Popó nocauteia promessa brasileira e encerra carreira com vitória

As provocações que recebeu nos últimos tempos até o dia da pesagem na sexta-feira mexeram com o veterano Acelino “Popó” Freitas, que neste sábado oficializou o fim da brilhante carreira da maneira como gostaria: com uma vitória. E por nocaute. O baiano, 36 anos e ex-campeão mundial dos pesos leves, mostrou superioridade no duelo de duas gerações com Michael Oliveira em combate realizado em um cassino na cidade uruguaia de Punta del Este e, com um triunfo e se aposentou do esporte.
Popó, que chamou a atenção do mundo no final dos anos 1990 ao conquistar o cinturão da Organização Mundial de Boxe (OMB) dos superpenas, não disputava uma luta havia cinco anos, quando jogou a toalha contra Juan Diaz, na cidade americana de Mashantucket, em 2007. Nesse meio tempo, o baiano, 36 anos, chegou a se eleger deputado federal em 2011. Esta foi a 39ª vitória (a 33ª por nocaute) de Acelino Freitas em 41 combates realizados.
Já Michael, que adotou o apelido de Rocky em homenagem ao mítico peso pesado americano Rocky Marciano, é uma promessa do boxe brasileiro. O paulista, 22 anos e radicado nos Estados Unidos, onde mora desde a infância, sofreu para o ídolo a sua primeira derrota na curta carreira – ele tinha um cartel invicto de 17 lutas até este sábado.
Apesar da diferença de idade, Popó começou muito bem a luta para super meio-médios (até 69,8 kg) prevista para dez assaltos e passou a pressionar Michael, encaixando alguns golpes até com certa facilidade. O veterano mostrava agilidade para encontrar falhas na guarda do adversário e, de certa forma, lembrava aquele grande pugilista que defendia o cinturão unificado dos pesos superpena (e depois dos leve) nas noites de sábado.
O ímpeto de Popó continuou prevalecendo na luta em solo uruguaio. Michael, apesar de ter lutado melhor no segundo assalto, acabou sofrendo um knock down no final do terceiro assalto – instantes antes de o gongo soar. O jovem se recuperou rápido e a luta prosseguiu, mas o veterano baiano continuou dominante no ringue.
Popó não conseguiu o nocaute ali no terceiro assalto e mostrava, com o passar dos rounds, um desgaste físico muito maior em relação ao rival. O ex-campeão mundial, porém, demonstrava muito mais frieza: lutando com a guarda baixa, esquivando-se com maestria nos momentos certos e encaixando bons golpes para minar a resistência de Oliveira.
O final da luta se aproximava, mas ainda assim Acelino Freitas continuava melhor no ringue uruguaio – ainda que não conseguisse aproveitar as oportunidades para derrubar Michael. Superior, e ciente de que apenas perderia caso sofresse um (àquela altura) surpreendente nocaute, Popó se deu ao trabalho de apenas administrar o combate. No penúltimo assalto, porém, ele conseguiu a segunda queda antes de o nocaute ser oficializado.
Fonte: Terra

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