Após 43 anos, Ceilândia atrai cada vez mais empreendimentos Ceilândia

Após 43 anos, Ceilândia atrai cada vez mais empreendimentos Ceilândia representa 8% da renda domiciliar do Distrito Federal e arrecada 25% dos tributos recolhidos na capital do país. Com 449.500 moradores e dinheiro em circulação, a cidade não para de receber grandes empreendimentos

Rodolfo Costa

Não faltaram os parabéns e um bolo gigante para comemorar os 43 anos da cidade: fim de semana será marcado por diversas atrações

Ceilândia está em festa. Ontem, pelo menos 2 mil pessoas compareceram ao centro para cantar os parabéns pelos 43 anos da cidade e comer um pedaço do bolo de 43 metros. Com música e queima de fogos, a população celebrou o aniversário de uma das regiões administrativas que mais cresce no Distrito Federal. Para se ter ideia, hoje, Ceilândia tem a terceira maior renda domiciliar total, atrás apenas do Plano Piloto e de Águas Claras. Responde por 8% do que ganham as famílias brasilienses, segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Com dinheiro em circulação, a maior cidade do DF atrai muitos empreendimentos. Já conta com três unidades privadas de ensino superior, um câmpus da Universidade de Brasília (UnB), e o Shopping JK se instalou no ano passado na região administrativa (leia Para saber mais). “É um mercado que não é formado por uma renda mensal per capita elevada, mas por um grande contigente de consumidores”, destaca o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya. Atualmente, a cidade, que tem 449.500 habitantes, responde por 16,5% da população do Distrito Federal.

Na avaliação de Miragaya, apesar do crescimento, ainda é prematuro dizer que Ceilândia deixou de ser uma “cidade dormitório”. “Ela gera 67 mil postos de trabalho para 182 mil trabalhadores que moram na região. Ou seja, apenas 37% das pessoas moram e trabalham na cidade. São números inferiores a Taguatinga e ao Plano Piloto”, explica. Contudo, ele traça prognósticos otimistas para daqui 16 anos. “A tendência é de que a proporção da população entre Ceilândia e o Distrito Federal chegue a 20%, em um salto para 700 mil pessoas em 2030. O ritmo de crescimento vai ser mais acelerado, e a aposta é de que, além do mercado ter alta numérica, o nível de renda crescerá acima da média do DF”,

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