Policiais acabam com festa irregular e apreendem menores e drogas

Foi realizada uma operação por volta de meia noite de quinta-feira (31) em conjunto com Polícia Militar, Polícia Civil, Agefis, Vara da Infância, BBTrans, agentes da 6ª DP (Paranoá) e o Agrupamento de cães farejadores na chácara do Zói localizada nas margens DF 250 km 8,5.

 
A operação policial aconteceu na Chácara Santa Rosa, também conhecida como Chácara do Zói após várias denúncias de moradores. Cães farejadores da PM, policiais militares do 20º BPM (Paranoá), do Batalhão de Polícia Rodoviária da PM, agentes da 6ª DP (Paranoá), agentes da Vara da Infância e Juventude e da Agência de Fiscalização (Agefis) participaram das buscas.
Na chegada dos policiais, eles encontraram na chácara cerca de 30 meninas, com idades entre 12 e 17 anos, completamente embriagadas e vestindo trajes sumários, em uma festa funk as margens da rodovia DF-250 no km 8,5 na área rural de Sobradinho dos Melos, na noite de quinta-feira (31). No local, entre as pessoas o DJ Woolfang Oliveira, que também é gerente de Cultura da Administração Regional do Paranoá. Segundo Woolfang estava apenas apreciando a festa por que ele é gerente de cultura da cidade. Se for interessante ele iria levar a festa para cidade. Só que nos panfletos que anunciam as festas desde janeiro tem o nome do DJ Woolfang como a atração principal.
Estas festas já vêm sendo realizadas desde janeiro e os promoters são criativos eles criaram um nome para cada dia da semana. As festas eram realizadas em locais diferentes um dia na chácara do Zói e na chácara Podoy localizadas nas margens DF 250 sentido Paranoá Planaltina. Para festa eles criaram um nome sugestivo. Os nomes eram: Terça da Diretoria, Quarta do Feijão, Quinta Mix e Sexta do Pirulito e o marketing era pesado nas redes sociais, carro de som nas ruas anunciando a festas e distribuição de panfletos.
 
Segundo apurou a reportagem o gerente de cultura do Paranoá Woolfang Oliveira tinha conhecimento e que também apoiava essas festas. Mesmo depois de sido nomeado como Gerente de Cultura ele não tomou nenhuma iniciativa de denunciar por que ele também tocava nas festas como consta nos panfletos. De acordo com as fotos que chegaram ao nosso poder as garotas faziam poses sensuais e simulações de sexo entre os participantes e dançarinos mais exaltados.
De acordo com o Boletim de Ocorrência da PM, no interior da chácara foram encontrados vários comprimidos de ecstasy, maconha, bebidas alcoólicas e grande quantidade de energéticos. O tenente-coronel Coelho Júnior, comandante do 20º Batalhão do Paranoá, explicou que “as adolescentes dançavam completamente embriagadas e seminuas, quando os policiais militares chegaram ao local”.
O comandante informou ainda ao Palanque Capital que a festa era divulgada através de panfletos e pelas redes sociais na internet. Ele fez contatos com a Administração Regional de Sobradinho e descobriu que a festa funcionava sem alvará. “Além da festa não ter alvará, os seguranças do local não estavam devidamente habilitados”, contou Coelho Júnior. “A festa era clandestina e moradores de chácaras vizinhas reclamaram do barulho do som”.
Woolfang Oliveira é funcionário comissionado (DFG-14) na Administração do Paranoá, onde recebe cerca de R$ 3 mil de salário, e nas horas de folgas ele trabalha como DJ. Ele foi encaminhado pela PM à delegacia de polícia do Paranoá, onde foi liberado depois de assinar um Termo Circunstanciado.
Os pais das adolescentes foram convidados a comparecer no quartel da PM para buscar suas filhas. Na ocasião, os pais tiveram de assinar Termos de Responsabilidades.
A reportagem do Jornal das Cidades procurou Oliveira, mas ele se negou a contar sua versão do caso.

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