Opinião: O fim do mundo e a Caixa de Pandora

Opinião: O fim do mundo e a Caixa de Pandora


Após períodos de visível selvageria traçados pelas guerras mundiais, o mundo despertou para as descobertas da Tecnologia como a Internet e seus conseqüentes benefícios.

Num mundo contaminado pela esperteza dos gananciosos e a dissoluta epidemia da violência, tem-se a impressão que a maioria da sociedade perdeu a noção do senso e bandeou-se para os escaninhos do mal.

Multiplicam-se os crimes de toda ordem. Fragiliza-se a confiança nas instituições mais sérias. O cidadão comum sente-se ameaçado sem a devida proteção e segurança, direitos que a própria constituição lhe estabelece e, surpreendentemente, os que deviam ser padrões de comportamento e moralidade agem em completo desacordo com a lei…

O que realmente está acontecendo com a humanidade? Que tempo é esse, que promove tanta desídia e deixa todos atônitos diante da facilidade com que muitos se aliam ao erro, contrapondo-se ao desiderato de que fomos criados à semelhança de Deus e nos destinamos às estrelas?

As discussões em busca de respostas vão desde o problema da impunidade, passando pela desagregação familiar, até à mudança de gradação do nível de inteligência dos indivíduos que jornadeiam na Terra a atual experiência humana.

De tempos em tempos, o Planeta recebe uma legião de criaturas destinadas a projetarem – e se projetarem – em favor do progresso social. Na Idade Média, a contrapor-se com o obscurantismo da época, uma leva de gênios aportou na dimensão terrena e promoveu o desenvolvimento de todas as artes pelo Renascimento.

Mais recentemente, após períodos de visível selvageria traçados pelas guerras mundiais, o mundo despertou para as descobertas da Tecnologia como a Internet e seus conseqüentes benefícios.

Mas em meio a esses avanços surge, no final do milênio, uma geração completamente dissociada de todo sentido ético e da prática do bem. Entregam-se ao vício com uma facilidade inimaginável. E ficam dependentes delas.

Alguns líderes espirituais como Divaldo Franco, do movimento espírita brasileiro, dizem que estamos no limiar da grande transição em que o Planeta passará de mundo de provas e expiações para um novo modelo onde o mal, gradativamente, irá desaparecer. Benza Deus!

Entre os esotéricos e seguidores do budismo, há interpretações de que tudo isso é parte de um programa ascensional da engenharia sideral para que se cumpra etapas de evolução terrena. Assim pensa a monja Coen Sensei, com quem conversamos recentemente. Seria, numa visão cristã, o cumprimento das promessas citadas no livro Apocalipse.

Fora dessa seara, discute-se o papel da Justiça. O que ela faz, neste momento, em favor da recuperação daqueles que cometem delitos e são lançados dentro de um sistema penitenciário que não oferece nenhuma resposta convincente de recuperação. O sistema faliu.

“Basta ver que o número de presos triplicou nos últimos anos. Até 2012, de cada 262 brasileiros adultos , um estava na cadeia. Em 1995 a proporção era de um prisioneiro para cada 627 adultos. Até aquele ano tínhamos a terceira maior taxa de presos entre os 10 países mais populosos. 98 por cento desses presos são oriundos de famílias pobres. E a maioria jovens.”*

Qual é a saída para evitar que a situação se agrave ainda mais? O projeto de recuperação passa por uma reavalição crítica da própria Nação. Compete elegermos homens vocacionados ao que é certo. Alterar a postura de vida de todos nós. Sermos exemplos. Evitarmos à associação com atitudes que geram vícios e tormentos. Buscar reiteradamente a prática do bem. Educar as novas gerações a não serem individualistas, escravas do consumo e buscar incrementar idéias plurais, para que não insistamos em denegrir o meio ambiente, desvalorizando as pessoas à custa da arrogância, do fanatismo religioso e dos preconceitos de toda ordem.

Esse é o princípio. O meio será dado por cada um que se dispuser a engrossar essa campanha para a sobrevivência do próprio Planeta. Se cada um de nós cumprir com a sua parte, evitar-se-á o indesejável fim. Evidentemente que, na caixa de Pandora da humanidade, a Esperança floresce.

“E ela floresceu”**


*redação do blog

**redação do blog
Fonte: Por NONATO ALBUQUERQUE / Redação – 17/08/2014

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