A casa das 11 mulheres em Brasília


Atletas do Vizinhança contam histórias do convívio em república

Kiara Mila Oliveira

Acostumadas a morar em repúblicas com o mínimo de conforto, as atletas do Vizinhança/Brasília viram este cenário mudar na capital. Contratadas para defender o clube nesta temporada da Liga de Basquete Feminino (LBF) e juntas há um mês, onze meninas, das 18 que formam o elenco, moram em uma grande casa em Vicente Pires – com direito a banheiras de hidromassagem, piscina e muitos quartos aconchegantes.

Cada uma tem o seu canto na residência, a sua quantidade de comida e as tarefas a serem feitas para mantê-la limpa. E, para não misturar meias e outros tipos de roupas, elas mesmas colocam o nome em cada peça. “Meia é uma coisa que desaparece”, conta a armadora Kiara.

A “casa do BBB”, como elas costumam chamar, tem até “quarto do líder”, a suíte master da construção ocupada por três atletas. O ponto de encontro fica na sala de televisão, onde elas costumam se reunir para conversar sobre os próximos passos do time e assistir aos vídeos das equipes adversárias.

Thamy Rafaella não mora com as demais, mas, assim como as “forasteiras”, é figura frequente na casa e compartilha do mesmo desejo das demais. “Queria muito vir para cá também”, disse a ala da equipe, fingindo chorar.

Com propriedade de quem já viveu muito no basquete, a pivô Laura Ratto, de 22 anos, admite que não esperava tanto conforto em Brasília. “Estamos acostumadas a morar com outras meninas em repúblicas, mas não imaginávamos que desta vez seria tão bom. Aqui, por exemplo, a gente não precisa se preocupar nem com pasta de dente”, afirma Laura Ratto. Até o sabonete usado por elas tem de ser da mesma cor dos azulejos do banheiro – cada um com uma cor diferente.

Apoio

Em um canto, apenas observando, a coordenadora do time Renata Ribeiro concordava com as palavras de sua atleta. “A gente se preocupou em fornecer o que há de melhor às meninas que aceitaram viver esse desafio”, destaca. “Mas para ficar aqui, tem que merecer”, completa.

Além do desafio de se manter na Liga, o Vizinhança luta para sair da lanterna do campeonato nacional. Desde a sua estreia, em dezembro do ano passado, o clube não venceu um jogo sequer – na classificação geral, segue com nove pontos.

De acordo com a ala/armadora Sarah dos Reis, o que as mantém fortes são as palavras. “Não tem muito o que dizer quando a gente perde, mas tentamos nos consolar e criar forças para melhorar”, disse.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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