A vez dos amadores na campanha do DF e os mortos vivos que sonham com o Buriti


Por Edson Sombra

O lançamento da candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PR) ao Buriti, supostamente se unindo a Joaquim Roriz (PRTB), com as bênçãos do governador de Goiás Marconi Perillo, além da candidatura a reeleição do petista Agnelo Queiroz, faz da próxima campanha supostamente uma briga de amadores e mortos vivos.

Outra vez o discurso será de buscar-se o novo, dirão que as ruas buscam um desejo de mudança completa na estrutura política local.

Se for verdade, a conclusão é de que existem grandes chances de sair uma nova cara para disputar o próximo pleito, que pode ser: Rodrigo Rollemberg (PSB), Eliana Pedrosa (PPS), Alberto Fraga (DEM), Antônio Reguffe (PDT), Liliane Roriz (PRTB), Izalci Lucas, Marcio Machado, Luiz Carlos Pitiman (PSDB) e Jofran Frejat (PR). No momento, no conceito de alguns caciques, são os amadores.

Uma breve analise de cenários:

Joaquim Roriz e suas principais virtudes e dificuldades:

1- Não contaria com apoios de PSDB e DEM obrigados pela Direção Nacional;

2- Apesar da elevada idade, isso não o impediria de uma campanha onde é o mais forte: Na rua;

3- Dependeria de ser liberado pelo Judiciário, atualmente está inelegível.

José Roberto Arruda. Virtudes e dificuldades:

1- O PSDB não teria dificuldade em tê-lo como cabeça de chapa, uma vez que suas relações com o partido são fortíssimas, e lá conta com o seu leal amigo Márcio Machado;

2- O DEM o vetaria nacionalmente;
3- Os partidos que pensam em abandonar o PT, a maioria não subiria em seu palanque;

4- O PR sendo base de Dilma, não atrairia os demais partidos de oposição;

5- Parte da população o rejeita pela Caixa de Pandora;

6- Enfrentaria uma campanha extremamente dolorosa pela TV, embora alguns dos seus aliados, já tenham na ponta da língua como rebater as acusações que virão contra ele;

7- Alto desgaste no mundo político.

Agnelo Queiroz. Virtudes e Dificuldades

1- Reestruturou várias carreiras de servidores do GDF;

2 – Afirma que terminou algumas e construiu inúmeras obras;

3 – Vai entrar para história do DF, como o governador que construiu o Estádio Nacional;

4 – Atualmente conta com baixíssima popularidade;

5 – É o segundo governador mais rejeitado do país;

6- Conta com os partidos aliados do PT Nacional, e com os deputados distritais a quem distribui inúmeros cargos;

7- Terá que justificar o não cumprimento das promessas feitas em 2010 a milhões de eleitores diante das dificuldades na Saúde, transporte e Segurança, áreas sensíveis e com grandes problemas.

Os três, Roriz, Arruda e Agnelo são os profissionais. 


Enquanto isso:

Rodrigo Rollemberg PSB estará no palanque que apoiar Eduardo Campos.

Izalci, Marcio Machado e Pitiman do PSDB, estarão no palanque de Aécio Neves.

Antônio Reguffe (PDT) estará no palanque em que estiver Marina Silva.

Eliana Pedrosa (PPS) e Alberto Fraga (DEM), estão liberados para estarem nos palanques tanto de Eduardo Campos, quanto o de Aécio Neves, mas estão vetados para subirem no palanque do PT.

Liliane Roriz pode compor o palanque que desejar, mas somente em caso de desistência de seu pai. Uma coisa é dada como certa, ela não estará com Arruda.

Frejat tem como opção, fazer um segundo palanque de Dilma, mas somente com a ausência de Arruda, já que ambos estão no mesmo partido.

A dificuldade de todos é a mesma: Reunir aliados. Quem se apresentar melhor nessa missão, terá mais chances de ser o candidato a enfrentar Agnelo Queiroz.

Resta saber qual dos “Amadores” chegará ungido até lá? E só ai todos saberão, quem são os mortos vivos. Aqueles que continuarão perambulando nos bastidores do mundo político do DF, na esperança de sentar um dia na cadeira que hoje se encontra ocupada por Agnelo Queiroz.

Fonte: Redação – 28/01/2014 


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