À queima-roupa: Paulo Antenor de Oliveira, secretário de Planejamento do GDF

O senhor é o terceiro secretário de Planejamento do GDF em apenas três anos. O que muda na condução da pasta?

A escolha do meu nome é uma sinalização do governador de que não quer que nada mude. Estou há três anos na secretaria, antes estava na Subsecretaria de Modernização de Gestão. A Secretaria de Planejamento vem ajudando o governador nas políticas que ele quer implementar.

A Câmara Legislativa vai votar esta semana o orçamento do governo para 2014. Quais números são mais importantes para o GDF?

No ano que vem, teremos um recorde de recursos para investimento, um total de R$ 5 bilhões. É a primeira vez que os investimentos vão superar os gastos com custeio e nosso desafio é lograr êxito nessa execução até o fim do ano.

Mais uma vez, os deputados distritais privilegiaram emendas para shows, em detrimento de áreas como a saúde. O GDF tentou obrigar a reserva de pelo menos 50% das emendas para investimentos, mas os deputados derrubaram esse artigo. Como o senhor analisa essa atuação dos distritais?

A própria sociedade deveria intervir e exigir que eles investissem emendas em coisas mais estruturantes do que shows. Quem sou eu para julgar a atividade parlamentar, eles são eleitos para representar o povo. Mas seria bom que houvesse restrições na lei e uma maior participação maior da sociedade, para que não houvesse tantas emendas para shows.

A polêmica sobre a suspensão dos planos de saúde dos PMs respingou na Secretaria de Planejamento?

No meu primeiro dia, quando tinha acabado de tomar posse, já me chamaram para tratar dessa crise. Houve reunião esta semana aqui com o comando, no dia da aprovação da lei. Não entendi essa crise até agora. Se for uma crise de hierarquia, não tem nada a ver com a Seplan. Mas definitivamente não há crise financeira e orçamentária. Não entendi até hoje a suspensão desse plano de saúde, não dá para entender certas coisas. São vieses da política.

O senhor atuará no governo justamente em ano eleitoral, quando há várias restrições para contratações de servidores e obras. Como driblar essas dificuldades?

A gente sabe que é um ano normalmente mais complicado. Há restrições no ano eleitoral, será necessário um pouco mais de cuidado. Ao mesmo tempo, o governo não pode parar suas ações. Mas há a preocupação de que não haja nenhuma conotação eleitoral. Quanto às restrições para contratações, muitos concursos em andamento não precisam ser paralisados, no tempo apropriado se decide sobre a contratação. A maquina não pode parar, não podemos aguardar o resultado das eleições para ver o que acontece.

Fonte: Coluna Eixo Capital

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