Advogados tentam nova cartada no STF para mudar penas de mensaleiros

Advogados tentam nova cartada no STF para mudar penas de mensaleiros Detidos na Papuda começam a apresentar recursos em série ao Supremo. José Genoino passa mal e pede prisão domiciliar

Diego Abreu  Maria Clara Prates, e

Étore Medeiros

Genoino chega a Brasília para começar a cumprir a sentença: defesa quer deputado em prisão domiciliar

A falta de informações precisas nas ordens de prisão expedidas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, reforça a estratégia de defesa dos 11 condenados que estão presos em Brasília, na tentativa de obter a mudança do regime de cumprimento da pena e a transferência dos detentos para outras cidades. Entre as petições de réus do mensalão, que já começaram a chegar à Corte, chama a atenção a apresentada pela defesa do ex-presidente do PT José Genoino, que é cardiopata e “passou muito mal”, conforme relatou seu advogado, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso desde a noite de sábado.

Deputado federal licenciado, Genoino, 67 anos, submeteu-se à cirurgia cardíaca em julho, quando sua aorta ascendente acabou substituída por um tubo, e pediu aposentadoria na Câmara. Na petição, protocolada de forma eletrônica, o advogado Luiz Fernando Pacheco pede a prisão domiciliar de Genoino. Ele juntou o laudo de três médicos que atestam o estado debilitado de saúde do parlamentar — a prisão dos mensaleiros foi um dos principais assuntos debatidos ontem nas redes sociais.

“Situações de cansaço e de esgotamento contribuem para a piora de uma pessoa que tem doença coronariana, independentemente do uso de medicamentos ou da dieta que esteja seguindo”, diz o médico Fernando Augusto da Costa, cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e diretor do Instituto Paulista de Doenças Cardiovasculares.

Marcos Valério é um dos sete condenados que quer cumprir a pena em Minas Gerais. José Dirceu tentará transferência para SP
Já o cardiologista Dante Giorgio, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, acredita que “tudo depende do tipo de cirurgia que foi feito e das condições clínicas do paciente”. “Conheço o caso de um homem que operou na quarta-feira e no sábado foi dirigindo seu carro de São Paulo a Mato Grosso do Sul. Ou seja, não existe um diagnóstico padrão”, afirmou.http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/especiais/osnomesdomensalao/2013/11/18/MateriaMensalao,399063/advogados-tentam-nova-cartada-no-stf-para-mudar-penas-de-mensaleiros.shtml

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