Candidato é preso com drogas


Por: Donny Silva 

Marcelo Valente, filiado ao Psol, foi flagrado por uma viatura enquanto usava substâncias ilícitas

Renato Souza

DIVULGAÇÃO

Dinheiro cocaína, maconha e latas de merla apreendidos pela Polícia Militar com o candidato a distrital Marcelo Valente (acima)
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) divulgou, ontem (21), uma nota com o posicionamento da legenda sobre a prisão do bancário e candidato a deputado distrital pelo partido, Marcelo Valente Nunes, 49 anos, na tarde de quarta-feira (20). Valente foi detido em flagrante após ser abordado por policiais militares na EPNB portanto oito latinhas de merla, uma porção de maconha, dois esqueiros e cocaína. A polícia encontrou ainda R$ 1,3 mil em espécie em posse do acusado. Ele foi liberado após prestar depoimento e assinar um termo circunstanciado.

Em nota, assinada por Juliana Selbach, presidente do Psol-DF, o partido afirma que o caso “se trata de uma questão de foro íntimo, sobre a qual o partido não tem qualquer responsabilidade”. O documento informa, ainda, que o Psol “defende a descriminalização dos usuários, o atendimento especializado na saúde pública e o combate ao tráfico de drogas”.

A redação do Alô Brasília tentou contato com o candidato, mas ele não foi encontrado para comentar o caso. A 27ª Delegacia de Polícia cuida do caso.

Subjetividade

A redação do Alô Brasília também tentou contato com o delegado responsável pela prisão do candidato do Psol, mas não obteve sucesso. Em conversa com outro delegado da 27ª DP, dr. Pablo Aguiar, foi questionado se a quantidade de drogas e dinheiro encontrado com Marcelo Valente não poderia configurar tráfico. O policial afirmou não poder comentar o caso específico por “não ter detalhes de como foi efetuada a prisão”, mas disse que o critério pode ser subjetivo.

“A autoridade policial se cerca de vários elementos para determinar se uma pessoa é usuário ou traficante, e não apenas a quantidade de droga apreendida. É preciso questionar o suspeito, levantar seus antecedentes, enfim, avaliar todas as circunstâncias que envolveram o ato da prisão”, afirmou Aguiar. Ele também disse que o Ministério Público ainda poderá alterar a configuração do crime para tráfico de drogas, caso considere necessário, quando o inquérito for encaminhado à Justiça.

Fonte: Jornal Alô

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