A mala do “assessor”


Na BR 041 que liga a capital mineira, Belo Horizonte, ao Distrito Federal, próximo à cidade mineira de Paracatu, uma colisão entre um carro Peugeot 303 e uma caminhonete D-10 revelou um segredo que estava guardado a sete chaves.

Um assessor de um alto figurão do GDF transportava uma mala recheada de dinheiro em espécie. O acidentado foi levado para o hospital de Paracatu e ali foi aberta a tal mala, que causou espanto a todos no hospital.

Ao tomar conhecimento de que o médico havia comunicado à Polícia Rodoviária, o assessor, que estava em condições de alta do hospital, saiu rapidamente e veio de táxi até Brasília. O carro, que era alugado, está sendo investigado pela polícia mineira.

O taxista que trouxe o tal assessor milionário já prestou depoimento e a qualquer momento esta coluna terá acesso ao nome do assessor, ou bom funcionário que presta serviço desta natureza para o seu patrão.

O que se sabe é que os envolvidos devem estar com problemas para dormir.

PED do PT

Após votar no processo de eleições diretas do Partido dos Trabalhadores (PED), a presidente Dilma Rousseff retornou para o Palácio da Alvorada. Lá, toda confiante, ciente de que terminou o ano vitoriosa em seu maior desafio: evitar o clima de “volta, Lula” que o presidente Ruy Falcão, reeleito para dirigir o PT, tentava impor na agenda eleitoral do partido. Dilma diz não ter mais dúvidas de que disputará um novo mandato, e que o próprio Lula sabe que não há mais tempo para esse debate.


Já no PT do Distrito Federal, o partido parece não confiar nas urnas eletrônicas que deram a vitória de Lula e Dilma. O Tribunal Regional Eleitoral sempre colocou à disposição as urnas eletrônicas em qualquer votação em âmbito nacional e local, mas a legenda, na eleição onde definiu os presidentes nacional e regional, usou a urna de papelão com cédula de papel.

Será que isso é confiar ou desconfiar do resultado?

Perdendo apoio

O que o ex-presidente Lula mais temia está acontecendo. A falta de jogo de cintura da presidente Dilma Rousseff está ameaçando a sua ampla aliança de reeleição. No Acre,

o PMDB e o PP já decidiram que vão apoiar a candidatura presidencial de Aécio Neves e no estado votarão no tucano Marcio Bittar, primeiro-secretário da Câmara dos Deputados. Bittar terá como companheiro de chapa o deputado Gladson Camelli, do PP.

Armando com Lula

Todos os candidatos a dirigir o PT de Pernambuco tinham uma agenda em comum: a firme oposição ao apoio do partido à candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo, como desejam Lula e a presidente Dilma. O PT pernambucano quer ter candidatura própria e o nome mais cotado é o do ex-prefeito e atual deputado federal João Paulo.

Se Lula insistir no apoio do PT a Armando Monteiro, irá criar outra grave crise na legenda na terra do governador Eduardo Campos.

Reconhecendo o potencial 

Lula convidou o líder do PMDB, senador Eunício Oliveira, para um almoço na sexta passada no Instituto Cidadania. Há uma preocupação enorme do ex-presidente com a perspectiva do PMDB romper a aliança e não apoiar a reeleição da presidente Dilma. 


Os 62 votos do Ceará controlados por Eunício são fundamentais para que o PT continue tendo o apoio peemedebista. Depois desse encontro, finalmente Lula compreendeu que o vice-presidente Michel Temer não tem mais o controle do PMDB. Assustado, Lula disse a Eunício que ele irá se empenhar pessoalmente em resolver suas questões com o governador Cid Gomes.

Caminho sem volta

Regressando de uma longa jornada pela Europa, onde se reuniu com empresários e deu entrevistas a veículos internacionais, o governador Eduardo Campos foi surpreendido no domingo com o apelo do deputado federal petista João Paulo afirmando que o PSB vai voltar à base da presidente Dilma.

“Eduardo vai esquecer essa história de candidatura ao Planalto e apoiará a reeleição da presidente Dilma”, foi o que declarou ontem antes de votar nas eleições internas do PT o deputado João Paulo.

Só que esse discurso é vazio. Eduardo não recuará e está convencido de que chegará ao segundo turno e que ao chegar lá vence Dilma.

Barrado no Senado

O ministro Paulo Bernardo tem pressa na votação dos novos conselheiros da Anatel- João Resende e Igor Villas Boas –, cujas indicações estão no Senado. Mas surgiu um problema. O líder do PMDB, Eunício Oliveira, não engoliu a escolha de Igor e resiste a esse nome.

Por isso, indicará um relator para a recondução de João Resende, que assim pode ter um novo mandato e voltar à presidência da Anatel. Porém, sobre a situação de Igor, Eunício disse ao ministro das Comunicações que não deixará ir a voto.

Operação Átrio ou Hamurábi?
Nos últimos tempos as operações policiais, sejam na esfera federal ou estadual, passaram a chamar a atenção da população, não apenas pelo objeto da investigação, mas principalmente pelo nome que as corporações policiais adotam para denominá-las. A última realizada no DF chegou a ser batizada duas vezes. Pelo Ministério Público, foi chamada de Átrio e pela polícia de Hamurábi. Acabou pegando o primeiro nome, mas isto mostra a que ponto a vaidade nas investigações está chegando.

O passado de Paulo Octávio como vice de Arruda chegou a ser mais lembrado do que o conteúdo da operação. Nem as prisões e certamente a farta munição de escutas, documentos e depoimentos, que mereceram maior atenção e certamente só virão à tona se for do interesse da grande imprensa e a independência jornalística permitir.

Até lá, temos que ter a capacidade de depurar o que lemos, escutamos ou vemos, para realmente compreendermos a verdade por trás do escândalo dos alvarás.


Isso é Mino Pedrosa

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