Agnelo Queiroz



Em 2013, o governo bateu recorde de investimentos em escolas, infraestrutura e hospitais. Além disso, desfez as dúvidas sobre o sucesso do novo estádio: em seis meses, recebeu 600 mil pessoas

Perfil

Governador do Distrito Federal e médico, 55 anos, casado e tem dois filhos

Nasceu em Itapetinga (BA), mas se mudou para Brasília em meados da década de 1980

Se 2013 tem uma marca para o governo de Agnelo Queiroz, esta é o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Inaugurada em maio, a arena com capacidade para 72 mil torcedores consolidou-se como um dos campos de futebol mais importantes do país. Caiu o mito de que a grande obra, que consumiu R$ 1,5 bilhão, seria um elefante branco sem condições de atrair um grande público fora da Copa do Mundo.

Em seis meses de operação e 17 eventos, o Mané Garrincha recebeu mais de 600 mil pessoas, quase o dobro do público que a estrutura antiga conseguiu em 36 anos. Foram 13 partidas de futebol, entre as quais a abertura da Copa das Confederações, com o jogo entre Brasil e Japão; um evento institucional e três shows. A apresentação da cantora pop Beyoncé levou 30 mil pessoas ao estádio.

Para o governador do Distrito Federal, a estreia do Mané Garrincha dentro do prazo previsto e acertado com a Fifa foi uma vitória. Agnelo acompanhou o dia a dia da obra, cobrou resultados e adiou a inauguração para ter certeza de que o empreendimento estava dentro dos padrões de qualidade para a Copa de 2014. “O sucesso de público mostrou que errou quem apostou contra o estádio. O Distrito Federal reúne torcidas do país inteiro ,e todos os times querem jogar aqui”, diz Agnelo.

Basta dizer que, neste ano, o Campeonato Brasileiro de Futebol teve o maior público no Mané Garrincha. A partida entre Flamengo e Santos bateu recorde de torcedores, 63.501 pessoas, e de renda, R$ 6,9 milhões.

Durante a Copa, o Mané Garrincha vai receber sete jogos, o maior número entre todas as cidades-sede, empatado com o Maracanã. “E ainda estamos na disputa pelo Leed Platinum, que pode premiar o estádio como reconhecimento de que a construção é altamente sustentável”, afirma o governador. A arena de Brasília pode ser a primeira da história a receber o selo internacional.

O secretário da Copa, Cláudio Monteiro, acredita que o ano foi muito promissor para o esporte em Brasília. “Além da inauguração do estádio, Brasília foi eleita sede da Universíade (os jogos de verão de 2019, o maior evento universitário do mundo), o que coloca a cidade num patamar internacional”, aposta.

No campo da política, Agnelo marcou um gol ao conseguir fechar um acordo para reedição da aliança entre PT e PMDB. “Depois de dois anos difíceis, arrumando a casa e os problemas que herdamos, em 2013 pudemos fazer muitas realizações”, diz o governador.

Foi um ano de desempenho recorde nos investimentos. Até novembro, o GDF tinha aplicado R$ 2,2 bilhões em obras de infraestrutura, construção de escolas e melhorias nos hospitais.


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