Ajude o Lucas


Texto: Redação / Fotos: Ueslei Marcelino

Conheça a história do menino Lucas Neres que respira por meio de um galão de oxigênio
Lucas Neres, 16 anos, mora em Brasília e sofre de insuficiência respiratória, provocada por uma doença chamada bronquiolite obliterante. Quando bebê, Lucas teve de retirar o pulmão esquerdo. O direito funciona com apenas 25% da capacidade e, para respirar, o jovem precisa usar um balão de oxigênio 24 horas por dia. Sua luta agora é para fazer um transplante de pulmão. Para isso, terá de ir a Toronto, no Canadá. O procedimento custa em torno de R$ 750 mil e seria feito por um especialista brasileiro no exterior. A médica que o acompanha, Cristina Reis, já enviou uma série de exames para o profissional. Ele avaliou que Lucas tem todas as condições de obter sucesso no transplante. GPS|Brasília apoia esta causa e conta sua história. Confira e colabore


Por Ueslei Marcelino

“Prazer, meu nome é Lucas Neres e estou sobrevivendo”. Assim começava minha conversa com Lucas, um menino portador de uma doença rara e grave, conhecida como bronquiolite obliterante. Mesmo lutando a cada minuto pela vida, ao longo de nosso encontro, não deixei de vê-lo exibindo um sorriso em seu rosto um instante sequer.

Ainda um bebê, Luquinhas, como é chamado pelos amigos, teve o pulmão esquerdo retirado devido a um vírus que destrói suas células. Hoje, aos 16 anos, vive o drama de ter apenas um pulmão e, ainda assim, vê-lo funcionar apenas com um terço da sua capacidade. Para respirar de verdade, o jovem precisa usar gás de oxigênio 24 horas por dia. Na avaliação médica, sem o auxílio do oxigênio, ele corre o risco de ter morte súbita, resultado de um coração que sofre com o desgaste físico.

Irani Neres, a matriarca da família, é quem corre para tentar salvar o filho e dar a ele qualidade de vida. Acorda cedo, prepara o café, arruma o uniforme, separa os remédios. É ela quem está ao lado do filho para que ele acorde todos os dias para viver. Uma verdadeira batalhadora. Devota de Nossa Senhora de Fátima, não hesita em dizer que ver o filho vivo é como um milagre.

Os dois moram na periferia de Brasília, em uma casa humilde, localizada no bairro de Arapoanga, saída norte da Capital Federal. A cor verde, além de estar presente nas paredes, nas roupas, nos cadernos, está pintada na alma dessa família e representa duas coisas: o Palmeiras, time do coração, e a Esperança da cura, do transplante. Dona Irani administra a casa graças ao auxílio-doença que o governo concede a Lucas por invalidez. Isso lhe garante um salário-mínimo para o sustento da família. Com esse dinheiro, ela compra comida e os muitos remédios que o menino precisa diariamente. Um verdadeiro malabarismo financeiro.

Depois de seis meses sem estudar, Lucas conseguiu voltar a frequentar as aulas no Centro de Ensino Fundamental Arapoanga, em Planaltina, graças a corajosa iniciativa do diretor Jordenes Ferreira. Ele assinou um documento se responsabilizando pelos riscos de ter Lucas no colégio. Uma máquina que produz oxigênio foi instalada dentro da sala de aula especialmente para o retorno do garoto.

Foi fácil entender a atitude do diretor ao ver a alegria e a força do menino em sala e na hora do intervalo. “Quero ver ele realizar seus sonhos, conviver com os amigos, namorar, jogar futebol e se livrar dos galões de oxigênio de uma vez por todas”, afirma o diretor, com os olhos que se enchem de lágrimas todas as vezes que toca nesse assunto. Até porque realizar esse desejo, comum a todos que convivem com Lucas, por ora, é um sonho distante.

Para aposentar os galões de oxigênio, a solução é um transplante unilateral de pulmão, realizado somente no Canadá. O tratamento é muito caro. Inviável para dona Irani. Os gastos totais ficariam em torno de USD 300 mil, que incluem passagens, hospedagem, alimentação ao longo dos dois meses de internação do garoto. Tempo mínimo para preparo antes da cirurgia e observação pós-operatório.

E como conseguir tanto dinheiro? Lucas e Irani viram na solidariedade de quem conhece sua história uma esperança. Amigos, vizinhos, canais de televisão, rádios e muitos voluntários tentam ajudar essa história a ter um final feliz. A corrente começou com jovens de Brasília que fazem parte da Mancha Verde (torcida organizada do Palmeiras) e ganhou a cidade. O time de basquete do Palmeiras, em benefício a Lucas, o levou para a quadra, em São Paulo, e doou a renda da partida. Hoje, existe um canal eletrônico criado para arrecadar dinheiro e ajudar o Lucas nessa corrida contra o tempo. Basta acessarwww.ajudeolucas.com.br para fazer uma doação. Em dois meses de campanha, já se arrecadou R$ 110 mil.

Lucas me diz o quanto é difícil para ele ler a quantidade de doenças que acumula: Bronquite Obliterante, Hipertensão Arterial Pulmonar e Artrite Reumatoide Reativa. “Se eu ficar pensando nisso, não terei ânimo para acreditar na boa vontade das pessoas em me ajudar. Meu maior sonho ainda é ficar vivo”, afirma o garoto. “E eu sei que vamos conseguir”, finaliza.

GPS|Brasília apoia esta causa. Quer ajudar o Lucas? Saiba como:

Caixa Econômica Federal
Irani Neres Santana
Agência 0973/ Operação 013
Conta Poupança – 766405-5

Irani Neres de Santana – (61) 9299-6811


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