Aliança PSB-PPS: Partidos só discutirão mais tarde coligações


Aliados no nível federal, os dois partidos só discutirão mais tarde coligações para disputar cargo de governador

Renata Noiar

Especial para o Jornal de Brasília

Embora já confirmado o apoio do PPS à pré-candidatura do governador Eduardo Campos, do PSB, à Presidência da República, não se chegou a acertar uma aliança para unir os dois partidos para a disputa ao Buriti. A seção brasiliense do PPS pressionava nesse sentido, mas não houve acordo durante de reunião de Campos com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, a pré-candidata Eliana Pedrosa, e membros da executiva nacional do partido. 

No encontro de ontem, segundo a distrital Eliana Pedrosa, ficou acertado que os partidos indicarão interlocutores para discutir os arranjos locais, que por sua vez seguirão o entendimento feito pelos dois partidos no plano nacional. Uma possível aliança estará condicionada ao conteúdo das propostas feitas para o governo.

Afinidade nas propostas

“As propostas dos candidatos nos estados têm de mostrar afinidade para que se consolide um apoio”, afirmou Eliana Pedrosa.

Entretanto, o senador Rodrigo Rollemberg —já lançado candidato a governdaor pelo PSB — não confirma que exista um entendimento para que as alianças locais acompanhem as nacionais. Para Rollemberg, o apoio do PPS a Eduardo Campos, sobretudo no DF, não implica coligações locais.

“Estive com Eduardo Campos e Roberto Freire na semana passada, quando o PPS entregou suas propostas para o plano de governo e em nenhum momento ficou condicionado o apoio do PPS a qualquer candidatura local”, ressaltou. O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, confirmou essa tese.

Mesmo não tendo avançado ainda nas conversas com o PSB, Eliana Pedrosa acredita que a coligação entre os dois partidos poderia ser uma alternativa para as próximas eleições.

PDT é a prioridade

Caso se consolide a aliança, Eliana reconhece que o senador tem mais visibilidade. Já o PSB considera a candidatura de Rollemberg estratégica para o projeto presidencial do partido. De seu lado, o PPS vem trabalhando há bastante tempo. Eliana acredita, porém, no trabalho de base que tem feito nas cidades do Distrito Federal.

Mesmo não abrindo mão da candidatura própria, o senador confirma o interesse em uma ampla aliança. Avisa, porém, que a admite prioridade do seu partido é a aliança com o PDT, do senador Cristovam Buarque e do deputado José Antônio Reguffe. “Temos interesse em conversar, sim, e não descartamos o apoio. Mas nossa aliança em Brasília é com o PDT, com quem estamos conversando há mais de dois anos. Só depois, como o PDT, vamos conversar com outros partidos”, disse Rollemberg.

Decisão caso a caso

1 O acordo entre PPS e PSB no plano federal, em torno do nome do governador Eduardo Campos para presidente da República, já está ratificado.

2 Não há, porém, uma decisão sobre a reprodução dessa aliança na disputa de governos estaduais e do Distrito Federal. Candidatos regionais dos dois partidos pressionam as cúpulas para que negociem acordos em torno de seus nomes.

3 No caso do PPS, alega-se que o partido já apoia candidatos do PSB em cinco estados e, por isso, deveria receber seu apoio ao menos no Distrito Federal, Amazonas e Maranhão, onde tem nomes fortes.

4 Com isso, há risco de que Eduardo Campos tenha três palanques em Brasília: os de Eliana Pedrosa, do PPS, Rodrigo Rollemberg, do PSB, e de José Antônio Reguffe, do PDT, ligado à sua vice Marina Silva.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: