a virgem-mãe da Babilônia, conhecida, também, por Astarte e Cibeli) e de Demeter (a Ceres romana); tais lendas são interpretadas como um símbolo contínuo de morte e ressurreição.A crença na reencarnação não é aceita entre os wiccanos, embora fosse ensinada na década de 1930 nos New Forest coven. O influente Alto Sacerdote Raymond Buckland disse que uma alma humana reencarna nas mesmas espécies durante muitas vidas para aprender lições e progredir espiritualmente, mas nem todos creem nisso. Existe um ditado popular entre os wiccanos que é “uma vez bruxo, sempre bruxo”, mostrando que os wiccanos são reencarnações de bruxas do passado. “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9 : 27). As Sagradas Escrituras com este versículo nega a teoria da reencarnação.

Os wiccanos que acreditam em reencarnação dizem que as almas vivem entre o Outro Mundo e a Terra de Verão, conhecida nas escritas de Gardner como o “êxtase da Deusa”. Da mesma forma, estes wiccanos acham ser possível se comunicar com espíritos que moram no Outro Mundo através da mediunidade ou do tabuleiro “ouija”, principalmente durante o Sabbat de Samhain, embora alguns não concordem com isso, como o Alto Sacerdote Alex Sanders, pois dizia “estão mortos; deixem-os em paz.”Apesar de alguns wiccanos acreditarem na vida após a morte, este não é o principal foco da Wicca. Ela tende a se concentrar na vida atual porque, como observou Ronald Hutton, “se alguém faz seu melhor na vida presente, em todos os aspectos, a vida seguinte vai ser mais ou menos benéfica dentro do processo, então pode-se assim concentrar-se no presente.”

Na tradição Wicca existe a crença nos Quatro Elementos, mas em detrimento da filosofia na Grécia Antiga, ela é vista como simbólica em vez de literal, quer dizer que é representação das fases da matéria. Esses elementos são evocados nos rituais mágicos da Wicca e nomeados ao se consagrar um círculo mágico. Os quatro elementos são: Ar, Fogo, Água e Terra, acrescido de um quinto, o Éter (ou Espírito), que une todos os outros quatro elementos.

A Tradição ensina que cada elemento é associado a um ponto cardeal da bússola, sendo o ar oriental, o fogo sul, a água oeste, a terra o norte e o Espírito o centro. No entanto, alguns wiccanos, como Frederick Lamont, alegaram que os pontos cardeais foram definidos apenas visando a geografia do sul da Inglaterra, onde a Wicca emergiu, e que os wiccanos devem determinar os pontos de acordo com sua região. Cada um dos elementos também possuem uma ferramenta exclusiva nos rituais, sendo a varinha para o ar, o athame – faca – para o fogo, o cálice para a água, o pentáculo para a terra e o próprio círculo mágico (ou o caldeirão mágico) para o espírito. Cada um dos Cinco Elementos são representados por cada ponta do pentagrama, o símbolo mais utilizado da Wicca, com o Éter (ou o Espírito) no ponto mais alto. 

“Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus” (Deuteronômio 4: 19). A Sagrada Escritura é contra adoração as estrelas, sol, lua, pedras, plantas, animais e a qualquer coisa que não seja o Senhor de Israel.
Histórico
Desde o século XX, a Bruxaria tornou-se a sucursal do novo paganismo, especialmente dentro da Wicca, cujo pioneiro foi Gerald Gardner, que resgatou uma antiga tradição religiosa da bruxaria com raízes pré-cristãs (alguns wiccanos dizem que é a mais antiga religião do mundo). Na década de 1920 e 1930, a egiptóloga Dr. Margaret Murray escreveu diversos livros detalhando as teorias de que as bruxas e bruxos caçados durante a Idade Média, pela inquisição católica, não eram adeptas do satanismo, mas sim de uma religião pagã pré-cristã que adorava o deus-cornífero — o Culto Bruxo. Antes de Murray, nomes como Girolamo Tartarotti, Matilda Jocelyn Gage, Jacon Grimm, Karl Pearson, Jules Michelet e Charles Leland já escreviam linhas ou livros inteiros sobre o contraste entre as duas religiões na Idade Média e Renascimento.

“Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei, (…) Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra” (Deuteronômio 17: 3 e 5).
Nos anos 30, apareceu a primeira evidência de uma prática pagã de bruxaria (reconhecida como Wicca) na Inglaterra. Diversos grupos em todo o país, em lugares como Norfolk, e Cheshire se autoproclamaram continuadores da tradição do Culto Bruxo de Murray, embora estivessem abertos a influências de diversas outras fontes, tais como a Magia Cerimonial, a Maçonaria, a Teosofia, o Romantismo, o Druidismo, a mitologia clássica e as religiões asiáticas.

A Bruxaria tornou-se mais forte na década de 1950 com a revogação da Lei de Feitiçaria de 1735, da qual diversas figuras, como Charles Cardell, Cecil Williamson e notavelmente Gerald Gardner, começaram a propagar suas próprias idéias. Gardner foi iniciado no New Forest coven em 1939, antes de formar sua tradição, mais tarde chamada Gardnerianismo. Sua tradição, auxiliada por sua Alta Sacerdotiza Doreen Valiente e com a publicação de seus livros A Bruxaria Hoje (1954) e O Sentido da Bruxaria (1959), logo se tornou a tradição dominante no país, e se espalhou para outras regiões das Ilhas Britânicas. 


São comuns os boatos de que o verdadeiro autor por detrás dos escritos de Gerald Gardner, tenha sido o mago inglês Aleiter Crowley. Contudo, não existem evidências que deem sustentação a esta teoria. Por outro lado, Gardner não apenas foi um membro iniciado de VIIº da Ordo Templi Orientis (ordem liderada e reformada por Crowley de uma academia maçônica para uma organização independente seguidora da filosofia conhecida como Thelema) como recebeu autorização para liderar os trabalhos da Ordem na Inglaterra. É clara a herança thelemica dentro da Wicca. O postulado “faze o que tu queres desde que não faças mal a ninguém” é facilmente percebido como uma adaptação do primeiro postulado da Lei de Thelema: “Faze o que tu queres será o todo da Lei”.

O termo “Wicca” foi primeiramente aceito nas décadas de 1960 e 70 como parte da religião Wicca da época. Antes disso, o termo “Witchcraft” era utilizado de forma mais histórica e ampla. Apesar de baseada na palavra wiccian do inglês antigo, que se referia apenas e exclusivamente aos feiticeiros (sendo wicceutilizada para se referir às feiticeiras do sexo feminino), o indivíduo real que cunhou o termo “Wicca” é desconhecido, embora especula-se que tenha sido Charles Cardell, muito certamente na década de 1950. Gardner usava a palavra wiccian com o sentido de “jogar com a sorte”. Nos dias de hoje, trata-se o praticante da religião através da sua linhagem tradicional. Assim, ao invés de dizer que alguém é Bruxo ou Wiccano ou Wiccaniano ou Wiccan, trata-se o praticante da religião como Gardneriano, Xandrino, Georgino, etc. para que estas situações se resolvam por vez. 

A Wicca absorveu ao longo do tempo diversos deuses com seus panteões e dogmas. Religião pagã absorvendo outra. O que torna a Wicca hoje distante do que começou e com um aspecto mais envolvente, principalmente para as jovens, que vêem nisso uma oportunidade de conseguirem seus sonhos e aspirações. Pode-se dizer que é o verdadeiro laço das energias negativas para angariar adeptos e diminuir drasticamente os que são da luz neste mundo.De maneira curiosa, 1.434 pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos se identificaram como wiccanos, tornando a Wicca a maior religião não-cristã dentro dessa comunidade.

“O wiccano é um homem de quarenta anos, ou uma mulher de trinta anos, caucasiano, razoavelmente bem educado, não ganha muito, mas provavelmente não é muito preocupado com coisas materiais, alguém que faz parte do que os demógrafos chamariam de classe média baixa.” O esteriótipo de um wiccano, de Leo Ruickbie, 2004.“(…) mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3: 4 e 5).

No Brasil, de acordo com o gráfico mostrado, até o ano de 2000, haviam cerca de 10.000 a 50.000 wiccanos, embora não haja uma diversificação entre a Wicca e as outras tradições neopagãs; isso fez com que no Censo 2000 os wiccanos fossem incluídos nos grupos de “outras religiões” e “Religiosidade não Determinada”. De qualquer forma, desde a década de 1990 a Wicca, ou a Bruxaria em geral, cresceu muito no país, especialmente em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e em algumas cidades do Nordeste.
De 2000 à 2010, a religião Wicca teve um crescimento absurdo e, por mais que no Censo 2010 realizado pelo IBGE, a religião Wicca, o Paganismo e o Neo-Paganismo não tivessem sido incluídos na relação das religiões existentes no país, pode-se dizer que muitos dos seguidores das religiões pagãs e neo-pagãs, como é o caso da religião Wicca, foram distribuídos entre as tradições esotéricas (74.013 seguidores), outras religiões (11.306 seguidores) ou religiosidade não determinada/mal definida (628.219 seguidores). (Fonte: Wikipédia).

Prática & AcessóriosMuitos são os acessórios utulizados nos rituais. As ervas mais comuns são açafrão e alecrim; os incensos são de eucalipto, cravo-da-índia e bálsamo; as pedras são quartzo azul, amarelo e azul – marinho. O Pentagrama, a Vênus de Willendorf e o selo de Salomão são os símbolos, e as beberagens mais usadas são o ponche do amor, a poção da fartura e a poção do amor. Tudo isso seria usado para estimular o positivismo, que seria a modificação psicológica em favor do objetivo almejado.

A pesquisadora de neopaganismo e Alta Sacerdotisa Margot Adler, definiu o ritual como “um método de reintegração de indivíduos e grupos para o cosmos, e um vínculo com as actividades da vida quotidiana com o significado, muitas vezes esquecido, do presente”, escreveu que os rituais, celebrações e ritos de passagem não são “experiências repetitivas”, mas sim praticadas com o objetivo de induzir uma experiência mística nos participantes, alterando assim sua consciência.

Até mesmo o Alto Sacerdote e historiador Aindam Kelly apontou que o ritual vem primeiro, o mito vem em segundo, na wicca. Por essa razão Adler afirmou que “ironicamente, considerando os muitos pronunciamentos contra a bruxaria como uma ameaça para a razão, a Craft é um dos poucos pontos de vista religiosos totalmente compatível com a ciência moderna, permitindo total ceticismo sobre até mesmo seus próprios métodos, mitos e rituais.”

O athame (faca), muito utilizado é um símbolo do falo do deus Cornífero.

Existem muitos rituais na Wicca que são usados para celebrar os Sabás, adorar as divindades ou fazer feitiçaria. Geralmente são realizados em lua cheia, ou durante a lua nova, que é conhecida como Esbat. Nos ritos típicos, o coven ou os bruxos solitários reúnem-se dentro de um círculo mágico. Pode ocorrer a evocação dos “Guardiões” dos pontos cardeais, ao lado de seus respectivos elementos clássicos: Ar, Fogo, Água, Terra e o Éter. Uma vez com o círculo traçado, podem ocorrer um ritual sazonal, orações ao deus e a deusa, e/ou feitiços à algum tema em especial.

Estes ritos incluem ferramentas mágicas: como uma faca chamada athame, uma varinha, um pentagrama, um cálice, às vezes um cabo de vassoura, um caldeirão mágico, velas, incensos e uma lâmina curva conhecida como bolline. Na maioria das vezes, o altar é obrigatório dentro do círculo, onde todas ou parte das ferramentas citadas são colocadas e, às vezes, junto a representações do deus e da deusa. Antes de entrar no círculo, algumas tradições se banham. Depois de um ritual terminado, os adeptos agradecem os deuses e o círculo é fechado.

O círculo mágico é de extrema importância para a magia e é tido como um lugar de reunião, de amor, de alegria, de verdade; na Wicca, é um escudo contra o mal e serve também para preservar e conter o poder mágico. Resumo da ideológica da coincidência dos opostos e o equilíbrio dos contrários, o Círculo Mágico é traçado às vezes com giz, carvão ou mesmo simbolicamente com a vareta, no chão, e pode ser considerado um baluarte que inclui figuras que correspondem ao triângulo, ao quadrado, ao pentágono, ao hexágono (mandala).

Em grandes círculos, o Mago pode incluir os nomes das entidades a serem evocadas, ao passo que nos círculos menores, que correspondem aos quatro pontos cardeais, muitas vezes são postas figuras da Cabala (livro de magia dos judeus, considerado o espiritismo judaico) e, no centro, mantras ou signo, cujo valor simbólico deve estar de acordo com a potência evocada. O Mago nunca deve sair do Círculo Mágico antes do término da operação e geralmente atua com as costas voltadas para o Oriente.

Um aspecto sensacional da Wicca, especialmente no Gardnerianismo e na Tradição Alexandrina, e que faz parte dos elementos sexuais que são fundamentais na religião, é despir-se e fazer o ritual com todos os membros nus, prática conhecida como skyclad. A nudez indica o abandono da persona social “em face de um mistério”. Outras tradições usam roupas com cordões amarrados na cintura ou até mesmo vestimenta normal. Em certas tradições, a magia sexual é realizada sob a forma do Grande Rito, onde o Alto Sacerdote e a Alta Sacerdotisa invocam o deus e a deusa, que se apossam deles, antes de realizarem uma real relação sexual a fim de aumentar a energia mágica da feitiçaria. Em casos mais comuns, no entanto, essa relação sexual é feita simbolicamente, usando o athame como o falo do deus e o cálice como a vulva da deusa.

– O mais importante é a nossa intenção, a vontade. O poder está na vontade. Querer é poder. Chegará o dia em que não serão mais necessários o caldeirão e as velas, porque a intenção será forte o suficiente para se ver as coisas no concreto, para se poder manipular a energia – afirma uma praticante, que prefere se identificar apenas como A.L.Defendem a bandeira do “amor” e do “liberalismo”. Defendem o homossexualismo. Abrigam diversos jovens com tal comportamento (alguns são EMOS), alegando liberdade para “amar”. Deus não criou o homossexualismo, mas sim o amor heterosexual (homem com sua mulher). Está escrito: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1: 27). Não há referência a outro sexo. Além do mais Deus destruiu Sodoma e Gomorra por serem sedes desse tipo de comportamento errôneo.

Quando a Sagrada Escritura se refere ao amor, não é esse das novelas ou filmes, mas o amor sacrificial. No grego encontramos três palavras para definir amor. Primeiro: Ágape – Amor de Deus, sacrificial. Este traz a dor da renúncia, de abdicar o seu “EU”, a sua vontade, em prol de uma causa. A decisão é tomada na mente, por isso é consciente. Aqui prova-se a devoção ao Senhor através do despojamento, da entrega total. Nada pode ter mais valor do que a vontade de Jesus; por isso o que mais estimamos sacrificamos. Já o segundo é oPhilos – É o amor fraterno, de um irmão para o outro. Daí a palavra Philosofia (Philos- amigo; sofia- saber = Amigo do Saber); e, finalmente, o terceiro: Eros – Amor Heterosexual (de um homem para uma mulher). Pratique o Ágape.

Muitos dos rituais wiccanos tem apelação ao sexo. Acreditam ser um ato energético e que torna a magia mais forte. Alguns elementos utilizados recebem nomes de órgãos genitais masculinos e femininos, descrevendo assim a relação do deus cornífero com a deusa. Dentro do paganismo, principalmente nas saturnais, a promiscuidade era uma forma de liberar e passar energia – um ato mágico. A pedofilia, mesmo com os do mesmo sexo, era muito cultuada entre eles nos tempos antigos.Não estou sendo preconceituoso quando escrevo estas coisas, mas há quem me condene por isso. Seria preconceito explicar que 2+2=4? Assim como a Matemática é Lei Universal – é absoluta -, a Bíblia também o é. Disse Deus: Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”. (Romanos 1:23 à 26).

Acreditam que o “Eu” interior deve ser ouvido e dar liberdade de ação para as intenções do coração. As Escrituras Sagradas alegam que o coração do homem é o centro de suas emoções e este é enganoso, corrupto, quem o conhecerá? O coração não foi feito para tomar decisões e tão pouco para conduzir a vida de alguém, ainda mais sabendo dessa característica má apresentada no livro de Jeremias 17: 9 e 10:

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações”.
Quem entrega a direção de sua vida ao coração estará fadado ao fracasso. O sentimento enfraquece o ser humano e Deus não se manifesta na vida de alguém que chora, faz birra, autocomiseração, mas tão somente pela FÉ. A Fé é uma partícula de Deus dentro de nós. Todos têm, mas precisam aprender a usá-lá e no Deus certo, seu nome é Jesus Cristo. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

A Fé se processa na mente do ser humano e pode ser usada para o bem ou para o mal. Quando a fé é alimentada com as palavras do Pai das Luzes, então produz frutos pacíficos, mas quando é usada para o mal, produzirá ansiedade, angústia, depressão, doenças e etc. Ouça a Palavra de Deus para fortalecer sua fé e receba poder para curar, libertar, prosperar e unir pessoas.
Segundo a Wicca: “Embora muitos cristãos fanáticos e ignorantes possam nos acusar de acreditar no diabo, nós não somos uma religião má. A magia negra é extremamente proibida e nós não acreditamos no demônio”. Muita gente dentro dessas religiões são sinceras, pois estão à procura de Deus, mas infelizmente procuram nos lugares errados e por isso se magoam e ficam frustradas. Saiba que a Verdade está junto de você. É preciso tirar a venda dos seus olhos. Esqueça essas filosofias, estórinhas de criança e “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55:6).
“Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus” (Deuteronômio 18:9 à 13).

Jovem Fez pacto com a Wicca

Para Rakel Rade Bolzan, 19 anos, seu envolvimento com a wicca só trouxe infelicidade, angústia e desejo pela morte. Toda beleza que lhe fora apresentada caiu quando ela se envolveu profundamente com a tradição da magia.Ela foi convidada por uma amiga para se tornar uma wicca, quando esta soube dos conflitos domésticos que a jovem enfrentava. O argumento usado foi de que ela encontraria a solução para os seus problemas.

– No início, eu me sentia tranquila e relaxada quando fazia os rituais, mas a minha família continuava a mesma, o que significava não estava surtindo efeito. Então, comecei a querer desenvolver mais meu lado místico, o que foi uma passagem para o satanismo.
Cheguei até a fazer um pacto com Satã, entregando a minha alma e a minha família para ele. Queimei vela com cera quente sobre o meu corpo e, junto com aquela amiga, bebia sangue humano. Depressão, angústia e insônia, além do uso de drogas, levaram-me a tentar o suicídio. Cortei os pulsos, e outra vez tomei uma caixa inteira de barbitúricos – confessa a jovem.

Ela conheceu a Força Jovem Brasil, na Igreja Universal do Reino de Deus, através do Conselho Tutelar de Porto Alegre.- Fui a reunião mais para curtir, mas acabei gostando, porque os jovens me acolheram com todo o carinho, que era algo que no mundo eu não tinha, e me ajudaram muito. Hoje estou liberta e a minha vida está n mão de Deus – ressalta Rakel.

“Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova (…). Que dizem ao pau: Tu és meu pai; e à pedra: Tu me geraste; porque me viraram as costas, e não o rosto; mas no tempo da sua angústia dirão: Levanta-te, e livra-nos” (Jeremias 10: 2, 3, 4 e 2:27).

Advertências da Palavra do Eterno:Não consultar os astros nem os pontos cardeais: “Já estas cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se, pois, agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti” (Isaías 47: 13).

Não praticar a bruxaria sob qualquer hipótese: “E queimou a seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para o provocar à ira” (2 Crônicas 33:6).Não servir a mais ninguém, além de Deus: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4: 8,9 e 10)..

Não entrarão no Céu feiticeiros (bruxos) e idólatras: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22: 15).

Existem muitos deuses e filosofias que tentam impedir o ser humano de encontrar o Verdadeiro. A mesma energia maligna que incita o homem a cultuá-la, também o faz esquecer de Deus. Leva-o à incredulidade, ao materialismo, a bruxaria ou mesmo a uma vida monótona e “sossegada”, desligado do Eterno e de sua Casa estabelecida na Terra. Os verdadeiros adoradores não podem ficar parados!

Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad.


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